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terça-feira, maio 17, 2022

Os Pilares de Melkart: resultado da campanha e metas extras


 

Pessoas Queridas, 

Campanha concluída, últimos apoios computados, venho deixar algumas palavras sobre o que foi essa recente experiência no Catarse. As primeiras, claro, são de agradecimento! Não apenas 145 pessoas (além de mim) apoiaram o livro como dezenas de amigos ajudaram de outras maneiras, com divulgação, boca a boca, cessão de espaço em seus canais de comunicação e até a doação de seu próprio tempo e talento. Fico muito grata a Carol Mancini, que narrou um trecho do livro com sua bela voz, a Nilo Nobre, que fez a arte comemorativa dos 100%, e a Mara Sop, que criou várias artes e vídeos para incrementar a campanha. Também agradeço a meus editores, Erick Sama e Raphael Fernandes, por tudo que envolveu e ainda envolverá a empreitada. Sim, porque este foi apenas o fim de uma fase: ainda é preciso concluir a edição dos livros, produzir as metas extras, imprimir, embalar, enviar tudo para os apoiadores... ufa! Mas podem ter certeza, o Tesouro do Dragão vai chegar direitinho às suas mãos!

Talvez por seu tema não ser tão universal como os duendes e, principalmente, os contos de fadas que ofereci nas campanhas anteriores -- ao que se soma o fato de eu não estar acompanhada por autores incríveis, como das outras vezes --, "Os Pilares de Melkart" demorou um pouco mais para decolar. No fim, porém, a campanha ganhou fôlego e conseguiu atingir quatro de suas metas extras. Os apoiadores não apenas irão receber o livro, acompanhados de marcador e postal exclusivos, mas também dois e-books com novelas inéditas, no mesmo universo dos "Pilares", totalizando cerca de 33.000 palavras extras (equivalentes a um livro de pelo menos 100 páginas). Claro que eu adoraria ter chegado às metas seguintes, mas ter as novelas em e-book também é legal, porque depois elas ficarão disponíveis na Amazon e no site da Draco. Serão um produto de valor mais acessível que, se apreciado, pode conquistar mais leitores para o universo de Balthazar e Lísias.

Por falar em universo... Esse era o ponto em que eu queria chegar. "Os Pilares de Melkart" traz histórias originais de fantasia, com ênfase na aventura; mas para criá-las eu pesquisei muito, li muito e recordei mitos e lendas que me fascinaram desde a infância. Aprofundei isso ainda mais durante a campanha, fazendo posts, escrevendo conteúdos, participando de lives. E como isso é bem mais espontâneo do que escrever ficção -- nesta, por mais que se use o coração, também entra a técnica, a gente revisa e reescreve antes de mostrar --, a campanha mexeu bastante comigo. Me fez revisitar histórias, refletir sobre episódios da minha vida e ressignificá-los, me conduziu numa odisseia em que, felizmente, nunca estive sozinha. Amigos e leitores me acompanharam -- e agora, repassando os posts da campanha e suas interações, mais uma vez confirmo o quanto eles foram constantes e generosos. 

Se eu queria ter atingido um público ainda maior? Claro que sim. Se estou feliz com o que conquistei?  Sem dúvida alguma. Desde o início eu soube que os trabalhos de um escritor não são nada fáceis e que a maioria de nós avança passo a passo, grão a grão, gota a gota. O importante é a gente não se sentir como Atlas ou Sísifo, e sim como Héracles, que luta, rala, passa perrengue, mas sai vitorioso no fim. 

É essa a vibe do Balthazar, foi isso que a campanha me fez sentir, graças ao apoio de vocês.

Obrigada por estar comigo nessa jornada!

quarta-feira, abril 27, 2022

Os Pilares de Melkart : Rumo às Metas Extras!

Evoé! Tenho o prazer de anunciar que nossos navegadores chegaram ao porto!!!

Muito obrigada, de coração, a todos que apoiaram, divulgaram e torceram pra que a gente conseguisse.

Ilustra de Nilo Nobre

Mas, embora tenhamos chegado ao primeiro porto, a viagem não terminou! 

Até o dia 6 de maio, lutaremos pelas metas estendidas de "Os Pilares de Melkart", que serão enviadas a todos os apoiadores. Começaremos com marcador e postal, depois virão e-books de duas Novelas de Cartago (histórias de Balthazar que se passam antes das viagens narradas no livro), ilustras exclusivas do Erick Sama e, se atingirmos 200%, um LIVRO IMPRESSO EXTRA contendo as duas novelas!! 



Se você não apoiou, este é o momento. Se apoiou, continue a dar uma força na divulgação, para chegarmos o mais longe possível. Quanto mais metas alcançarmos, mais recompensas para todos!

Acesse a página do projeto e nos ajude a ir mais além!

domingo, abril 03, 2022

Os Pilares de Melkart: nova campanha no Catarse

         Gente amiga, chegou a hora de compartilhar algo que venho preparando há muito tempo.

          Vocês devem saber como sou fascinada por Mitologia e pelos épicos antigos. Alguns já devem conhecer os personagens que criei em cenários da Antiguidade e trouxe para os meus contos: Balthazar, o pirata e capitão mercante fenício, e o sonhador heleno Lísias. Agora, estou pronta para publicar um primeiro volume contendo as histórias da dupla, que vai levá-los a diferentes épocas e cenários do Mundo Antigo, desde a Creta de Minos à Jerusalém do Ano Um, passando por Tartessos e pelos bastidores do teatro grego.


        Junto com a Editora Draco, preparei uma campanha onde explico tudo sobre o projeto. Vocês poderão perceber que é um trabalho bem elaborado, que requereu muita pesquisa, mas também contou com a minha imaginação e o meu desejo de, antes de tudo, contar boas histórias repletas de fantasia, aventura e um pouco de humor.

        Convido vocês a visitar nossa página no Catarse e, se curtirem, a apoiar, não apenas com a aquisição do livro ou dos combos (o que, claro, seria fantástico!), mas também com divulgação, compartilhamentos, boca a boca...  Tudo para levar nossos navegadores o mais longe possível.

        Que as Musas nos sorriam, pois aqui vamos nós!

segunda-feira, dezembro 27, 2021

Minhas Leituras Favoritas em 2021 - Nacionais

 Gente amiga,

Como prometido, estou de volta para falar sobre minhas melhores leituras em 2021, agora com foco nos nacionais.

Tive oportunidade de ler muita coisa boa publicada em revistas, em e-books solo, em blogs, em newsletters. Aqui falarei apenas de livros, impressos ou digitais, sendo um de contos (de autora única), quatro romances adultos e um juvenil. Vale lembrar que li muitas outras obras nacionais de que gostei e que foram habilmente construídas e escritas; as que destaquei foram as que, acima dos critérios técnicos, me proporcionaram os melhores momentos como leitora, me empolgaram, prenderam e/ou tocaram de diferentes formas. Sem mais delongas, vamos lá?


O Jovem Arsène Lupin e a Dança Macabra, de Simone Saueressig

Vou começar minha lista de nacionais por onde terminou a de estrangeiros: pelo juvenil! Este livro da Simone traz uma história bem amarrada, cuja caprichada ambientação nos leva a uma jornada pelas ruas e, especialmente, pelos subterrâneos de Paris. Um ponto muito positivo é que seu personagem consegue agir como o adolescente que é e, ao mesmo tempo, ter atitudes que revelam o futuro anti-herói Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca. Este é o primeiro livro de uma série e eu já estou de olho para ver quando sairão os demais!



O Som do Rugido da Onça, de Micheliny Verunschk

Esse livro me transportou a muitas histórias que li e muitos documentos que estudei na Biblioteca Nacional. Umas e outros contam de jovens indígenas levados ao Velho Mundo por viajantes e naturalistas -- Spix e Martius, neste caso, que estiveram no Brasil  em 1817 –, mas poucos mostraram tão bem e de perto o choque de culturas, indo além do factual e do simples estranhamento e permitindo ao leitor ter um vislumbre do mundo europeu através dos olhos das duas crianças. A boa narrativa é por conta da autora, mas o livro se baseia numa história real -- e eu não direi que tem um toque de fantástico ou realismo mágico, pois sei, no fundo do coração, que a Grande Onça existe. E, com sorte, ainda anda por aí.



Calote, de Leonardo Valente

O primeiro de todos os livros que li este ano nos coloca diante de uma situação à primeira vista singela: e se de repente ninguém pagasse as contas pendentes? Como iriam se virar os bancos, as empresas, o que seria do capital especulativo? Acompanhamos a trajetória de dois personagens nesse ato de resistência – para então nos darmos conta de que, na verdade, o que acompanhamos é uma bola de neve passando como um rolo compressor por cima de um sistema cruel. E dá muita, muita vontade de juntar mais uns punhados para fazer a bola crescer.



Crônicas da Lua Cheia – A Ascensão do Alfa, de Clecius Alexandre Duran

Meu carinho pelos lobos e a convicção de que eles são (ou podem ser) bonzinhos meio que cai por terra com os livros do Clecius. Ele explora o lado mais violento e sanguinário do mito do lobisomem, e faz isso muito bem, com um estilo todo próprio, cada vez mais apurado, e mostrando capricho na pesquisa. Neste livro, ele nos leva a uma viagem pelo Rio Grande do Sul, nos tempos da Revolução Farroupilha, para contar a história de Sétimo, um jovem e impetuoso gaúcho cujo caminho cruza com o de uma alcateia de metamorfos – e com outros personagens das lendas locais, que aparecem quando menos se espera e dão uma outra dimensão à história. É ler para crer.



Dezessete Mortos, de Nikelen Witter

Mais um passeio pelo pampa gaúcho, desta vez levada por uma nativa. O livro reúne contos de Nikelen Witter cuja ação transcorre no Rio Grande do Sul, em diferentes períodos. A maior parte deles tem um forte sabor regional, tradicionalista; outros soam mais universais, pela ambientação ou pelo próprio tema, mas todas as narrativas são bem contruídas e amarradas, os personagens são verossímeis, as tramas são instigantes. Eu, que em geral me atenho aos romances, desta vez não pude deixar de incluir este livro como um dos melhores que li no ano, e recomendo toda a obra da Nikelen a quem tem boa cabeça e coração valente.  




Claroscuro, de Oscar Nestarez

Este foi um livro que eu li antes do lançamento, visto ter sido sua revisora, e me prendeu desde as primeiras palavras. Conta a história de dois irmãos que mantêm um estranho equilíbrio entre si: quando um está bem, alegre, de bom astral, o outro se vê imerso em tristeza e apatia. A narrativa sóbria constrói uma tensão que se aprofunda pouco a pouco, à medida que os irmãos se tornam mais velhos e um deles começa a ter pensamentos sombrios. Este livro foi o segundo a ser lançado pela Coleção Dragão Negro, da Editora Draco, e parece que só estará disponível até o final de janeiro, quando termina a campanha do último livro. Aproveitem e cliquem aqui para conhecer todos eles.

E vocês, que livros nacionais os encantaram este ano? Partilhem conosco!



quarta-feira, dezembro 22, 2021

Minhas Leituras Favoritas em 2021 - Estrangeiros

 Pessoas Queridas,

Seguindo uma tradição que já leva mais de dez anos, vou deixar algumas linhas, neste e no meu próximo post, sobre os livros que mais gostei de ler ao longo de 2021.

Como das últimas vezes, muitas das minhas leituras foram contos isolados ou publicados em revistas. Livros, não contei, mas estimo que tenham sido em torno de 80, numa proporção de um pouco mais da metade de estrangeiros de vários países. Alguns eram lançamentos (ou pelo menos eu não conhecia), outros reedições de obras de décadas atrás.

Para este post eu decidi escolher seis livros estrangeiros, sendo um deles juvenil. O mesmo farei com a postagem sobre os brasileiros. A ordem é aleatória, e o único critério é terem se destacado como livros que eu gostei de ler, me prenderam e, em alguns casos, me levaram a reflexões. Vamos lá?



Sobre os Ossos dos Mortos, de Olga Tokarczuk

Esse livro – bom, esse livro foi meu favorito do ano. Além de uma história fascinante, que não dá para largar, leva você a mergulhos e reflexões sobre a condição humana, as pessoas, a natureza, a relação que temos com ela e uns com os outros. A ambientação, nas montanhas da Polônia, e os personagens de apelidos curiosos são tão bons que dá para literalmente vê-los, ainda que não sejam detalhadamente descritos. Quanto à protagonista... olha, quando eu acabar de envelhecer, acho que vou ser como ela. Menos o veganismo, que acho que não alcanço nesta vida.




1793, de Niklas Natt Och Dag

Um thriller histórico dos bons, passado em Estocolmo. Tem umas partes bem cruas, mas nada é gratuito: tudo faz parte da construção de uma história com elementos tão fascinantes quanto perturbadores, que gira em torno da identificação de um cadáver mutilado. Seguindo o fio da investigação, achamos vários personagens que sofreram os mais diferentes tipos de violência e injustiça, e devo dizer, só o fim escolhido para uma delas proporcionou um pouco de alento. Se você estiver muito triste, guarde esta leitura para depois. Mas leia. Vale a pena.




Ponti, de Sharlene Teo

Ambientado em Singapura, em três diferentes momentos, o livro conta a história de Amisa, atriz de um filme de horror nos anos 1970; de sua filha Szu, que passa por uma adolescência difícil; e, já nos dias de hoje, de Circe, amiga de Szu, cujas memórias da mãe, da filha e da misteriosa senhora que vive com elas a faz reviver momentos e emoções intensas. “Ponti”, título do filme de horror, vem de Pontianak, uma criatura do folclore malaio semelhante a um súcubo ou vampiro feminino, e dá para sentir essa vibração passando por Szu, Circe e por você quando lê este livro. Ah! No momento, a versão Kindle na Amazon está baratíssima, então aproveitem!



Leopardo Negro, Lobo Vermelho, de Marlon James

Comecei a ler este livro em 2020 e terminei em março de 2021, porque não foi nada fácil. Parei muitas vezes, quase desisti, retomei, fui pesquisar uma coisa e outra e no final tenho certeza de não ter entendido tudo. Além disso, tem cenas de violência muito gráficas, No entanto, o imaginário de base africana é riquíssimo (o autor não é da África e sim jamaicano, antes que alguém faça essa observação), e eu não poderia largar a história pelo meio, nem abandonar seus protagonistas, um caçador de faro infalível e um metamorfo que – sim, acabou tendo um dedinho de influência na construção, ou recriação, do narrador do meu conto O Troca-Peles (que você encontra aqui), embora este seja baseado num conto maravilhoso russo. No fim, não foi a leitura mais prazerosa, mas valeu pelas impressões, pelas portas abertas, pelos mundos vislumbrados.




A Curva do Sonho, de Ursula K. Le Guin

Leitura compartilhada no fim do ano com o grupo Espalhe Fantasia. Ursula não decepciona ao contar a história de George Orr (qualquer referência não é coincidência), um sujeito absolutamente comum exceto por uma característica: o que ele sonha se concretiza. E não se trata do futuro, de previsões: todo o passado, as vidas das pessoas e suas memórias se realinham para que ele acorde na realidade com a qual sonhou. É um livrinho bem curto, doido e fascinante que eu recomendo a todos.



The Girl Who Circumnavigated Fairyland in a Ship of Her Own Making, de Catherynne M. Valente

O juvenil estrangeiro mais legal que eu li este ano conta a história de September, uma menina que passa por várias aventuras, mais ou menos ao estilo de Dorothy e Alice, mas com uma pegada um pouco mais agridoce. Já tem continuações, que ainda não li, e até onde sei teve apenas este primeiro livro traduzido no Brasil, pela Leya. Uma coisa muito legal é que esta e outras histórias de Valente foram musicadas por uma das minhas compositoras favoritas, S. J. Tucker; dá para ler com playlist própria, e deixo o link da minha canção preferida no canal da artista.

Bom, pessoal, essas foram minhas leituras estrangeiras mais legais em 2021. Agora quero saber das suas. Deixem aqui nos comentários, e aguardem: dentro de uns dias virá o post dos meus favoritos entre os livros nacionais.

Até lá, e um grande abraço!  


sexta-feira, dezembro 17, 2021

Contos Publicados : Agosto a Dezembro 2021

Cof, cof! Sai, teia de aranha! Aqui estou eu para uma série de posts que encerram mais um ano. Em minha defesa, saibam que foi bem atarefado, começando pelas publicações. Estas foram as que vieram à luz desde o último post, de 5 de agosto. 



Este projeto coordenado por Cristina Pezel reúne seis escritores de alguma forma ligados ao RPG. Inspirados pelas raças, classes e alinhamentos de Dungeons & Dragons, cada qual criou um personagem e contou uma história ambientada no universo mágico de Thalamh, criado pela Cristina com colaboração dos demais. No fim, ela escreveu um conto em que todos os personagens se encontram e contracenam – ou seja, é uma coletânea e ao mesmo tempo um romance fix-up. Certeza de que vocês irão gostar. Adquiram aqui

 


Organizada por Lu Evans, esta coletânea temática é sobre... labirintos, claro. O meu é imaginário, encontra-se numa pequena ilha da Índia onde um sábio de nome Satyaguru promove um desafio anual. Para lá se dirigem Mattan, o neto amalucado e amado pelos deuses de Balthazar de Tiro, e seu amigo egípcio, o quase sempre sensato Necos. Sua aventura é dividida em dois contos com os quais eu espero que vocês se divirtam. Se não, o livro tem vários outros contos bem legais, e é baratinho. Pode ser  comprado aqui . 


Também organizada por Lu Evans, essa foi uma coletânea em que eu colaborei bastante com ideias e paratextos. Era preciso contextualizar as histórias, que versam sobre povos antigos e/ou sobre mistérios arqueológicos das três Américas. E, o que é melhor, com participação de autores das três! A mim e a Lu se juntaram duas brasileiras, Roberta Cirne e Simone Saueressig, e cinco escritores e escritoras do Uruguai, Argentina, Bolívia, México e Costa Rica. O resultado é este livro escrito em duas línguas (as originais foram mantidas) que pode ser lido de graça no Google Play Books.  Meu conto abre o livro e leva vocês até a costa do Brasil, quando era habitada por povos sambaquieiros. Espero que gostem! 





Fiquei feliz e honrada pelo convite para integrar esta coletânea, organizada por Daniel Gruber e Irka Barrios. Nem todos os autores que aqui estão escrevem habitualmente histórias de horror, mas, sem exceção, todos se saíram bem nessa empreitada, que resultou num livro rico em diversidade de temas e narrativas. Meu conto, intitulado O Motim, se passa no Brasil e é protagonizado por uma bibliotecária escolar, em luta contra uma maré de horror nem sempre perceptível pelos que estão à sua volta. O livro esteve em Catarse e pode ser adquirido no site da Editora O Grifo

Ano que vem ainda vão sair alguns contos que escrevi durante a pandemia, mas as principais novidades virão via Editora Draco e vão levar vocês num longo passeio pelo Mediterrâneo e mais além dos Pilares de Melkart. Cortesia do deus Thoth. Já sabem do que estou falando, né? Seja como for, prometo que vai ser bem legal!

E ainda este ano eu volto aqui para falar das minhas leituras, escritas, prêmios e planos!

Grande abraço, continuem a se cuidar! 

domingo, março 28, 2021

Contos em Coletâneas : Outubro 2020 a Março 2021

Pessoas Queridas, 

Campanhas no Catarse deixam a gente meio fora de esquadro. Pandemias também. Com as duas coisas juntas, só agora consegui me organizar para vir tirar a teia de aranha aqui da Estante e contar as novidades. Aqui vão:

Sobre a campanha: foi concluída com muito sucesso, chegamos a 405% da meta e distribuiremos a todos que apoiaram os dois livros mais um volume extra, de Contos de Fadas Sombrios, com seis contos de diferentes autores. Depois todos os livros estarão à venda no site da Draco, Amazon e outros lugares por aí. Pretendo escrever mais detidamente sobre o Catarse, provavelmente na coluna Mesa do Escritor - outra que está coberta de teias de aranha!

Sobre publicações: no segundo semestre de 2020 e no início deste ano saíram algumas coletâneas de que participo. Vocês vão gostar de conhecê-las!
Fantasmagóricas, organizada por Lu Evans e Ale Dossena, traz a dupla de encantados/artistas sertanejos Lara e Lourenço em mais uma aventura no interior no Brasil, desta vez querendo reunir um velho seresteiro e seu amor de toda a vida naquilo que chamaram de Missão Seresta. Está na Amazon e tem versão impressa na UICLAP.

Contos de Tarot, também financiado por meio de Catarse, é uma coletânea organizada por Rodrigo Vinholo e Pedro Hutsch Balboni que percorre todos os arcanos do Tarot com histórias sobre um personagem muito esquivo. A minha, O Mundo Virado do Avesso, é sobre a carta O Mundo. Não tem link porque realmente não sei se há como adquirir o volume e onde poderia estar à venda. E não consegui ler todos os contos, mas os que li achei muito bacanas.

 
Vikings : nas palavras dos Skalds foi a recompensa de meta extra da campanha de Vikings: Nidhogg do Eduardo Kasse. São quatro contos no universo viking, mais um texto sobre literatura escandinava medieval by Yours Truly. O meu conto, Thóra, a Destemida, escrito ao estilo das sagas islandesas, é sobre uma menina cuja habilidade de fazer queijo lhe garantiu amizades valiosas (ainda que um pouco inusitadas). Só impresso por enquanto, tem na Amazon, no site da Draco e na lojinha do Kasse.

 
Em Phantastikós, organizado pela Lu Evans, entrei com O Enigma da Concha, uma história da terceira geração dos Contos da Clepsidra, protagonizada pelo jovem Mattan e seu amigo Necos quando estão de partida rumo às praias do sul da Índia. À venda na Amazon e, impresso, na UICLAP. 





Por fimPortais, também organizado pela Lu Evans, não traz conto meu, mas tive a honra de contribuir com o prefácio, e posso dizer que essa é uma das coletâneas mais legais do Selo Nebula. Como as demais, está à venda na Amazon, versão impressa na UICLAP (aproveitem para encomendar tudo junto!). 

Em breve terei mais publicações para mostrar, mas por agora é só. Depois virei com links de aparições minhas no Youtube, IGTv e outras mais, caso alguém queira conferir. E podem deixar que nos próximos meses vou escrever mais e aparecer menos.

Até a próxima!

quarta-feira, dezembro 30, 2020

Minhas Leituras Favoritas em 2020 - Nacionais

 Pessoas Queridas,

Aqui estou de volta para o segundo post das leituras do ano. Desta vez, serão os nacionais, usando o mesmo critério: em ordem de leitura, não necessariamente de preferência. Até porque são obras muito diferentes umas das outras, que provocaram vários tipos de reações e reflexões. Mas o prazer de lê-las foi enorme em todos os casos. Vamos lá?



 Guirlanda Rubra, de Erick Santos Cardoso

Como ele mesmo afirma, o livro de estreia do editor da Draco levou quinze anos para ser concluído. E valeu a pena! O Erick soube contar uma boa história dentro de um universo de fantasia diferenciado, que tende para o capa-e-espada e para a Idade Moderna mais que para o medieval e agrega várias referências de forma natural, não forçada. É também um romance de formação, mostrando a jornada e a evolução de Garlando, um herói relutante, presa de um Dom que não desejava e movido por um amor idealizado. Recomendo muito!



Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior

 O vencedor do Jabuti (merecidíssimo!) foi o primeiro livro que li ao se iniciar a quarentena. A ambientação e a construção dos personagens são impecáveis, a crítica social é inserida de forma precisa, e o melhor de tudo? Itamar conta uma história envolvente, que prende você e te faz querer saber o que acontece a seguir com aquelas irmãs, com aquelas pessoas, com aquela comunidade. Quem não leu, faça a si mesmo um favor e leia, é realmente muito bom.



Ana de Corona, de Gisele Mirabai

Sabem aquela escrita que conversa com você? Aquele jeito de contar uma história que parece te envolver, aqueles personagens absolutamente críveis, aquele protagonista com quem você se identifica? Esse livro traz isso. Foi escrito no início da pandemia, quando se sabia muito menos que hoje sobre o Covid-19 e não se podia prever quando e como as coisas se resolveriam, portanto o desfecho fica na conta do hopepunk. E a gente precisa de mais obras como esta da Gisele. 


Porém Bruxa, de Carol Chiovatto

Delícia de fantasia urbana que li com o pessoal do Clube de Leitura Espalhe Fantasia. Trata-se de uma investigação de crimes em São Paulo, misturando magia e... bom, e crime mesmo. A protagonista e narradora é muito bem construída, o livro traz muita diversidade e representatividade e uma trama ágil, bem encaixada no momento atual. Super vale a pena


Lágrimas de Carne, de Fernanda Castro

Não é um romance, é uma noveleta, mas não poderia deixar de estar na lista dos favoritos do ano. Partindo do folclore e das crenças do sertão brasileiro, Fernanda construiu uma mitologia toda própria, com criaturas fantásticas que são, ao mesmo tempo, absoluta e dolorosamente críveis em sua humanidade. E contou uma história de fazer sangrar o coração. Não deixem de ler, porque é maravilhoso. 

***

Eu esperava terminar o ano contando algumas novidades, mas acho que as postagens de 2020 vão ficar por aqui. Em janeiro, não demorarei a falar um pouco da produção do segundo semestre, em retrospectiva, e se tudo correr bem terei boas novas.

Espero que o mesmo se dê para todos nós, não apenas no campo profissional e da produção -- embora fazer boa arte importe, sempre! -- mas também em todos os outros aspectos de nossas vidas. Que venham as vacinas e o controle da pandemia, que a gente possa sair e se reencontrar, ainda que com cuidados, porém sem medo. Que vidas e dignidade sejam preservadas e que voltem os abraços. 

E que todos estejamos lá para celebrar. 

Até o ano que vem!

quinta-feira, julho 23, 2020

Primeiro Semestre de 2020 : o que rolou


Pessoas Queridas,

O ano já passou da metade, um ano diferente que ficará para sempre em nossa memória. Infelizmente, não de um jeito legal. Isso, porém, não significa que paramos de nos relacionar, de produzir, de fazer boa arte e de compartilhá-la, como é vital acontecer em tempos difíceis.
Deixo aqui um pouquinho sobre meus trabalhos que vieram à luz este ano, esperando que os próximos apareçam quando as coisas já estiverem melhores.




Terror na Amazônia. Já no início do ano saiu essa bela coletânea da Pará.Grafo, que traz vinte histórias de terror, horror e fantasia dark ambientadas nas florestas, vilas e cidades amazônicas. Algumas são ambientadas no presente; outras, como a minha, no passado, já que voltei ao século XVIII para contar uma passagem perdida da Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira, mas... posso garantir que algumas questões trabalhadas ali continuam atuais.




Depois da Quarentena Organizado por Rosana Rios, este livro reúne poemas, contos e crônicas sobre o que nos espera após o confinamento. No meu caso, foi quase uma autoficção, o que eu imagino que pode acontecer e o sentimento que irá me acometer diante disso. Outros trabalhos puxam mais para o fantástico e/ou são mais otimistas. Aposto que os leitores vão gostar.




Simplesmente Más. Esta coletânea organizada por Lu Evans e Ale Dossena mostra mulheres malvadas – ou, em alguns casos, simplesmente duronas, como é minha protagonista, a Vovó Nevasca. Numa localidade possivelmente situada na América do Norte, num futuro de cores distópicas, ela acolhe três órfãos, e mantê-los alimentados e em segurança é... bom, uma tarefa nada fácil.




Tempo de Dragões. Os amigos do Núcleo de Literatura e Cinema André Carneiro abriram essa seleção, e eu adorei escrever a história de Yolanda, que administra o palácio do governo de Flândria e de repente se vê às voltas com as idiossincrasias de um hóspede: o Embaixador de Skamandra. Os outros contos do livro trazem uma grande variedade de estilos: humor, romance, suspense e às vezes uma mistura de tudo isso.


Cyprien retratado por Hidaru Mei


E não pensem que me esqueci de Athelgard...! Nos primeiros meses do ano postei uma história sobre a visita de Cyprien de Pwilrie à recém-fundada Escola de Artes Mágicas. Está em várias partes no blog do Castelo das Águias e pode ser lida de graça, como vários outros contos e artigos publicados lá.




Por fim, quem quiser me conhecer melhor, conferir algumas das minhas opiniões sobre o ofício da escrita e o mercado editorial pode procurar a coluna Na Mesa do Escritor, no blog Ficções Humanas; ou ainda acessar esta entrevista que dei para o Café Pós-Moderno, ou esta live, no canal do escritor e professor Saymon César.

Espero, em todos os casos, que vocês gostem do que irão encontrar. E que depois me digam!

Abraços, e até a próxima! 


domingo, julho 12, 2020

#Espalhe Fantasia : O Urso e o Rouxinol

Pessoas Queridas,

        Nossa campanha #EspalheFantasia entrou numa nova fase, e nela cada participante irá compartilhar uma obra do gênero que o tenha encantado, de preferência leitura recente.


       Eu saltei logo pra dizer: vou falar de O Urso e o Rouxinol, de Katherine Arden. E falo por vários motivos. Primeiro, por ser uma fantasia muito bem escrita, dirigida principalmente a jovens adultos, mas sem cair na tentação de simplificar demais o texto ou enchê-lo de coloquialidades próprias de hoje. Segundo, por se passar na Rússia medieval, que é um lugar encantado e foi caracterizado com mestria. Terceiro, por remeter aos contos de fadas que eu tanto adoro, quarto por ter uma heroína muito bacana e quinto porque... DUENDES!

       Sim, duendes! Os Reinos Invisíveis ocultos em solo eslavo são riquíssimos e ainda hoje muito presentes no imaginário popular; imaginem só naquele tempo. As pessoas eram cristãs, mas, tal como na Irlanda e em outros lugares muito mágicos, sua fé era permeada pela crença e pelo convívio com o Povo Pequeno, com todas as bênçãos e maldições que eles podem trazer. O livro está repleto não apenas de domovoi, dos quais a maioria das pessoas ouviu falar (aqueles que moram embaixo do fogão), mas também de duendes que vivem em lugares como o estábulo e a casa de banho, fadas do rio e criaturas ligadas às árvores. E ainda dois irmãos misteriosos, lendários, possivelmente terríveis, com os quais a jovem Vasya, herdeira e catalisadora de antigos poderes,  tem de se envolver a fim de proteger sua família.

       Por falar em família, tanto os parentes de Vasya quanto os demais personagens são bem caracterizados, com personalidade e modos distintos. Destaque para a madrasta (fiquei com pena, sinceramente, apesar de ela não ser uma boa pessoa), para o sacerdote (humano demais, coitado) e para o irmão Sasha, que espero encontrar no próximo livro, A Menina na Torre. Ainda não comprei; pelo que li, se passa em Moscou e é mais realista. Como tenho o primeiro em papel, acho que vou esperar para comprar o segundo junto com o terceiro, quando este for lançado no Brasil.

       Enfim, O Urso e o Rouxinol me trouxe várias horas de leitura envolvente, uma trama emocionante e cheia de reviravoltas envolvendo criaturas fantásticas, e deixou um belo gancho para os próximos volumes. Ainda que não seja tão fã de duendes quanto eu, se você gosta de mitologia e folclore e de histórias medievais, acho que esse livro irá te encantar também.

     Até a próxima, e não se esqueça: seja onde e como for, #EspalheFantasia! O mundo precisa voltar a ter esperança.

terça-feira, junho 02, 2020

Sonethos dos Profetas, por Evandro von Sydow


o nome deste rio é Maranhão
em Minas coração de Minas se
te causa isso estranheza lembra
o nome desta pedra é sabão


Assim meu amigo de décadas, Evandro Von Sydow, inicia seu livro de sonetos em homenagem aos profetas de Congonhas. E que livro, senhoras e senhores! Além do trabalho delicado de poeta, que é também professor de Literatura, Evandro o faz acompanhar por suas fotos, umas em cores, outras em preto e branco – fotos que ele já gostava de tirar nos tempos em que, adolescentes, fomos juntos a Minas e caminhamos por aquelas cidades e paisagens antigas.

Evandro é autor de outros livros, marido de Camila e pai de um menino lindo chamado Dante. Mora no Rio de Janeiro e será um dos primeiros que eu vou convidar para tomar um café, quando as tempestades passarem.

Agora, meu convite é para que conheçam o trabalho dele, disponível no blog-revista virtual Escamandro

sábado, agosto 03, 2019

Contos Novos no Ar!


Pessoas Queridas,

Foram-se as férias, e agora entramos firmes e fortes no segundo semestre do ano.

Tenho muitos eventos programados, e aos poucos falarei deles, para convidar e para contar como foi. Por ora, fico feliz por anunciar que a campanha dos Duendes foi um sucesso, e que, enquanto esperamos pelo livro, há mais contos meus no ar esperando para ser lidos. "No ar", literalmente, pois são todos e-books ou PDFs. Querem conhecê-los?



"Ainda Centauros", bem curtinho, saiu em e-book por uma iniciativa da Casa Fantástica -- por sinal, o evento em Paraty foi ótimo -- e pode ser lido de graça na Amazon, clicando aqui.



"Cybermadrinha" foi republicado no primeiro número da revista Literomancia, e o PDF vocês baixam também de graça aqui.



Por fim, "O Touro Vermelho" foi selecionado entre cerca de 200 contos para integrar o segundo número da revista A Taverna e está à venda pela Amazon. Para adquiri-lo, cliquem aqui.

O ano ainda trará algumas surpresas -- com sorte, mais do que eu espero -- mas, por ora, torço para que leiam e gostem desses continhos. E quem ler, por favor, não deixe de avaliar, de comentar, de ao menos me contar... Seu feedback é da maior importância!

Até breve, com mais novidades!

quarta-feira, julho 10, 2019

Arthur Rackham, Artista do Mundo Feérico

Pessoas Queridas,

Venho compartilhar um pouco sobre o trabalho de Arthur Rackham, cuja arte será reproduzida nos marcadores e postais da coletânea Duendes: contos sombrios de reinos invisíveis.



Rackham (1867 – 1939) nasceu em Londres, numa família com doze filhos. Segundo seu biógrafo, Derek Hudson, era apaixonado por desenho desde criança e escondia papel e lápis sob as cobertas; quando sua mãe confiscava o papel, desenhava na fronha do travesseiro (eu queria ter visto esses desenhos).

Aos 18 anos o jovem Rackham começou a trabalhar como escriturário e, ao mesmo tempo, a estudar e praticar na Lambeth School of Art. Em 1892 deixou o escritório e passou a trabalhar como repórter e ilustrador no jornal The Westminster Budget, mas os desenhos que realizava para eles eram muito convencionais. Assim, voltou seu interesse para os livros ilustrados, onde tinha mais liberdade criativa. Sua primeira ilustração em livro foi publicada num guia dos Estados Unidos e Canadá, chamada To the Other Side, em 1893. Tempos depois, trabalhou em The Ingoldsby Legends (1898) e Tales from Shakespeare (1889), considerados dois dos mais importantes livros ilustrados daquela época.

Ilustração de The Ingoldsby Legends

A consagração de Arthur Rackham como ilustrador se deu com a publicação da primeira edição de The Fairy Tales of the Brothers Grimm, em 1900. O livro foi um sucesso, várias vezes reeditado, e apenas um dos muitos que ilustrou com temas ligados aos contos de fadas. Segundo o artista, seu sucesso se devia ao profundo conhecimento dos contos e do imaginário associado – e a verdade é que seus melhores e mais conhecidos trabalhos seguem a temática feérica, ou se referem à literatura para crianças e jovens com um pé na fantasia, como Peter Pan (o autor J. M. Barrie contratou Rackham para ilustrar Peter Pan in Kensington Gardens, livro que saiu em 1906 e antecede a “obra canônica” Peter and Wendy, de 1911) e Alice in Wonderland (1907). Outras obras de grande sucesso foram Rip van Winkle (1905), The Romance of King Arthur (1917) e The Legend of Sleepy Hollow (1920).


As fadas de Rackham

Nos anos 1920, tendo ilustrado dezenas de livros e recebido prêmios, Arthur Rackam viu suas vendas descrescerem um pouco no Reino Unido, ao mesmo tempo que sua fama se ampliava nos Estados Unidos da América. Na década seguinte sua saúde, assim como a de sua esposa, Edith, começou a declinar. Ainda assim, o artista continuou a produzir maravilhas, como uma bela edição dos contos de Andersen (1932), ilustrações para Goblin Market, de Christina Rossetti (1933) e, no mesmo ano, The Arthur Rackham Fairy Book.

O último projeto em que Rackham trabalhou teve para ele um grande valor sentimental: as ilustrações de The Wind in the Willows (escrito por Kenneth Grahame em 1908), que não pudera fazer alguns anos antes devido a outros compromissos, mas que lhe vinham sendo pedidas por pequenos leitores. A última ilustração foi concluída pouco antes da morte do artista, de câncer, em 1939. O livro foi publicado postumamente no ano seguinte.

O Piquenique do Toupeira e do Rato d´Agua, em
The Wind in the Willows

Arthur Rackham deixou um incrível legado que inspirou muitos artistas plásticos e escritores. Desejamos que inspire também os leitores de Duendes, razão pela qual utilizamos suas ilustrações, hoje em domínio público, na arte das nossas recompensas. Por enquanto, quem adquirir a coletânea através do Catarse irá receber um postal e um marcador, mas esse brinde será duplicado tão logo a campanha atinja a meta estendida de R$ 8.000,00. E esse é só o primeiro dos nossos potes de ouro!

Vem com a gente?





Para conhecer, apoiar e divulgar entre no site do Catarse. Agradecemos desde já por sua colaboração!

quinta-feira, julho 04, 2019

Duendes: Contos Sombrios de Reinos Invisíveis : Catarse


Pessoas queridas,

Venho apresentar o meu novo projeto na Editora Draco. Trata-se da coletânea Duendes : contos sombrios de reinos invisíveis.

O livro reúne dez (talvez venham a ser onze!) dos melhores autores nacionais de fantasia, cujas narrativas mostram o Povo Pequeno em seu aspecto mais sinistro. Algumas são ambientadas no mundo contemporâneo, outras se inspiram em histórias tradicionais de várias culturas: a britânica, a eslava, a japonesa, a latino-americana e, claro, a brasileira. Muito mais do que simplesmente histórias bem contadas, trazemos um sólido trabalho de pesquisa em mitologia e folclore, que serviu para embasá-las e alinhavá-las.

A capa do livro, ainda não finalizada. Não está ficando o máximo?

Teço esta rede com minha experiência de vários anos pesquisando de mitos e contos de fadas. Os fios se estenderam pelas mãos de Aya Imaeda, Cristina Pezel, Daniel Folador Rossi, Diego Guerra, Isa Próspero, Luiz Felipe Vasques, Sid Castro, Silas Chosen  e Simone Saueressig (se atingirmos as metas extras, haverá mais um – surpresa!).

Para incrementar a pré-venda, a Editora Draco deu início a uma campanha no Catarse, através da qual a obra pode ser adquirida com desconto, brindes, como postais e marcadores de página, e ainda em conjunto com os outros livros de fantasia da editora, tais como as demais coletâneas organizadas por mim: Excalibur, Medieval (coorganizada com Eduardo Kasse e Prêmio Argos de Ficção Fantástica em 2017) e Magos (Prêmio Argos de 2018).

Se você curtiu a ideia, não hesite: dê um passo à frente, acesse o link do Catarse. Se não é muito fã de duendes e folclore, ou de fantasia sombria, tudo bem – mas ficaremos muito gratos se compartilhar o link, esta postagem ou os nossos posts em redes sociais. 

domingo, junho 23, 2019

Parceria Tabula Rasa: Fantásticas

Pessoas Queridas,

Sigo com as postagens da parceria com o portal Tabula Rasa, que está com a campanha #LivroBRNoCinema.

Segundo suas idealizadoras, Anny Lucard e Louise Duarte, a campanha se propõe a divulgar livros nacionais com potencial para se tornarem filmes, bem como como prestar um serviço diferenciado, de baixo custo, focando a divulgação de autores nacionais ainda desconhecidos do grande público. Os blogs parceiros irão divulgar esses livros, e também uns aos outros, criando o efeito "teia" que tanto adoro quando se trata de partilhar cultura, literatura e informação.




O livro que recomendo hoje é Fantástica, coletânea da Giz Editorial organizada por Giulia Moon e Walter Tierno, trazendo contos de amor, terror e aventura. Entre seus autores está Dany Fernandez, redatora do blog Barato Literário, no qual ela divulga não apenas literatura, mas quadrinhos, eventos e muitas coisas legais.

Vamos conferir?