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quarta-feira, dezembro 31, 2025

Escrita e Publicações de 2025

Heeey, pessoas queridas... Tudo bem?

Mais uma vez, espanei as teias de aranha pra vir contar como foi o meu 2025, em termos literários. A vida pessoal está demandando bastante, assim como o trabalho na Biblioteca Nacional, e eu acabei escrevendo e publicando menos que nos anos anteriores. 

No total, foram nove contos escritos (tem um em andamento, mas entrará na conta do ano que vem), cujas versões finais somaram 39.383 palavras. Publicados, apenas cinco, sendo um reedição e outro a tradução de um conto curto para o espanhol. Além disso, publiquei um livro teórico que rendeu entrevistas e artigos, e deixarei aqui o link para alguns deles. Preparados?


O ano começou justamente com a publicação de "A História do Livro: marcos e transformações", pela editora da Fundação Biblioteca Nacional. O livro reúne 38 dos artigos que escrevi durante a pandemia, a maioria dos quais está na página e nas redes da BN, mas acho que valeu a pena reuni-los. A publicação física só pode ser encontrada na livraria da Biblioteca Nacional, e restam poucos exemplares, mas o PDF pode ser baixado gratuitamente aqui.

Ao longo do ano, a obra - que não pretende se aprofundar no assunto, é bem introdutória, feita para divulgação mesmo - teve alguma repercussão entre professores, bibliotecários e outros profissionais do livro. Com isso apareci em blogs, dei entrevistas e escrevi pequenos artigos. Não vou linkar os que estão em áudio ou vídeo; os escritos podem ser conferidos nos sites da Revista Especiaria, da Divulga-CI e da Revista Informação e Cultura.

Agora, as publicações de ficção. Várias ficaram para 2026; creio que os editores também tiveram um ano atribulado... ! 


A primeira deste ano é o conto "O Que Salka Faz com a Água", que saiu na coletânea "U. G. A.", organizada por Lu Evans. Nele eu narro a história de uma jovem denisovana muito curiosa, cuja descoberta desafia o conhecimento e a própria autoridade dos mais velhos do seu clã. Quem se interessar, pode comprar aqui, quase de graça.


Por falar em gratuidade, é o que oferece o e-book "Fábulas de Laniakea", organizado também pela Lu Evans e por Liana Zilber Vivekananda. Republico, bem modificado, meu conto "Cybermadrinha", que ao mesmo tempo homenageia autores da ficção científica e narradores de contos de fadas. Confiram aqui. E, na sequência, uma segunda republicação, que saiu no finalzinho deste ano:  Los Dioses del Planeta Azul,  versão para o espanhol da minha FC farsante e mitológica. 


A Revista Literatura Fantástica n. 20 ganhou o Prêmio Argos de Melhor Coletânea, e dela fazia parte meu conto de fantasia sombria "A Nau do Sétimo Dia". No número 29, participo com "O Vale das Almas Errantes", que traz a segunda aventura do personagem Tarish de Cartago. Confiram neste link.

Por fim, participei de uma edição especial natalina da série Companheiros Mágicos, da Editora Medusa, na qual os protagonistas são bruxos e feiticeiros e seus familiares. Escrevo uma história passada no Brasil de tempos atrás, em que a bruxa veterana Esmeralda e seu amigo de quatro patas, Bartolomeu, têm que lidar com um presente inesperado. O link da pré-venda do livro físico está aqui, e deve haver um e-book também mais para a frente.

***

Bom... Esses foram os trabalhos, esses foram os frutos colhidos no ano. Outros foram plantados e amadurecem. A seu tempo brotarão. E ainda que não, como vocês sabem, valeu a intenção da semente. 

A todos vocês, antigos e novos amigos, que 2026 seja um ano incrível, com muita paz, saúde e realizações. Até a próxima!



sexta-feira, dezembro 23, 2022

Livro, Contos e um Capítulo Publicados: Segundo Semestre de 2022

 Pessoas Queridas,

Que ano doido foi esse! Aconteceram muitas coisas, infelizmente nem todas boas, na minha vida pessoal e profissional. Quase não vim aqui e estou repensando os canais de comunicação com amigos e leitores, inclusive para incluir algumas coisas que faço, publico e gostaria de partilhar. Mas ainda não tive como parar e resolver isso, então... Aqui vai pelo menos um post sobre as minhas publicações do segundo semestre. 


 Pra começar, claro que tinha de ser esse livro no qual venho trabalhando há tanto tempo! Os Pilares de Melkart é uma coletânea de três contos e duas novelas, que acompanham o capitão fenício Balthazar de Tiro e o jovem heleno Lísias em suas viagens no tempo, em vários lugares da Antiguidade. Neste livro, além da história ambientada em 323 a. C., que se passa no mar, eles participam de uma peça de Aristófanes na Magna Grécia, vão à Jerusalém do Ano Zero, à mítica Tartessos, na Hispânia, e à Creta do Rei Minos, vivendo muitas aventuras cheias de emoção e bom-humor. O projeto foi financiado pelo Catarse. Quem não tiver pode conferir a sinopse e, se curtir, adquirir o livro clicando aqui




Jogo do Destino é uma das duas prequels de os Pilares de Melkart que foram meta extra no Catarse. Nesta novela, conto como Balthazar e Lísias se conheceram e como o jovem heleno conquistou seu lugar na tripulação, apesar de algumas brincadeiras nem sempre inocentes dos marinheiros. Também apresento Sikkar de Cartago, herdeiro da Casa Aníbal e muito importante para sagas futuras, e a jovem vidente Hermínia, que faz algumas revelações a Lísias. Saiba mais e adquira clicando  aqui.



Outra prequel de Os Pilares de Melkart, a novela Entre Paredes é uma história de amor e fantasmas ambientada em Cartago. Sua protagonista é a jovem Thira, que tem sua deterninação posta à prova quando algo sinistro acontece durante a reforma da taverna de seu pai. A seu lado, enfrentando as forças do Outro Mundo, estão os hóspedes da casa, Balthazar e Lísias, e o mercador Sikkar, pretendente de Thira, além de um misterioso egípcio e da sorrateira gatinha Bastet. Sei que você se interessou, então adquira clicando aqui.



Uma coletânea muito incrível de que participo! Terrores Asiáticos traz vinte contos de autores nacionais, que escrevem sobre seres assustadores do folclore da Tailândia, Coreia, China, Japão e outros países da Ásia. A mim coube escrever sobre o vetala, uma espécie de vampiro indiano que aparece em sagas e contos populares, e ambientei meu conto, O Banquete, em meio a algo bem presente na Índia contemporânea: uma filmagem de Bollywood. Todos os contos são ilustrados, e além do conteúdo bacana o livro ficou muito bonito. Saiba mais e adquira o livro  clicando aqui.



Produto do projeto Em um Mês, um Conto, Fragmentos Fantásticos traz 25 contos de fantasia de subgêneros variados. O meu, A Feiticeira do Mar, se passa na Antiguidade e mostra o relacionamento entre a feiticeira Cunala, vítima da maldição de um deus do rio, e o jovem hispânico Ilano, que é salvo de um naufrágio e passa alguns dias com ela em seu palácio sob as águas. O conto está publicado em três partes aqui no blog, mas com certeza você vai querer ler também os dos outros autores, então adquira o e-book clicando aqui



Rodas de Leitura Literária é um projeto desenvolvido na UERJ, para o qual fui convidada pela Prof. Márcia Cabral da Silva. O convite para participar de um debate e contar um pouco sobre minha trajetória como leitora e autora se estendeu a este livro, em que, num capítulo intitulado A História e as Histórias: uma bibliotecária nas trilhas do fantástico, eu conto tudo e mais um pouco sobre a minha vida, influências, trajetória e planos para o futuro. Quem tiver curiosidade pode adquirir o livro clicando aqui.

Teve mais? Sim, teve mais. Meu conto curto Às Margens do Rio Límpido foi selecionado numa coletânea de contos patrocinada pela Prefeitura de Bragança Paulista (foi publicado, mas acho que não tem como adquirir). Escrevi paratextos: a apresentação de um livro ainda inédito do Clecius Duran, a 4a. capa de Necroloquion, organizado por Carlos Hollanda, e o posfácio de Fractais, coletânea integrada pelo Lucas Amaral. Participei de um monte de projetos e estou trabalhando em histórias e livros bacanas que logo vêm por aí. E, claro, escrevi vários artigos sobre escritores brasileiros e sobre livros de aventura que foram publicados na página da Biblioteca Nacional -- é só clicar  aqui que você acha.

Enfim, gente querida, este foi um ano confuso, não muito feliz, não muito equilibrado, mas não deixou de ser produtivo. Espero, ano que vem, escrever com mais frequência, neste blog ou em algum outro meio que não sejam as redes sociais. Ainda passo aqui este ano, então... Até breve, não desistam de mim! 

segunda-feira, julho 04, 2022

Contos (e um Artigo) Publicados : Primeiro Semestre de 2022

Gente amiga,

Ainda muito feliz com o resultado da campanha de Os Pilares de Melkart, e um pouco frustrada por não ter podido ir à Bienal, venho atualizar vocês sobre as minhas publicações. Já saiu até mais coisa, mas vou mostrar o que já tenho na mão (ou, em alguns casos, no virtual). 

Vamos lá:


Das Profundezas saiu em janeiro. Organizada pela Lu Evans, é uma coletânea temática, que trata de encontros com criaturas míticas ligadas a corpos de água: rios, lagos, oceanos. Vários contos são ambientados no Brasil; o meu, intitulado Encontro em Mararaloka, se passa na Antiga Índia, e é mais uma história do jovem herói Mattan de Cartago, de seu amigo Necos e da jovem mergulhadora Rukmini. De todas as coletâneas organizadas pela Lu, eu acho, sinceramente, que essa é uma das melhores, se não a melhor. Vocês podem conhecê-la aqui.


Também organizada por Lu Evans, Estelar republica os melhores contos que saíram em suas coletâneas, bem como um conto da própria Lu e, ainda, os dos jurados do concurso. Sou uma dessas juradas, e o conto que escolhi para figurar aqui foi o vencedor do Prêmio Argos 2021, Vovó Nevasca -- uma história distópica que, embora singela, já fez alguns perderem o sono. Confiram aqui.


Com organização de Ale Dossena, Rafael Bertozzo Duarte e Valter Cardoso, Neon é uma coletânea do NLCAC - Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro - que homenageia os 20 anos de sua existência. Sou um membro remoto desde o início da pandemia. Meu conto se passa entre o mundo atual e a Idade Média e se chama Concerto para o Podestà. O livro pode ser encontrado aqui


Em maio foi lançado um projeto da Incubadora Literária em parceria com a Luva Editora. É um clube do livro com pacotes mensais diferenciados, e um deles dá direito a uma revista, a Litera. Fui convidada para participar de o primeiro número, e para ele escrevi o conto Os Ventos de Tamária, no mesmo universo dos contos que publiquei nas coletâneas Tempo de Dragões, Tempo de Exploradores e Histórias Fantásticas do Guardião. Conheçam o projeto aqui e, se curtirem, considerem assinar! : )


Outra revista, esta virtual, do pessoal do Movimento RPG. A Aetherica traz vários artigos e entrevistas sobre o universo do RPG e também três contos literários. A convite, escrevi um inspirado na Mitologia, que conta como dois fenícios recolheram do mar um náufrago fortão e confuso e o que rolou a partir daí. Confiram Trazido pelo Mar e os outros contos e textos da revista fazendo a assinatura mensal, bem aqui.


Lu Evans disse que Desígnios é a última coletânea que ela organiza, eu espero que venham mais! Por ora, foi um prazer entrar neste livro de contos inspirados pelo Tarot. Minha carta é O Eremita, e o conto A Escolha de Narendra novamente traz o trio Mattan, Necos e Rukmini. Ainda em Makaraloka, ele se veem às voltas com um sadhu muito indeciso.  Encontrem o livro aqui.



Por fim, sob o meu outro chapéu, além de vários artigos publicados na página da BN -- sobre escritores brasileiros e livros de aventura -- saiu meu artigo Assinado : Machado na Comunicação e Memória, revista da Memória da Eletricidade. Falo sobre a publicação de livros no Brasil do século XIX e início do XX, com base, principalmente, nos contratos da Livraria e Editora Garnier existentes na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, da qual sou curadora. A revista está aqui

*****

Como viram, foi um semestre bem cheio de novidades. No segundo espero ter mais, porém escreverei menos contos do que nos dois últimos anos. A produção, a partir de agora, deve se concentrar em algo um pouco mais longo, para lançar em 2023 ou 2024... o que não quer dizer que não role mais um continho ou dois, se eu receber  algum convite tentador ou me sentir inspirada a levar meus personagens em alguma aventura.

Até a próxima! 

quinta-feira, dezembro 30, 2021

Dois Anos em Resumo

 Pessoas Queridas,

Mais um ano chega ao fim, o segundo da pandemia. Uns mais, outros menos, todos fomos afetados de várias formas e tivemos que nos adaptar a uma vida cheia de restrições, cuidados e novas regras que, parece, irão nos acompanhar ainda por algum tempo.

Eu perdi um primo querido e alguns amigos para a Covid, além de acompanhar com dor e indignação as cenas do teatro de horrores perpetrado no Brasil. Fora isso, tive muita sorte. Não adoeci, pude trabalhar de casa até o final de novembro e produzi bastante. Com todos os pulos que as editoras independentes tiveram que dar para manter a cabeça fora d´água, também publiquei bastante. Neste post, compartilho com vocês um pouco do que fiz, e enquanto o escrevo aproveito para refletir sobre as decisões e metas do próximo ano.

Eu e minha parceira de escrita! O prêmio
é das duas, mas a caveirinha vai morar
com ela em João Pessoa.

No início de 2020, eu estava escrevendo uma noveleta que chegou a quase 12.000 palavras. Escrevi mais 10 contos nos meses seguintes. Em 2021 escrevi 11 contos, o mais longo com cerca de 6.000 palavras. Somando tudo, e levando em conta apenas as versões finais, foram quase 100.000 palavras escritas durante a pandemia, 22 contos no total, dos quais 14 foram publicados e 4 outros, pelo menos, têm destino certo. Também publiquei pela Editora Draco a terceira edição do meu livro de estreia, O Caçador; um livro de terror e suspense escrito em parceria com Allana Dilene, que venceu o Prêmio ABERST de melhor narrativa juvenil; e a coletânea, organizada por mim, Contos de Fadas Sombrios. Pra não dizer que só falei de flores, tive contos rejeitados em três revistas e dois concursos, e alguns projetos floparam ou foram abandonados. Mas o saldo foi pra lá de positivo.

Sob o meu outro chapéu, escrevi um texto por semana para a página e as redes da Biblioteca Nacional, com dois temas principais: História do Livro e Escritores Brasileiros. São textos de divulgação para o grande público, mas vêm sendo bem recebidos; quem se interessar pode lê-los aqui. Também tive oportunidade de tagarelar um pouco sobre livros manuscritos e História das Bibliotecas no podcast Perdidos na Estante. E fiz muitos cursos legais na minha área de atuação e áreas correlatas.

Por que estou contando tudo isso? 

Porque ao longo desses anos de tanta produção também houve bastante análise e auto-análise. Quem me conhece sabe que sou muito ansiosa, que somatizo minhas encucações e que isso se agravou ao longo de 2018 e 2019, de forma que mesmo sem a pandemia eu já tinha decidido reduzir minhas atividades, cuidar mais da minha saúde... Enfim, todas as decisões que a gente toma ao fim de cada ano ou depois de um momento de crise e quase nunca põe em prática.

 Dessa vez eu tomei algumas iniciativas, como procurar uma terapeuta e melhorar a minha alimentação, mas tenho algumas metas por alcançar, e para isso era essencial que eu aprendesse a ser mais legal comigo mesma. Que eu assumisse menos tarefas, que parasse de me cobrar produtividade, que deixasse de ter expectativas quanto a algumas pessoas e me doasse mais a outras, que se importam comigo e gostam de mim.  

Fazer essa retrospectiva, escrever sobre aquilo que considero as minhas conquistas, me ajudou a perceber o quanto já caminhei, que minhas metas não têm que ser as mesmas de outras pessoas e que, para o bem ou para o mal, eu encontrei minha voz de contadora de histórias.

E não preciso mais provar nada a ninguém.

Assim, gente amiga, é com carinho que me despeço de vocês e deste dezembro. Que o próximo ano nos encontre em paz e saúde, que a gente consiga encontrar forças para vencer os monstros e que a vida seja melhor para todos.

Até a próxima!

sábado, setembro 21, 2019

Viagem Literária 2019 : Preparativos


Pessoas Queridas,

Passadas a Bienal e a Feira Fantástica, esta semana será de trabalho na BN, revisão de textos e, sobretudo, preparação para a Viagem Literária promovida pelo SP Leituras em parceria com o Estado de São Paulo.


Ao longo de três dias, irei visitar cinco bibliotecas municipais falando sobre meus livros e sobre Literatura Fantástica. Também pretendo divulgar, de leve, nossas atividades na Biblioteca Nacional. Será uma pequena Odisseia da qual, mais tarde, pretendo postar fotos e impressões. Ao longo da viagem, porém, irei dando notícias pelas redes sociais, por isso os convido a me acompanhar no Facebook, Twitter e/ou Instagram.

Pela Magia e pela Arte - o pé na estrada eu vou botar!

segunda-feira, setembro 03, 2018

Em Luto pelo Museu Nacional


Criança e adulta, fui muitas vezes ao Museu Nacional, e depois levei minha filha, menos recentemente do que gostaria. No entanto, minha maior recordação de lá vem de uma visita que fiz com minhas sobrinhas Beatriz e Flávia, quando a última estava com três ou quatro anos. Estávamos na sala das múmias, e a pequena se aproximou, olhou bem para aquele corpo todo enroladinho e soltou:

-- Eu gostaria de ser a múmia.
-- Por quê? -- perguntei, surpresa.
-- Porque, assim, eu não teria medo dela -- foi a resposta, cheia de uma lógica irrefutável.

Não guardo fotos dessa visita -- podem existir em algum álbum desbotado -- mas todos nós guardamos a história, frequentemente lembrada em reuniões familiares. É com desgosto que penso que os filhos da Flávia, caso ela venha a tê-los, jamais verão essas múmias; que as novas gerações de brasileiros não terão lembranças dos artefatos indígenas, do caranguejo gigante, dos frascos repletos de seres e objetos misteriosos.

Aliás,do jeito que vão as coisas, sabe-se lá de que se lembrarão os brasileiros. Da liberdade, talvez.

...

O faraó retratado na foto não estava no Museu Nacional e não foi ferido durante o incêndio. Se alguém souber quem é ele e quem tirou a foto, avise que dou os créditos. 

domingo, abril 08, 2018

Feira de Literatura Fantástica em Niterói - RJ



       Nos dias 13 e 14 de abril, a Biblioteca Parque de Niterói abrigará um evento diferente: a I Feira de Literatura Fantástica, organizada pelo grupo Fantasia Brasil. Formado por escritores brasileiros, o grupo se dedica a realizar eventos que levem a literatura fantástica a escolas, faculdades, bibliotecas públicas e outros locais de promoção da cultura.

       O evento na Biblioteca Parque contará com atividades lúdicas e artísticas, como uma arena de swordplay (luta com espadas de espuma), mesas de RPG e oficina de roteiro de HQ; venda de produtos geek/nerd e de livros de literatura fantástica; e, claro, palestras e bate-papos com autores sobre dark fantasy, o mercado da LitFan no Brasil e outros temas de interesse.

      Eu vou participar usando meus vários chapéus. Na qualidade de curadora da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, falarei na sexta-feira sobre História do Livro, e no sábado darei uma palestra sobre Literatura e Distopias. Vou estar presente durante todo o evento, ao lado de vários outros autores e nomes atuantes da LitFan.

       Confira hora, local e a programação completa clicando aqui. Ficaremos felizes se puder aparecer, e muito gratos se ajudar na divulgação! 

sexta-feira, outubro 06, 2017

Arquivo Lima Barreto Selecionado para o MoW

Pessoas Queridas,

É com prazer que informo que o Arquivo Lima Barreto agora faz parte do Programa Memória do Mundo - MoW da UNESCO.



Abaixo, o resumo da candidatura, elaborada por mim:

O Arquivo Lima Barreto é um conjunto composto por aproximadamente 1126 documentos compreendidos entre as datas 1892-1922, produzidos ou acumulados pelo escritor carioca Afonso Henriques de Lima Barreto. A tipologia inclui recortes de jornais, originais literários, anotações sobre literatura, material relativo à publicação de livros (contratos, recibos, faturas...), documentos pessoais e correspondência enviada e recebida pelo titular e terceiros. Entre os correspondentes encontram-se Monteiro Lobato, Olavo Bilac, Pascoal Carlos Magno, Carlos Sussekind de Mendonça, Herbert Moses, Mário Pederneiras, Francisco Schettino, entre outros nomes ligados às Letras e à atividade editorial. O arquivo inclui pelo menos uma crônica inédita (“Portugueses na África”) e os originais dos “Diários do Hospício”.

O arquivo é de grande interesse para os pesquisadores não apenas de Literatura Brasileira -- que aí encontrarão subsídios para analisar a obra de Lima Barreto e estabelecer edições críticas, além de compreender o panorama literário do Brasil nas primeiras décadas do século XX – como também para os cientistas sociais e historiadores, principalmente os que trabalham com questões ligadas às relações inter-raciais, visto ser Lima Barreto negro e de origem modesta, o que acarretou inúmeras implicações sociais e contribuiu para adiar seu reconhecimento como escritor.

quarta-feira, fevereiro 15, 2017


Pessoas Queridas,

Saiu mais uma entrevista minha para o jornal O Estado do Rio de Janeiro, desta vez tratando do meu trabalho como bibliotecária e da representação da nossa profissão em séries e filmes.

Para quem quiser, o link está aqui.

quarta-feira, dezembro 14, 2016

Exposição "Saint-Hilaire e as Paisagens Brasileiras" na Biblioteca Nacional


Pessoas Queridas,

De hoje até o final de fevereiro, a Biblioteca Nacional abriga esta mostra com curadoria de servidores da casa, coordenados por mim. Estão todos convidados a nos prestigiar!

Com sua grande diversidade de fauna e flora, rios caudalosos e matas impenetráveis, o território brasileiro sempre foi visto com fascínio pelos cientistas estrangeiros. Suas jornadas pelo país tiveram como resultado não apenas a descoberta e o conhecimento de novas espécies, mas também saborosos relatos sobre o Brasil e seus habitantes.

Auguste de Saint-Hilaire esteve no país entre 1816 e 1822, financiado pelo governo da França, que, como outros Estados europeus, contava com os cientistas para obter informações sobre o Novo Mundo e encontrar a melhor forma de explorar seus recursos naturais. Durante sua viagem, o botânico recolheu cerca de 30.000 amostras de mais de 6.000 espécies vegetais, que descreveu e catalogou em seus cadernos de campo. Também escreveu sobre os lugares que visitou, com observações detalhadas que, ao se referir à sociedade e aos costumes brasileiros, por vezes assumiam o tom de crítica.

As espécies descritas por Saint-Hilaire se encontram nos três volumes ilustrados da Flora Brasiliae Meridionalis, publicados após seu retorno à França. As paisagens que visitou, contudo, não foram retratadas ao longo de suas expedições; edições posteriores seriam ilustradas com trabalhos de artistas como Jean-Baptiste Debret e Hercule Florence.

Nesta exposição, que comemora o 200º aniversário de sua chegada ao Brasil, o itinerário percorrido pelo naturalista é revisitado através de uma fusão de textos e imagens. Densas florestas, campos gerais com araucárias, o distrito diamantino, índios, tropeiros e gaúchos saltam dos relatos escritos por Saint-Hilaire e ganham forma através das gravuras e desenhos produzidos por outros artistas, alguns dos quais no âmbito de expedições que seguiram o mesmo trajeto, como a de Carl von Martius e a do príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied.

Buscamos, assim, contribuir para que a obra de Auguste de Saint-Hilaire, hoje esquecido ou desconhecido por muitos, alcance a devida dimensão aos olhos de nossos visitantes.

sexta-feira, novembro 11, 2016

Documentos Literários da Biblioteca Nacional: Cruz e Sousa



Pessoas Queridas,

Segue minha mais recente publicação no Blog da BN, no âmbito das comemorações do Mês da Consciência Negra.

Espero que gostem!

domingo, outubro 30, 2016

Documentos Literários da Biblioteca Nacional : Desenhos de Raul Pompeia para "O Ateneu"


Pessoas Queridas,

Segue minha mais recente publicação no Blog da BN, que também homenageia o Dia do Livro e da Biblioteca (29 de outubro)

Lembro, como sempre, que este é um trabalho de divulgação e não de especialista. Não me mandem para a cafua!

Imagem: Caricatura de Olavo Bilac por Cássio Loredano

sexta-feira, outubro 21, 2016

Documentos Literários da Biblioteca Nacional: "Fantásio", pseudônimo de Olavo Bilac


Pessoas Queridas,

Segue minha mais recente publicação no Blog da BN.

Lembro, como sempre, que este é um trabalho de divulgação e não de especialista. Não quero interrogatório e muito menos ir parar na prisão!

Imagem: Caricatura de Olavo Bilac por Cássio Loredano

sexta-feira, outubro 14, 2016

Documentos Literários da Biblioteca Nacional: Vila Rica, de Cláudio Manuel da Costa



Pessoas Queridas,

Segue minha mais recente publicação no Blog da BN.

Lembro, como sempre, que este é um trabalho de divulgação e não de especialista. Nada de devassa se não gostarem!

sexta-feira, outubro 07, 2016

Documentos Literários da Biblioteca Nacional: Originais de "Tocaia Grande" e cartão de Jorge Amado


Pessoas Queridas,

Segue minha mais recente publicação no Blog da BN.

Lembro, como sempre, que este é um trabalho de divulgação e não de especialista. Além do mais, sou como o Amado: uma eterna aprendiz. Espero que gostem do meu texto, mas, se não gostarem, não precisam chamar os jagunços! ;)

Caricatura de Nei Lima

sexta-feira, setembro 23, 2016

Documentos Literários da Biblioteca Nacional: Carta de Euclides da Cunha a seu Filho "Quidinho".


Pessoas Queridas,

Segue minha mais recente publicação no Blog da BN.

Chamo sua atenção para o fato de que Euclides da Cunha estava remetendo ao filho dois livros do mestre Júlio Verne, um dos "pais" da Ficção Científica. Eu achei isso muito legal e já até mencionei num artigo que escrevi para a Ciência Hoje das Crianças, depois divulgado aqui no blog. Se alguém quiser ler, clique aqui.

No mais... Não custa lembrar que este é um trabalho de divulgação e não de especialista. Não saquem a arma no saloon, eu sou apenas a mediadora! :)

Caricatura de Euclides da Cunha por Raul Pederneiras (1903)

sexta-feira, setembro 16, 2016

Documentos Literários da Biblioteca Nacional: Um Códice com Poemas de Gregório de Mattos



Pessoas Queridas,

Segue minha segunda publicação no Blog da BN. Lembro, mais uma vez, que é trabalho de divulgação e não de especialista. Não façam sátiras nem versos jocosos! :)

sexta-feira, setembro 09, 2016

Documentos literários da Biblioteca Nacional : Os Pombos, de Coelho Neto



Pessoas Queridas,

Hoje dei início a uma série de postagens sobre documentos literários no blog e na página da Fundação Biblioteca Nacional. O primeiro segue aqui.

A ideia não é escrever artigos aprofundados sobre os autores ou as obras, apenas divulgar o material que temos à disposição de nossos pesquisadores, com um mínimo de contexto. Portanto, se houver algum especialista presente, por favor... Misericórdia. ;)

Brincadeiras à parte, espero que vocês gostem e compartilhem bastante.

Abraços!