Mostrando postagens com marcador Pessoais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessoais. Mostrar todas as postagens

domingo, janeiro 19, 2025

Publicações de 2024 - Segundo Semestre

     Pessoas queridas,

    Eis o prometido post sobre as publicações do segundo semestre de 2024. Espero que curtam!

    Em setembro eu estive em São Paulo, na Bienal do Livro, onde revi amigos queridíssimos, conheci outros pessoalmente e fiz minha magia da multiplicação no estande da Editora Draco (entendedores entenderão). Nesse mesmo mês saiu a Revista Literatura Fantástica n.20, da Álamo Edições, com meu conto "A Nau do Sétimo Dia", baseado nas histórias trágico-marítimas da era das grandes navegações. Soube que foi bastante elogiado pelos leitores. Espero sua avaliação na Amazon! 


    Em novembro, saiu a única publicação do coletivo Tapioca Fantástica em 2024. O tema foi “Caos”, abordado de diferentes maneiras pelos autores, e em meu conto, "Assim Contarão Nossos Netos", eu abordei as lendas e profecias de fim de mundo de várias mitologias imaginárias. Como seria se todas acontecessem ao mesmo tempo? Pegue seu e-book na Amazon e descubra!


    E, por falar em coisas acontecendo ao mesmo tempo, essa foi a dinâmica de dezembro, com nada menos que quatro publicações saindo do forno! A primeira foi um conto ambientado no universo Véu da Verdade, de João Beraldo, que intitulei "Jornada a Roca 10". É FC? É aventura? É space opera? Falei um pouco sobre isso no canal Toca do Aventureiro. O e-book está disponível na Amazon.


    Adiar uns dias este post foi positivo, pois a segunda publicação, apenas em versão física, acaba de chegar ao site da Luva Editora. Trata-se de Urban, uma coletânea sobre lendas urbanas. Meu conto, "Vinde a Mim", desconstrói o famoso “homem do saco” e, devo confessar, lavou um pouco minha alma. Espero que vocês gostem.


    A vibe mudou completamente com Familiar, coletânea voltada para o público mais jovem. Meu conto “De Magia e Memória” traz a história de uma bruxa idosa e seu companheiro inusitado, vivendo em algum lugar do litoral brasileiro. A publicação é física, e há alguns exemplares à venda na loja da Medusa Editorial, mas ouvi dizer que não são muitos. Corre lá!



    Para fechar o ano com chave de ouro, tivemos Arkhè, uma coletânea da Nebula que reúne autores brasileiros e estrangeiros, de vários países. A ideia é criar contos de fantasia em torno de descobertas arqueológicas, e em meu conto "Ave, Spurius" eu trouxe de volta os personagens do “Cidades Inversas” e o passado de Lisboa. Ou melhor, Olisipo, quando um certo Spurius Avaro era um dos soldados que patrulhavam o ancoradouro. O e-book está bem baratinho na Amazon, mas a coletânea também pode ser lida de graça no site Heyzine.

    Com essas publicações o ano se encerrou, mas neste que se inicia haverá mais, inclusive de não-ficção. É só esperar. Para os que quiserem ter uma ideia da Ana sob seu outro chapéu, esta entrevista na Revista Letravox traz um pouco da minha perspectiva sobre leitura e literatura não apenas na qualidade de escritora, mas também na de bibliotecária. Espero que curtam!

    Grande abraço - e não vou prometer, mas, quem sabe a gente volta a se ver mais por aqui. 

 

terça-feira, janeiro 07, 2025

Publicações de 2024 - Primeiro Semestre

           Oi, gente amiga!

Pois é, em 2024 não ganhei prêmios com minha literatura, mas o Estante Mágica manteve seu Troféu Teia de Aranha pelo quarto ou quinto ano consecutivo, se não mais. Fico me dizendo que eu deveria retomar as postagens regulares, ou acabar com ele e criar ou não um espaço de escrita noutro lado, mas entra mês, sai mês e nada acontece. Até de redes sociais eu fiquei mais distante nos últimos tempos, por várias razões. E uma delas, digo orgulhosamente, foi o cumprimento de uma das minhas metas do ano passado: desacelerar, dar mais atenção a família, amigos, saúde.

Em 2024 eu comecei a me exercitar regularmente, o que foi uma grande conquista, e li bem mais que nos anos anteriores, embora tenha escrito menos do que em 2023 (que foi realmente fora da curva). A quantidade de textos completados foi menor, mas o total de palavras regulou com 2021 e 2022, em torno de 60.000. Isso se resume em uma novela de fantasia urbana/mitológica/de portal (um terço dela foi escrito em 2023, mas refiz uns 70% disso e depois finalizei), cinco contos e dois roteiros para histórias em quadrinhos. Novela e roteiros ainda virão (hopefully), mas quatro desses contos já foram publicados, e, assim como eles, alguns outros escritos no ano passado. E, para seguir pelo menos uma tradição, deixo o registro aqui do que saiu em 2024.

Os primeiros contos a aparecer no ano não estão, infelizmente, disponíveis, pois as coletâneas que saíram tiveram edição limitada e nenhuma tem e-book por enquanto. “Céu de Alumínio”, publicada pelo Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro - NLCAC, teve uma tiragem de acordo com a demanda dos participantes, e “Motivo Torpe”, organizada por J. P. Schmidt e Roberto Silver, teve uma tiragem de acordo com a adesão à campanha no Catarse. Em junho viriam os e-books cujas capas se acham acima: Que Arraiá é Esse?, publicação do coletivo Picolé Antimatéria, em que retomo os personagens do meu conto de “Verões Fantásticos” em mais um "isekai caiçara"; e Cidades Inversas, do Selo Nebula, apresentando novos personagens: os músicos Abílio e Viriato e as trigêmeas lisboetas que, na verdade, são as ninfas do Tejo. Com direito a outra presença ilustre saída de um poema de Pessoa. ;) 

Em julho, encerrando o semestre, saiu um conto curto em Relicário Bruxo e os Artefatos de Poder, do selo Perene Editorial, apresentando o anti-herói Tarish de Cartago (cujo irmão mais jovem e maluquinho é o Mattan, que vocês talvez conheçam de outros contos). A vibe é mais sombria e comedida, diferente da dos contos do Mattan, mas acho que os leitores vão gostar.

Eu pretendia falar de tudo aqui, mas a segunda metade do ano foi igualmente prolífica e vou deixá-la para um próximo post. Fica o meu convite para conhecer os trabalhos do primeiro semestre, no qual, aliás, também prefaciei um trabalho muito legal: o e-book Estrelas: mulheres pioneiras da Ficção Científica, organizado por Rubens Angelo, que resgata contos de FC escritos por mulheres no século XIX e início do XX.

Boas leituras e – prometo desta vez – até muito breve! 

quarta-feira, abril 27, 2022

Os Pilares de Melkart : Rumo às Metas Extras!

Evoé! Tenho o prazer de anunciar que nossos navegadores chegaram ao porto!!!

Muito obrigada, de coração, a todos que apoiaram, divulgaram e torceram pra que a gente conseguisse.

Ilustra de Nilo Nobre

Mas, embora tenhamos chegado ao primeiro porto, a viagem não terminou! 

Até o dia 6 de maio, lutaremos pelas metas estendidas de "Os Pilares de Melkart", que serão enviadas a todos os apoiadores. Começaremos com marcador e postal, depois virão e-books de duas Novelas de Cartago (histórias de Balthazar que se passam antes das viagens narradas no livro), ilustras exclusivas do Erick Sama e, se atingirmos 200%, um LIVRO IMPRESSO EXTRA contendo as duas novelas!! 



Se você não apoiou, este é o momento. Se apoiou, continue a dar uma força na divulgação, para chegarmos o mais longe possível. Quanto mais metas alcançarmos, mais recompensas para todos!

Acesse a página do projeto e nos ajude a ir mais além!

domingo, abril 03, 2022

Os Pilares de Melkart: nova campanha no Catarse

         Gente amiga, chegou a hora de compartilhar algo que venho preparando há muito tempo.

          Vocês devem saber como sou fascinada por Mitologia e pelos épicos antigos. Alguns já devem conhecer os personagens que criei em cenários da Antiguidade e trouxe para os meus contos: Balthazar, o pirata e capitão mercante fenício, e o sonhador heleno Lísias. Agora, estou pronta para publicar um primeiro volume contendo as histórias da dupla, que vai levá-los a diferentes épocas e cenários do Mundo Antigo, desde a Creta de Minos à Jerusalém do Ano Um, passando por Tartessos e pelos bastidores do teatro grego.


        Junto com a Editora Draco, preparei uma campanha onde explico tudo sobre o projeto. Vocês poderão perceber que é um trabalho bem elaborado, que requereu muita pesquisa, mas também contou com a minha imaginação e o meu desejo de, antes de tudo, contar boas histórias repletas de fantasia, aventura e um pouco de humor.

        Convido vocês a visitar nossa página no Catarse e, se curtirem, a apoiar, não apenas com a aquisição do livro ou dos combos (o que, claro, seria fantástico!), mas também com divulgação, compartilhamentos, boca a boca...  Tudo para levar nossos navegadores o mais longe possível.

        Que as Musas nos sorriam, pois aqui vamos nós!

quinta-feira, fevereiro 17, 2022

Primeiro Conto do Ano e Entrevista no Leia Novos BR

Pessoas Queridas,

Até que enfim estou de volta! Já estava passando da hora de espanar as teias de aranha... 

Este ano começou a todo vapor, com a produção de um conto de fantasia urbana (logo, logo ele aparece por aí) e a publicação de uma coletânea, organizada pela incansável Lu Evans, que traz um conto curto meu passado na Antiga Índia. Quem se interessar pode lê-lo aqui. Também estou preparando uma surpresa grande para breve, com a Editora Draco... Aguardem!


Por ora, quero convidá-los a ouvir o episódio 24 do podcast Leia Novos BR, no qual fui entrevistada. Vocês terão a oportunidade única de testemunhar (ainda que apenas com os ouvidos, e não com os olhos) e incrível transformação que se operou durante a minha visita à antiga Livraria da qual são funcionários Carol Vidal e Caio Henrique Amaro. :) 

Espero que curtam - e que este ano seja melhor para todos nós.

Beijos pra vocês! 

quinta-feira, dezembro 30, 2021

Dois Anos em Resumo

 Pessoas Queridas,

Mais um ano chega ao fim, o segundo da pandemia. Uns mais, outros menos, todos fomos afetados de várias formas e tivemos que nos adaptar a uma vida cheia de restrições, cuidados e novas regras que, parece, irão nos acompanhar ainda por algum tempo.

Eu perdi um primo querido e alguns amigos para a Covid, além de acompanhar com dor e indignação as cenas do teatro de horrores perpetrado no Brasil. Fora isso, tive muita sorte. Não adoeci, pude trabalhar de casa até o final de novembro e produzi bastante. Com todos os pulos que as editoras independentes tiveram que dar para manter a cabeça fora d´água, também publiquei bastante. Neste post, compartilho com vocês um pouco do que fiz, e enquanto o escrevo aproveito para refletir sobre as decisões e metas do próximo ano.

Eu e minha parceira de escrita! O prêmio
é das duas, mas a caveirinha vai morar
com ela em João Pessoa.

No início de 2020, eu estava escrevendo uma noveleta que chegou a quase 12.000 palavras. Escrevi mais 10 contos nos meses seguintes. Em 2021 escrevi 11 contos, o mais longo com cerca de 6.000 palavras. Somando tudo, e levando em conta apenas as versões finais, foram quase 100.000 palavras escritas durante a pandemia, 22 contos no total, dos quais 14 foram publicados e 4 outros, pelo menos, têm destino certo. Também publiquei pela Editora Draco a terceira edição do meu livro de estreia, O Caçador; um livro de terror e suspense escrito em parceria com Allana Dilene, que venceu o Prêmio ABERST de melhor narrativa juvenil; e a coletânea, organizada por mim, Contos de Fadas Sombrios. Pra não dizer que só falei de flores, tive contos rejeitados em três revistas e dois concursos, e alguns projetos floparam ou foram abandonados. Mas o saldo foi pra lá de positivo.

Sob o meu outro chapéu, escrevi um texto por semana para a página e as redes da Biblioteca Nacional, com dois temas principais: História do Livro e Escritores Brasileiros. São textos de divulgação para o grande público, mas vêm sendo bem recebidos; quem se interessar pode lê-los aqui. Também tive oportunidade de tagarelar um pouco sobre livros manuscritos e História das Bibliotecas no podcast Perdidos na Estante. E fiz muitos cursos legais na minha área de atuação e áreas correlatas.

Por que estou contando tudo isso? 

Porque ao longo desses anos de tanta produção também houve bastante análise e auto-análise. Quem me conhece sabe que sou muito ansiosa, que somatizo minhas encucações e que isso se agravou ao longo de 2018 e 2019, de forma que mesmo sem a pandemia eu já tinha decidido reduzir minhas atividades, cuidar mais da minha saúde... Enfim, todas as decisões que a gente toma ao fim de cada ano ou depois de um momento de crise e quase nunca põe em prática.

 Dessa vez eu tomei algumas iniciativas, como procurar uma terapeuta e melhorar a minha alimentação, mas tenho algumas metas por alcançar, e para isso era essencial que eu aprendesse a ser mais legal comigo mesma. Que eu assumisse menos tarefas, que parasse de me cobrar produtividade, que deixasse de ter expectativas quanto a algumas pessoas e me doasse mais a outras, que se importam comigo e gostam de mim.  

Fazer essa retrospectiva, escrever sobre aquilo que considero as minhas conquistas, me ajudou a perceber o quanto já caminhei, que minhas metas não têm que ser as mesmas de outras pessoas e que, para o bem ou para o mal, eu encontrei minha voz de contadora de histórias.

E não preciso mais provar nada a ninguém.

Assim, gente amiga, é com carinho que me despeço de vocês e deste dezembro. Que o próximo ano nos encontre em paz e saúde, que a gente consiga encontrar forças para vencer os monstros e que a vida seja melhor para todos.

Até a próxima!

quarta-feira, dezembro 22, 2021

Minhas Leituras Favoritas em 2021 - Estrangeiros

 Pessoas Queridas,

Seguindo uma tradição que já leva mais de dez anos, vou deixar algumas linhas, neste e no meu próximo post, sobre os livros que mais gostei de ler ao longo de 2021.

Como das últimas vezes, muitas das minhas leituras foram contos isolados ou publicados em revistas. Livros, não contei, mas estimo que tenham sido em torno de 80, numa proporção de um pouco mais da metade de estrangeiros de vários países. Alguns eram lançamentos (ou pelo menos eu não conhecia), outros reedições de obras de décadas atrás.

Para este post eu decidi escolher seis livros estrangeiros, sendo um deles juvenil. O mesmo farei com a postagem sobre os brasileiros. A ordem é aleatória, e o único critério é terem se destacado como livros que eu gostei de ler, me prenderam e, em alguns casos, me levaram a reflexões. Vamos lá?



Sobre os Ossos dos Mortos, de Olga Tokarczuk

Esse livro – bom, esse livro foi meu favorito do ano. Além de uma história fascinante, que não dá para largar, leva você a mergulhos e reflexões sobre a condição humana, as pessoas, a natureza, a relação que temos com ela e uns com os outros. A ambientação, nas montanhas da Polônia, e os personagens de apelidos curiosos são tão bons que dá para literalmente vê-los, ainda que não sejam detalhadamente descritos. Quanto à protagonista... olha, quando eu acabar de envelhecer, acho que vou ser como ela. Menos o veganismo, que acho que não alcanço nesta vida.




1793, de Niklas Natt Och Dag

Um thriller histórico dos bons, passado em Estocolmo. Tem umas partes bem cruas, mas nada é gratuito: tudo faz parte da construção de uma história com elementos tão fascinantes quanto perturbadores, que gira em torno da identificação de um cadáver mutilado. Seguindo o fio da investigação, achamos vários personagens que sofreram os mais diferentes tipos de violência e injustiça, e devo dizer, só o fim escolhido para uma delas proporcionou um pouco de alento. Se você estiver muito triste, guarde esta leitura para depois. Mas leia. Vale a pena.




Ponti, de Sharlene Teo

Ambientado em Singapura, em três diferentes momentos, o livro conta a história de Amisa, atriz de um filme de horror nos anos 1970; de sua filha Szu, que passa por uma adolescência difícil; e, já nos dias de hoje, de Circe, amiga de Szu, cujas memórias da mãe, da filha e da misteriosa senhora que vive com elas a faz reviver momentos e emoções intensas. “Ponti”, título do filme de horror, vem de Pontianak, uma criatura do folclore malaio semelhante a um súcubo ou vampiro feminino, e dá para sentir essa vibração passando por Szu, Circe e por você quando lê este livro. Ah! No momento, a versão Kindle na Amazon está baratíssima, então aproveitem!



Leopardo Negro, Lobo Vermelho, de Marlon James

Comecei a ler este livro em 2020 e terminei em março de 2021, porque não foi nada fácil. Parei muitas vezes, quase desisti, retomei, fui pesquisar uma coisa e outra e no final tenho certeza de não ter entendido tudo. Além disso, tem cenas de violência muito gráficas, No entanto, o imaginário de base africana é riquíssimo (o autor não é da África e sim jamaicano, antes que alguém faça essa observação), e eu não poderia largar a história pelo meio, nem abandonar seus protagonistas, um caçador de faro infalível e um metamorfo que – sim, acabou tendo um dedinho de influência na construção, ou recriação, do narrador do meu conto O Troca-Peles (que você encontra aqui), embora este seja baseado num conto maravilhoso russo. No fim, não foi a leitura mais prazerosa, mas valeu pelas impressões, pelas portas abertas, pelos mundos vislumbrados.




A Curva do Sonho, de Ursula K. Le Guin

Leitura compartilhada no fim do ano com o grupo Espalhe Fantasia. Ursula não decepciona ao contar a história de George Orr (qualquer referência não é coincidência), um sujeito absolutamente comum exceto por uma característica: o que ele sonha se concretiza. E não se trata do futuro, de previsões: todo o passado, as vidas das pessoas e suas memórias se realinham para que ele acorde na realidade com a qual sonhou. É um livrinho bem curto, doido e fascinante que eu recomendo a todos.



The Girl Who Circumnavigated Fairyland in a Ship of Her Own Making, de Catherynne M. Valente

O juvenil estrangeiro mais legal que eu li este ano conta a história de September, uma menina que passa por várias aventuras, mais ou menos ao estilo de Dorothy e Alice, mas com uma pegada um pouco mais agridoce. Já tem continuações, que ainda não li, e até onde sei teve apenas este primeiro livro traduzido no Brasil, pela Leya. Uma coisa muito legal é que esta e outras histórias de Valente foram musicadas por uma das minhas compositoras favoritas, S. J. Tucker; dá para ler com playlist própria, e deixo o link da minha canção preferida no canal da artista.

Bom, pessoal, essas foram minhas leituras estrangeiras mais legais em 2021. Agora quero saber das suas. Deixem aqui nos comentários, e aguardem: dentro de uns dias virá o post dos meus favoritos entre os livros nacionais.

Até lá, e um grande abraço!  


quinta-feira, agosto 05, 2021

Contos Publicados: Março a Agosto 2021

Pessoas Queridas, 

 Estes meses têm sido de muito trabalho, e o desejo de atualizar este cantinho com mais frequência acaba atropelado pelas urgências. No entanto, algumas publicações saíram, e não posso deixar de partilhá-las com vocês. Vamos lá!


Para começar... Shame on me! Falei sobre o resultado da campanha Lobos da Fantasia no Catarse, mas não disse quase nada sobre este livro. Foi oferecido como meta extra para os apoiadores, e traz seis contos de fantasia sombria que recontam ou se baseiam em contos de fadas tradicionais. Os autores são Oscar Nestarez (que recontou O Flautista de Hamelin), Liège Báccaro Toledo (Cinderela), Carolina Mancini (A Pequena Sereia), Diego Guerra (João e Maria), Allana Dilene (Barba Azul) e eu, é claro, que recontei o conto russo Príncipe Ivan e o Pássaro de Fogo sob o ponto do vista do auxiliar mágico de Ivan: o Lobo Cinzento.

Com prefácio de Rogerio Saladino, o livro está à venda, apenas como impresso, no site da Editora Draco, bem como na Amazon e em outras lojas parceiras. Espero que gostem de fazer essa viagem pelos contos de fadas, agora com novos narradores e novos itinerários!




Coletânea organizada pela super Lu Evans, na qual meu conto reúne dois universos: o Medistelara, que compartilho com o grande amigo Luiz Felipe Vasques, e o da Família Kalil, uma família de libaneses e descendentes cujos membros têm frequentes envolvimentos com seres fantásticos. Neste caso, a história se passa no interior de São Paulo, durante a Segunda Guerra. É quando Seu Salim, o simpático e emotivo patriarca dos Kalil, trava contato com um "brimo" que aparece para pedir a devolução de uma mercadoria vinda literalmente de outro mundo! 

O e-book, com contos de vários autores, custa apenas dois reais e está à venda na Amazon. 




 Segundo volume da Série Tempo organizada por Ale Dossena, Rafael Bertozzo Duarte e Valter Cardoso. Todos os contos são sobre aventureiros e exploradores. O meu se passa no mesmo universo da história de Tempo de Dragões, um mundo ainda sem nome que está se revelando aos poucos, até para mim. Seus protagonistas são os irmãos adolescentes Miztli e Tenoch, que vivem no isolado Vale do Lagarto e que se aventuram em busca da nascente de um lago mítico, munidos de um mapa deixado em sua aldeia, gerações atrás, por um viajante estrangeiro. 

Também tem e-book na Amazon, por um preço ótimo.




Coletânea em homenagem ao universo criado por Pierre Boulle, desenvolvido e recriado principalmente em filmes e séries. Organizada por Lu Evans e Saulo Adami, tem participação de nomes consagrados da Literatura Fantástica nacional. Meu conto é narrado por Rakka, uma gorila cujo desejo de ser mãe a leva a apostar tudo num plano para lá de imprudente - e a viver (literalmente) com as consequências. 

Este e-book pode ser baixado de graça na Google Books.




Por fim, meu conto Além da Terra Sem Males foi republicado na Revista Perpétua, juntamente com uma entrevista. Esse conto marca minha estreia na Literatura Fantástica; saiu pela primeira vez em 2009, na coletânea Dimensões BR, da Editora Andross, e se passa na região de Lumiar, aqui no estado do RJ, onde vivem povos feéricos cuja aparência se assemelha à dos indígenas que habitavam a região. Quer dizer, eu nunca vi, mas que eles existem, existem. :)

Bom, essas são as novidades de março até agora. Até o fim do ano vai ter mais, e estou planejando um retorno e/ou uma reforma por aqui com posts mais frequentes. Não prometo nada, só quero que saibam que não sumi nem abandonei a estante. Espero que vocês também não; depois de quase vinte anos (o blog é de 2002!), não é um pouco de teia de aranha que vai nos assustar, né?

Até a próxima! E continuem se cuidando. Um dia ele vai embora pra nunca mais voltar.

domingo, março 28, 2021

Contos em Coletâneas : Outubro 2020 a Março 2021

Pessoas Queridas, 

Campanhas no Catarse deixam a gente meio fora de esquadro. Pandemias também. Com as duas coisas juntas, só agora consegui me organizar para vir tirar a teia de aranha aqui da Estante e contar as novidades. Aqui vão:

Sobre a campanha: foi concluída com muito sucesso, chegamos a 405% da meta e distribuiremos a todos que apoiaram os dois livros mais um volume extra, de Contos de Fadas Sombrios, com seis contos de diferentes autores. Depois todos os livros estarão à venda no site da Draco, Amazon e outros lugares por aí. Pretendo escrever mais detidamente sobre o Catarse, provavelmente na coluna Mesa do Escritor - outra que está coberta de teias de aranha!

Sobre publicações: no segundo semestre de 2020 e no início deste ano saíram algumas coletâneas de que participo. Vocês vão gostar de conhecê-las!
Fantasmagóricas, organizada por Lu Evans e Ale Dossena, traz a dupla de encantados/artistas sertanejos Lara e Lourenço em mais uma aventura no interior no Brasil, desta vez querendo reunir um velho seresteiro e seu amor de toda a vida naquilo que chamaram de Missão Seresta. Está na Amazon e tem versão impressa na UICLAP.

Contos de Tarot, também financiado por meio de Catarse, é uma coletânea organizada por Rodrigo Vinholo e Pedro Hutsch Balboni que percorre todos os arcanos do Tarot com histórias sobre um personagem muito esquivo. A minha, O Mundo Virado do Avesso, é sobre a carta O Mundo. Não tem link porque realmente não sei se há como adquirir o volume e onde poderia estar à venda. E não consegui ler todos os contos, mas os que li achei muito bacanas.

 
Vikings : nas palavras dos Skalds foi a recompensa de meta extra da campanha de Vikings: Nidhogg do Eduardo Kasse. São quatro contos no universo viking, mais um texto sobre literatura escandinava medieval by Yours Truly. O meu conto, Thóra, a Destemida, escrito ao estilo das sagas islandesas, é sobre uma menina cuja habilidade de fazer queijo lhe garantiu amizades valiosas (ainda que um pouco inusitadas). Só impresso por enquanto, tem na Amazon, no site da Draco e na lojinha do Kasse.

 
Em Phantastikós, organizado pela Lu Evans, entrei com O Enigma da Concha, uma história da terceira geração dos Contos da Clepsidra, protagonizada pelo jovem Mattan e seu amigo Necos quando estão de partida rumo às praias do sul da Índia. À venda na Amazon e, impresso, na UICLAP. 





Por fimPortais, também organizado pela Lu Evans, não traz conto meu, mas tive a honra de contribuir com o prefácio, e posso dizer que essa é uma das coletâneas mais legais do Selo Nebula. Como as demais, está à venda na Amazon, versão impressa na UICLAP (aproveitem para encomendar tudo junto!). 

Em breve terei mais publicações para mostrar, mas por agora é só. Depois virei com links de aparições minhas no Youtube, IGTv e outras mais, caso alguém queira conferir. E podem deixar que nos próximos meses vou escrever mais e aparecer menos.

Até a próxima!

quinta-feira, janeiro 21, 2021

Lobos da Fantasia: Minha Campanha no Catarse

Pessoas Queridas, 

Sim, tenho estado ausente. Mas há uma boa razão, e esta é a surpresa que eu estava preparando para vocês, junto com a Editora Draco. 

Faz 25 anos, nada menos, mas ainda me lembro da emoção que foi colocar o ponto final no meu primeiro livro. "O Caçador" era uma história de fantasia baseada em contos de fadas tradicionais e eu tinha posto toda a minha alma nele. 

O livro demorou dez anos para ser publicado como independente e mais quatro para ganhar uma casa, a Franco Editora, que fez um ótimo trabalho. Mas esse ciclo se encerrou - e, como na natureza, acaba de recomeçar!
A edição que comemora os 25 anos de "O Caçador" vem atualizada e com essa belíssima capa, desenhada pelo Erick Sama. Entra agora em campanha no Catarse -- uma campanha que chamamos de Lobos da Fantasia
-- acompanhada de outro livro, escrito a quatro mãos com Allana Dilene, em que as referências são os clássicos de aventura escritos por Jack London.
Na campanha existe a possibilidade de adquirir meus outros livros, as coletâneas que organizei e, ainda, outras obras de fantasia da Draco. O pacote vem com marcador, postal e cupom de desconto. Tão logo seja batida a meta inicial, anunciaremos várias outras, que irão para todos ao apoiadores. Assim, convido vocês a mergulhar nesse mundo de aventura, mistério e contos de fadas, e também a celebrar comigo essa jornada que já dura um quarto de século. Pela Magia e pela Arte!

quarta-feira, dezembro 30, 2020

Minhas Leituras Favoritas em 2020 - Nacionais

 Pessoas Queridas,

Aqui estou de volta para o segundo post das leituras do ano. Desta vez, serão os nacionais, usando o mesmo critério: em ordem de leitura, não necessariamente de preferência. Até porque são obras muito diferentes umas das outras, que provocaram vários tipos de reações e reflexões. Mas o prazer de lê-las foi enorme em todos os casos. Vamos lá?



 Guirlanda Rubra, de Erick Santos Cardoso

Como ele mesmo afirma, o livro de estreia do editor da Draco levou quinze anos para ser concluído. E valeu a pena! O Erick soube contar uma boa história dentro de um universo de fantasia diferenciado, que tende para o capa-e-espada e para a Idade Moderna mais que para o medieval e agrega várias referências de forma natural, não forçada. É também um romance de formação, mostrando a jornada e a evolução de Garlando, um herói relutante, presa de um Dom que não desejava e movido por um amor idealizado. Recomendo muito!



Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior

 O vencedor do Jabuti (merecidíssimo!) foi o primeiro livro que li ao se iniciar a quarentena. A ambientação e a construção dos personagens são impecáveis, a crítica social é inserida de forma precisa, e o melhor de tudo? Itamar conta uma história envolvente, que prende você e te faz querer saber o que acontece a seguir com aquelas irmãs, com aquelas pessoas, com aquela comunidade. Quem não leu, faça a si mesmo um favor e leia, é realmente muito bom.



Ana de Corona, de Gisele Mirabai

Sabem aquela escrita que conversa com você? Aquele jeito de contar uma história que parece te envolver, aqueles personagens absolutamente críveis, aquele protagonista com quem você se identifica? Esse livro traz isso. Foi escrito no início da pandemia, quando se sabia muito menos que hoje sobre o Covid-19 e não se podia prever quando e como as coisas se resolveriam, portanto o desfecho fica na conta do hopepunk. E a gente precisa de mais obras como esta da Gisele. 


Porém Bruxa, de Carol Chiovatto

Delícia de fantasia urbana que li com o pessoal do Clube de Leitura Espalhe Fantasia. Trata-se de uma investigação de crimes em São Paulo, misturando magia e... bom, e crime mesmo. A protagonista e narradora é muito bem construída, o livro traz muita diversidade e representatividade e uma trama ágil, bem encaixada no momento atual. Super vale a pena


Lágrimas de Carne, de Fernanda Castro

Não é um romance, é uma noveleta, mas não poderia deixar de estar na lista dos favoritos do ano. Partindo do folclore e das crenças do sertão brasileiro, Fernanda construiu uma mitologia toda própria, com criaturas fantásticas que são, ao mesmo tempo, absoluta e dolorosamente críveis em sua humanidade. E contou uma história de fazer sangrar o coração. Não deixem de ler, porque é maravilhoso. 

***

Eu esperava terminar o ano contando algumas novidades, mas acho que as postagens de 2020 vão ficar por aqui. Em janeiro, não demorarei a falar um pouco da produção do segundo semestre, em retrospectiva, e se tudo correr bem terei boas novas.

Espero que o mesmo se dê para todos nós, não apenas no campo profissional e da produção -- embora fazer boa arte importe, sempre! -- mas também em todos os outros aspectos de nossas vidas. Que venham as vacinas e o controle da pandemia, que a gente possa sair e se reencontrar, ainda que com cuidados, porém sem medo. Que vidas e dignidade sejam preservadas e que voltem os abraços. 

E que todos estejamos lá para celebrar. 

Até o ano que vem!

terça-feira, dezembro 22, 2020

Minhas Leituras Favoritas em 2020 - Estrangeiros

Oi, Pessoas Queridas! Tudo bem? Após um longo hiato -- sim, fiz muita coisa, só não consegui registrar aqui! -- enfim reapareço para um ritual levado a cabo há mais de dez anos: falar um pouco sobre os livros cuja leitura mais me agradou nos últimos meses. 

 Notem que não se trata de "resenha" nem de apreciação crítica, no sentido de seguir parâmetros estabelecidos. Também não quer dizer que eu não tenha gostado de outras obras que li nesse período. Essas foram as que me deram mais prazer, conversaram mais com as minhas ideias, minha memória afetiva, me instigaram mais a criar... Enfim, as que se destacaram dentre as minhas leituras, lembrando que este foi um ano sui generis. Não tenho o registro do que li antes de 17 de março (que ficou na minha agenda do trabalho), assim como também não anotei as várias dezenas de contos que li no formato Kindle, quase todos nacionais. E, como as anotações foram bem corridas, não sei o quanto isso reflete a totalidade de leituras. 


 De qualquer forma, aqui vão, em ordem de leitura, meus favoritos do ano, começando pelos estrangeiros.

 
Circe, de Madeline Miller 

 Tal como no ano passado, o primeiro em ordem cronológica também foi o favorito do ano. Traduzido por Isa Próspero, lido e comentado com o grupo de leitura "Espalhe Fantasia" (por isso a leitura foi ainda mais prazerosa!), o livro conta em primeira pessoa a jornada de heroína de Circe -- sim, aquela mesma, a feiticeira das lendas gregas -- mostrando sua complicada relação com a família, seus amores, seu exílio, a maternidade, a descoberta do poder mágico, que passa pela descoberta da própria voz. Criticada por seu pai, Hélio, o titã que era senhor do sol, a voz de Circe é um elemento importante nessa narrativa -- para mim, o símbolo do poder da mulher, que começa a se impor quando ela ousa erguer a voz e se fazer ouvir. Recomendo a todo mundo, goste ou não de mitologia; se gostar e conhecer um pouco, a leitura será duplamente prazerosa.

 
O Urso e o Rouxinol, de Katherine Arden 

Já comentei sobre ele em postagem referente ao grupo de leitura, embora não tenha sido uma das obras que lemos em conjunto. O primeiro de uma série para jovens e adultos, muito bem ambientado na Rússia medieval, com uma heroína destemida que transita entre seres mágicos -- duendes, inclusive, o que é sempre um bônus -- e humanos absolutamente imperfeitos (e verossímeis), este livro, repleto de peripécias e reviravoltas, me fisgou e me deixou cheia de ideias para futuras histórias. Ainda não li as continuações (a primeira já está comprada), mas certamente está na minha lista para o ano que vem.

 
Changeling, de Victor Lavalle 

 Um livreiro negro, sobrevivente de complicado drama familiar, se casa com uma bibliotecária. Tudo vai bem, eles acabam de ser pais, quando uma súbita mudança no comportamento da esposa desencadeia eventos estarrecedores. O pai é levado a empreender uma jornada pelo lado sombrio de Nova York, e ao mesmo tempo visitar o que se esconde em seu passado, desvendando todo um mundo oculto a fim de -- talvez -- recuperar aquilo que mais ama. Não poderia recomendar mais esse livro, principalmente àqueles que gostam de fantasia urbana. E a tradução de Petê Rissati é muito boa.

 
Memórias de Porco-Espinho, de Alain Mabanckou 

Minha primeira leitura do autor congolês, que aqui envereda pelo realismo mágico (presente inclusive em referências trazidas por um personagem europeizado) e pelas lendas africanas, mostrando o relacionamento entre um feiticeiro e o porco-espinho que é seu "duplo" animal. Parte da história é bem enraizada na realidade local, visível a todos (embora as perspectivas possam diferir), outra parte transcorre dentro de parâmetros só compreensíveis dentro daquela cultura. Não foi uma leitura fácil, mas me intrigou e encantou.

 
Os Saqueadores, de Tom Cooper 

 Vamos de livro realista para concluir -- mas que livro! Vários personagens complexos, com histórias que vão do simples ao delirante, buscam sobreviver nos pântanos da Louisiana, conspurcados por um derramamento de petróleo: desde o rapaz inteligente que tenta se conformar com a morte da mãe e a perspectiva de uma vida de luta e pobreza até o velho que vai às últimas consequências para encontrar o tesouro perdido do pirata Jean Lafitte. O fim, ao menos para alguns, é a celebração do recomeço, ou pelo menos da resiliência. Venha passear no bayou! 

***

Bom, pessoal, essas foram as minhas melhores leituras estrangeiras em 2020. Imagino que alguns livros sejam conhecidos de boa parte de quem me acompanha, mas acho que nem todos. Agradeço comentários e sugestões para 2021! 

 Até breve, com as leituras nacionais!

quinta-feira, julho 23, 2020

Primeiro Semestre de 2020 : o que rolou


Pessoas Queridas,

O ano já passou da metade, um ano diferente que ficará para sempre em nossa memória. Infelizmente, não de um jeito legal. Isso, porém, não significa que paramos de nos relacionar, de produzir, de fazer boa arte e de compartilhá-la, como é vital acontecer em tempos difíceis.
Deixo aqui um pouquinho sobre meus trabalhos que vieram à luz este ano, esperando que os próximos apareçam quando as coisas já estiverem melhores.




Terror na Amazônia. Já no início do ano saiu essa bela coletânea da Pará.Grafo, que traz vinte histórias de terror, horror e fantasia dark ambientadas nas florestas, vilas e cidades amazônicas. Algumas são ambientadas no presente; outras, como a minha, no passado, já que voltei ao século XVIII para contar uma passagem perdida da Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira, mas... posso garantir que algumas questões trabalhadas ali continuam atuais.




Depois da Quarentena Organizado por Rosana Rios, este livro reúne poemas, contos e crônicas sobre o que nos espera após o confinamento. No meu caso, foi quase uma autoficção, o que eu imagino que pode acontecer e o sentimento que irá me acometer diante disso. Outros trabalhos puxam mais para o fantástico e/ou são mais otimistas. Aposto que os leitores vão gostar.




Simplesmente Más. Esta coletânea organizada por Lu Evans e Ale Dossena mostra mulheres malvadas – ou, em alguns casos, simplesmente duronas, como é minha protagonista, a Vovó Nevasca. Numa localidade possivelmente situada na América do Norte, num futuro de cores distópicas, ela acolhe três órfãos, e mantê-los alimentados e em segurança é... bom, uma tarefa nada fácil.




Tempo de Dragões. Os amigos do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro abriram essa seleção, e eu adorei escrever a história de Yolanda, que administra o palácio do governo de Flândria e de repente se vê às voltas com as idiossincrasias de um hóspede: o Embaixador de Skamandra. Os outros contos do livro trazem uma grande variedade de estilos: humor, romance, suspense e às vezes uma mistura de tudo isso.


Cyprien retratado por Hidaru Mei


E não pensem que me esqueci de Athelgard...! Nos primeiros meses do ano postei uma história sobre a visita de Cyprien de Pwilrie à recém-fundada Escola de Artes Mágicas. Está em várias partes no blog do Castelo das Águias e pode ser lida de graça, como vários outros contos e artigos publicados lá.




Por fim, quem quiser me conhecer melhor, conferir algumas das minhas opiniões sobre o ofício da escrita e o mercado editorial pode procurar a coluna Na Mesa do Escritor, no blog Ficções Humanas; ou ainda acessar esta entrevista que dei para o Café Pós-Moderno, ou esta live, no canal do escritor e professor Saymon César.

Espero, em todos os casos, que vocês gostem do que irão encontrar. E que depois me digam!

Abraços, e até a próxima!