sábado, julho 21, 2018

Pré-Venda de Orlando e Participação na Casa Fantástica da FLIP

Pessoas Queridas,

Este post se destina a dar duas notícias de suma importância. Em primeiro lugar...

YESSSS! Orlando e o Escudo da Coragem será lançado na Bienal e está em pré-venda! É o meu décimo livro solo e, tal como Anna e a Trilha Secreta, seu público-alvo são crianças a partir dos 10 ou 11 anos. Mas, assim como da Anna, pessoas de todas as idades podem gostar.



Sinopse e demais informações estão no site da Editora Draco, e no Blog do Castelo tem algumas postagem sobre o personagem e o processo de escrita. Basta clicar no ícone azul aí do lado direito (subindo o cursor um pouquinho) e, no blog, clicar no marcador O Escudo da Coragem para acessá-las.

A outra notícia é sobre minha participação na Casa Fantástica da FLIP, que será no dia 26 de julho, às 16 h. Partilho mesa com Diego Guerra e Marcelo Paschoalin e vamos falar de sagas e trilogias na Literatura Fantástica nacional.


A programação completa desse evento, que reunirá mais de 40 autores de Literatura Fantástica, pode ser acessada aqui

Estou superfeliz pelas duas coisas (e bem ansiosa, como devem imaginar). Espero encontrar alguns de vocês na FLIP, bem como receber algum feedback sobre a leitura de Orlando. Mas só estar compartilhando essas notícias com vocês, depois de tantas batalhas, já é uma alegria enorme.

Até breve!

terça-feira, julho 10, 2018

Meio Portuguesa...


Várias vezes fui levada a responder à clássica pergunta: "por que escreve sobre castelos, já que é brasileira?"

A resposta mais simples é: cada um escreve sobre o que quer e o que gosta, e está acabado.

Outra resposta simples e um pouco malcriada é: você faria a mesma pergunta a autores norte-americanos? Sim, porque se eu "tenho que" escrever sobre o Saci e o Curupira, o George R. R. Martin "tem que" escrever sobre o Coiote e o Pássaro-Trovão! :)

A resposta mais complexa e mais honesta tem a ver com a cultura dominante no Brasil, que se construiu sobre moldes europeus. Foi o que lemos quando crianças e é o que continuamos a ler; só lentamente a fantasia nacional vem incorporando elementos indígenas e africanos. E eu acho isso maravilhoso - inclusive já escrevi contos ambientados aqui e ligados a mitos indígenas - mas, ei! O fato de ser legal, relevante e importante não torna nada obrigatório quando se trata do gênero fantástico. Lembram-se da resposta mais simples, escrever sobre o que você gosta? Então. Se eu continuo a amar histórias de castelos, escrevo histórias de castelos...embora o faça com meu jeitinho todo brasileiro, ou melhor, meu jeitinho meio portuguesa, meio quatro queijos.

O português era meu pai, veio menino de uma terra antiga cheia de fadas moiras e castelos, e este fica na aldeia em que ele nasceu.

***

Na foto: o Castelo de São João do Arade, em Ferragudo, Portimão.

sexta-feira, julho 06, 2018

A Quinta Feira Medieval da Quinta


Pessoas Queridas,

Mais uma vez estarei na Feira Medieval na Quinta da Boa Vista (a quinta edição da Feira!). Será no domingo, dia 8 de julho, das 10 às 18 h. Levarei os livros de Athelgard e as coletâneas "Magos", "Medieval" e "Excalibur", e vou autografar a coletânea "Histórias Fantásticas do Guardião", de que participei a convite dos editores. Também está prevista uma minipalestra sobre as raízes medievais da Literatura Fantástica e o sorteio de um exemplar de "Medieval".

Apareçam, vai ser mágico!

terça-feira, julho 03, 2018

Quase Crônica


       Hoje eu andei sentindo o amor no ar. Primeiro foram duas moças no parque, sorrindo uma para a outra enquanto seus cães trocavam cumprimentos de focinho. Depois um rapaz de cabelos longos e olhos sonhadores correndo atrás de uma garota para devolver seu lenço de pashmina, vaporosamente caído na rua.

       Mal entramos no inverno e setembro anda longe, mas hoje eu amanheci em primavera.

domingo, junho 17, 2018

Depoimento para um Colégio



Esta semana, o pai de uma estudante me procurou através de uma colega da Biblioteca Nacional querendo um depoimento sobre a carreira de escritora, mas que falasse especialmente de como é ter sua publicação recusada. Isso acontece com 99% ou mais dos escritores, aconteceu comigo, por isso não tive problema em explicar.

Tinha feito um vídeo bacaninha, mas ficou pesado demais, não tive como enviá-lo. * O depoimento acabou indo por escrito e apressado, mas acho que eu disse o que tinha a dizer. 

E compartilho com vocês.

***


Meu nome é Ana Lúcia Merege, sou escritora, principalmente de fantasia para jovens. Escrevo desde sempre, mas comecei a mandar originais para editoras por volta de 1995. Nessa época não havia redes sociais, a Internet estava começando, não havia blogs e plataformas de publicação digital; o jeito de publicar era mandar o texto impresso para a mesa do editor e torcer para que fosse lido. Só que, desde aquela época, os editores recebem muito mais obras do que conseguem ler, de forma que frequentemente você não conseguia nem um retorno. Se conseguisse, mais de 99% das vezes o livro era recusado, mesmo que o editor gostasse dele, porque publicar e divulgar um livro custa caro e as editoras dificilmente apostam em pessoas desconhecidas (eis por que celebridades conseguem lançar livros facilmente e escritores tarimbados às vezes não: eles têm um público que irá comprar o livro e dar retorno financeiro à editora). 

No meu caso, tive muitas recusas (e na maioria das vezes fui ignorada) ao mandar meu primeiro original, que era de um livro para jovens chamado O Caçador. Aí resolvi fazer uma publicação independente, que vendia para amigos e alunos. E olha a sorte que eu dei: um editor gostou dele e resolveu publicar! E continuei dando sorte porque -- isso já era 2009, vejam o tempo que levei até conseguir! -- estavam começando as redes sociais, eu comecei a postar em um blog (que existe desde 2002**) e conheci pessoas que me encaminharam a outras editoras. Estas gostaram do que eu fazia, e então comecei a publicar. Tenho hoje mais de dez livros publicados, inclusive uma trilogia de fantasia iniciada pelo livro O Castelo das Águias, pela Editora Draco, de São Paulo. Também organizei e participei de coletâneas de contos, estou sempre em eventos - este ano vou estar na Feira Medieval, dia 8 de julho, na Quinta da Boa Vista, e depois na FLIP e na Bienal do Livro. Não sou superconhecida, mas tenho uma carreira e certo reconhecimento por parte de quem escreve dentro do gênero fantástico. 

Apesar das dificuldades que encontrei - e ainda encontro, não é fácil conquistar leitores, ainda mais em editoras pequenas! -- eu nunca desisti. Quem gosta de escrever e contar histórias sempre fará isso e encontrará um jeito de aparecer, mesmo que seja em blogs ou plataformas digitais, ou com livros independentes. A quem quer seguir esse caminho sugiro que leia muito, leia coisas variadas, veja filmes, seja observador em todos os sentidos... e escreva, faça cursos, exercite sempre a escrita. É importante também falar com outros escritores e trocar ideias, vão encontrar um monte de gente no Facebook e outras redes sociais. Nesse processo críticas e recusas são normais, mas se alguém vier falando que seu trabalho é ruim porque parece com o de determinado escritor, não desanime. No início é comum a gente meio que imitar os escritores de quem gosta. É preciso algum tempo para que encontremos nossa própria voz.

***

Isso foi o que escrevi, na pressa, para ser lido diante dos estudantes. Alguém tem algo a acrescentar ou quer deixar seu depoimento?

* atualização: consegui mandar bem cedo no dia seguinte! 

** este blog aqui, mas começou com outro nome e no servidor do IG. Nem sei se ainda existe. 

quarta-feira, junho 06, 2018

O Inverno da Vida e da Morte : trecho do conto em andamento


Pessoas Queridas,

         Tendo fechado o próximo livro de Athelgard  e mais um outro que é surpresa, deixo com vocês um trecho do conto em andamento, narrado por um personagem da nova geração dos Contos da Clepsidra -- Liserbal -- em que ele reconstrói lembranças de quando era bem criança e estava prestes a ganhar um irmão. Ou irmã, como sua mãe reivindicava depois de dar dois varões à família do marido. Complicado? É que estamos em Cartago, em torno do ano 314 antes da Era Cristã. E mesmo assim essa é uma família bem avançada para os padrões da época. :)
         Se alguém quiser ler e opinar, ficarei feliz!



-- Liser! – Do cômodo onde as mulheres se reuniam para tecer, minha mãe me viu e me chamou antes que encontrasse os homens. – Onde vai com essa pressa? Me diga o que aconteceu.
-- Foi o Tio Aníbal – ofeguei, sem querer parar, porque eu era um soldado com uma missão. Minha mãe, porém, me deteve com um franzir das sobrancelhas, e logo minha avó Enidala deixava o tear e corria para me pegar pelos braços.
-- O que houve com seu tio? – perguntou, aflita.
-- Levou um tombo, no jardim – respondi, e a comoção foi geral. Minha avó me largou e correu ao encontro do irmão; minha mãe, pesada demais para correr, mandou uma das tecelãs chamar meu pai e me deu a mão para irmos juntos até o jardim. Seus dedos eram macios e quentinhos. Cheguei o mais perto dela que pude, mas evitei olhar para sua barriga, porque nos últimos tempos ela vinha se mexendo sozinha, e aquilo me assustava um pouco. Era muito diferente de pôr a mão e sentir os movimentos lá dentro. A Avó Zora tinha explicado que o novo irmãozinho era muito inquieto, e que por isso gostava tanto de se mexer, mas mesmo assim eu preferia não olhar. Compensaria brincando bastante com ele quando nascesse. Mesmo que fosse uma irmã, como minha mãe vinha pedindo em suas preces a Pene-Baal desde que engravidara pela terceira vez. Não que ela não houvesse se alegrado com a chegada de Tarish, de olhos verdes como esmeraldas, que recebera o nome do avô caravaneiro. Amaria do mesmo jeito o novo bebê, se viesse menino. Mas, uma vez que dera herdeiros varões à Casa Aníbal, ter pelo menos uma filha era um direito que minha mãe reivindicava como seu.


***

Ilustração em estilo fofo pela Sheila Lima Wing. Aqui o pessoal do conto já está mais velho, e a família está completa. Quem você acha que é o Liser?

Curtiu? Leia outro conto do pessoal de Cartago clicando aqui.

terça-feira, maio 15, 2018

Inacabados



Abandonei alguns trabalhos. Digo a mim mesma que isso é normal, que muitos escritores têm dezenas, centenas, milhares de textos inacabados. Digo também, com o máximo de firmeza, que alguns dos contos largados no caminho talvez sejam retomados, porém muitos não passaram de exercício, frutos apressados de um entusiasmo que logo se extinguiu. Guardo-os comigo sem remorso, sem cuidado, como quem guarda antigos cartões de visita.

E ainda assim, quando estou só e o mundo faz silêncio, ouço a respiração de meus heróis no escuro, e o som do vento no deserto onde esqueci suas histórias.

sábado, abril 21, 2018

Feira de Literatura Fantástica : Depois

Pessoas Queridas,

A Feira de Literatura Fantástica foi um sucesso!


Além de palestras e bate-papos que lotaram o Café Paris, houve atrações como sorteio de livros e produtos nerd/geek, mesas de RPG e jogos de tabuleiro e uma oficina de quadrinhos ministrada por Hamilton Kabuna. Do lado de fora da Biblioteca, os integrantes do Grupo Graal conduziram um animado treino de swordplay, luta com armas de espuma que empolgou tanto adultos quanto crianças.



Ao todo, mais de 1.000 pessoas compareceram ao evento, que ajudou a divulgar a Literatura Fantástica nacional e consolidou a fama de Niterói como segunda cidade mais nerd do Brasil. E atenção: queremos fazer outros! Conhece algum lugar interessado em sediá-lo? Procure a gente por meio da página Fantasia Brasil e vamos conversar!


domingo, abril 08, 2018

Feira de Literatura Fantástica em Niterói - RJ



       Nos dias 13 e 14 de abril, a Biblioteca Parque de Niterói abrigará um evento diferente: a I Feira de Literatura Fantástica, organizada pelo grupo Fantasia Brasil. Formado por escritores brasileiros, o grupo se dedica a realizar eventos que levem a literatura fantástica a escolas, faculdades, bibliotecas públicas e outros locais de promoção da cultura.

       O evento na Biblioteca Parque contará com atividades lúdicas e artísticas, como uma arena de swordplay (luta com espadas de espuma), mesas de RPG e oficina de roteiro de HQ; venda de produtos geek/nerd e de livros de literatura fantástica; e, claro, palestras e bate-papos com autores sobre dark fantasy, o mercado da LitFan no Brasil e outros temas de interesse.

      Eu vou participar usando meus vários chapéus. Na qualidade de curadora da Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, falarei na sexta-feira sobre História do Livro, e no sábado darei uma palestra sobre Literatura e Distopias. Vou estar presente durante todo o evento, ao lado de vários outros autores e nomes atuantes da LitFan.

       Confira hora, local e a programação completa clicando aqui. Ficaremos felizes se puder aparecer, e muito gratos se ajudar na divulgação! 

quarta-feira, março 21, 2018

Oficina Introdução à Escrita dos Contos Fantásticos


Próximo evento de 2018 acontece no norte fluminense!
Mais alguma escola, universidade, centro cultural a fim de promover um encontro com autores de fantasia? Entrem em contato comigo! 

segunda-feira, março 05, 2018

Só uma coisa que me deu vontade de comentar

Não sou ninguém na fila do pão para dar dicas, muito menos conselhos a escritores, mas minha experiência me leva a afirmar: se uma cena não parece legal, e você tem uma ideia de como poderia melhorar, tente reescrevê-la na hora. Depois você vai reler o texto inteiro, mudar um monte de coisas, talvez até voltar atrás em algumas decisões relativas àquela cena, mas se tiver a sensação de que aquilo foi muito, foi pouco, soou falso, vai conduzir você e seu leitor a um caminho pouco interessante... reescreva. Ainda que não de forma perfeita, ainda que só dê para deixar algumas indicações de como trabalhar ali mais tarde. Essas intuições são como o vislumbre de uma trilha secreta. Se você passar batido e não seguir o brilho, corre o grande o risco de não encontrar mais.

terça-feira, fevereiro 06, 2018

Manuscritos Herdados: uma coletânea do blog A Taverna


Todo leitor de fantasia sabe: tavernas são imprescindíveis.

Parece estranho? Abra um livro e verá. É nas tavernas que os órfãos se escondem, fugindo à perseguição, antes de aceitar o chamado para livrar o universo das trevas; é nelas que os caçadores de recompensas colhem informações; é nelas que os mercenários são contratados, que os piratas negociam mapas de tesouros, que se formam as companhias de aventureiros...



Pessoas Queridas,

Com muito orgulho venho apresentar minha segunda publicação deste ano, que integra a coletânea Manuscritos Herdados.

A publicação foi uma iniciativa dos administradores do blog A Taverna, que muito tem contribuído para a fantasia nacional. Eu mantinha contato com os administradores desde a criação do blog, e... podem imaginar como fiquei feliz quando me convidaram para integrar a publicação. Mais ainda, ser sua "madrinha", o que trouxe às minhas mãos a responsabilidade de escrever uma apresentação bem bacana. O começo dela eu mostrei lá em cima, o resto só baixando a coletânea... O que, por falar nisso, pode ser feito inteiramente de graça no Taverna Blog!

Os contos são ótimos e estão bem variados em termos de estilo. Alguns são sombrios, outros, divertidos. Há narrativas de guerra e de aventura, de coragem e de encantamento, ambientadas em mundos imaginários ou em diferentes localidades do mundo real. O meu é A Serpente e as Pombas, que foi publicado anteriormente no volume Tomos de Fantasia, da Editora 9 Bravos, mas nunca teve uma versão digital. Com ele vocês poderão viajar até a corte de Carlos Magno, conhecer suas filhas empoderadas e corajosas e combater um terrível adversário.

Espero que gostem!


quarta-feira, janeiro 10, 2018

Sobre meu conto em Girl Power



Quando a Fernanda Chazan me convidou para participar de uma coletânea sobre garotas empoderadas, a primeira história que comecei a escrever foi a das gêmeas de Cartago, Nikka e Jeza. Acabou ficando grande demais para um conto, agora a ideia é que seja uma série de vários livros... mas isso é outra história.

O que eu quero dizer é que a história que acabei escrevendo se passa no universo Terra Sem Males, que apareceu pela primeira vez na coletânea Dimensões BR da Ed. Andross, teve um segundo conto publicado na coletânea A Guerra dos Muitos Mundos, organizada pela Rita Maria Felix, e agora ressurge aqui. Neles vocês reencontrarão o casal Victor e Fiona apoiando a jovem protagonista Manuela, que se mete em apuros com uma tribo de duendes conhecidos como O Povo do Pesadelo. A história se passa aqui na serra fluminense e o povo duende tem um jeitão de tribo de índios brasileiros - e a ideia de criá-los é tão antiga quanto os personagens em quem se inspirou, como esses aí embaixo, Rool e Franjean, membros da tribo de brownies de "Willow na Terra da Magia" (1988).

Espero que vocês curtam e apoiem o nosso projeto. Ele sai amanhã, e terá sua renda destinada a uma ONG que dá suporte a crianças e jovens vítimas de violência.

E espero também que gostem do conto. Com um bom feedback, quem sabe eu me animo a escrever mais sobre a Terra Sem Males e as suas tribos do lado de lá da cachoeira?

terça-feira, janeiro 09, 2018

Girl Power: coletânea YA chegando em breve




E se houvesse uma coletânea de contos fantásticos que, além de empoderar seus leitores, ajudasse uma ONG que cuida de crianças e adolescentes que sofreram violência e abuso sexual? E se tal antologia reunisse histórias de garotas destemidas, corajosas e dispostas a enfrentar quaisquer adversidades em busca de superação? E se os contos fossem destinados a adolescentes, pré-adolescentes e – por que não?! – aos leitores de todas as idades que se interessam por fantasia e terror  - um terrorzinho de leve, daqueles que fazem a gente se sentar na pontinha da cadeira?


Fiquem ligados, pois em breve lançaremos “GIRL POWER – HISTÓRIAS DE GAROTAS DESTEMIDAS”, uma coletânea com contos de Ana Lúcia Merege, Camila Pelegrini, Carolina Mancini (também responsável pela linda capa!), Fernanda Chazan e Tatiane Durães. A obra estará disponível apenas em formato e-book na Amazon e toda a renda adquirida com a venda do livro será revertida ao CRAMI (Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância), que ajuda crianças e adolescentes do ABC paulista que sofreram violência e/ou abuso.