quinta-feira, janeiro 21, 2021
Lobos da Fantasia: Minha Campanha no Catarse
quarta-feira, dezembro 30, 2020
Minhas Leituras Favoritas em 2020 - Nacionais
Pessoas Queridas,
Aqui estou de volta para o segundo post das leituras do ano. Desta vez, serão os nacionais, usando o mesmo critério: em ordem de leitura, não necessariamente de preferência. Até porque são obras muito diferentes umas das outras, que provocaram vários tipos de reações e reflexões. Mas o prazer de lê-las foi enorme em todos os casos. Vamos lá?
Guirlanda Rubra, de Erick Santos Cardoso
Como ele mesmo afirma, o livro de estreia do editor da Draco levou quinze anos para ser concluído. E valeu a pena! O Erick soube contar uma boa história dentro de um universo de fantasia diferenciado, que tende para o capa-e-espada e para a Idade Moderna mais que para o medieval e agrega várias referências de forma natural, não forçada. É também um romance de formação, mostrando a jornada e a evolução de Garlando, um herói relutante, presa de um Dom que não desejava e movido por um amor idealizado. Recomendo muito!
Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior
O vencedor do Jabuti (merecidíssimo!) foi o primeiro livro que li ao se iniciar a quarentena. A ambientação e a construção dos personagens são impecáveis, a crítica social é inserida de forma precisa, e o melhor de tudo? Itamar conta uma história envolvente, que prende você e te faz querer saber o que acontece a seguir com aquelas irmãs, com aquelas pessoas, com aquela comunidade. Quem não leu, faça a si mesmo um favor e leia, é realmente muito bom.
Ana de Corona, de Gisele Mirabai
Sabem aquela escrita que conversa com você? Aquele jeito de contar uma história que parece te envolver, aqueles personagens absolutamente críveis, aquele protagonista com quem você se identifica? Esse livro traz isso. Foi escrito no início da pandemia, quando se sabia muito menos que hoje sobre o Covid-19 e não se podia prever quando e como as coisas se resolveriam, portanto o desfecho fica na conta do hopepunk. E a gente precisa de mais obras como esta da Gisele.
Porém Bruxa, de Carol Chiovatto
Delícia de fantasia urbana que li com o pessoal do Clube de Leitura Espalhe Fantasia. Trata-se de uma investigação de crimes em São Paulo, misturando magia e... bom, e crime mesmo. A protagonista e narradora é muito bem construída, o livro traz muita diversidade e representatividade e uma trama ágil, bem encaixada no momento atual. Super vale a pena
Lágrimas de Carne, de Fernanda Castro
Não é um romance, é uma noveleta, mas não poderia deixar de estar na lista dos favoritos do ano. Partindo do folclore e das crenças do sertão brasileiro, Fernanda construiu uma mitologia toda própria, com criaturas fantásticas que são, ao mesmo tempo, absoluta e dolorosamente críveis em sua humanidade. E contou uma história de fazer sangrar o coração. Não deixem de ler, porque é maravilhoso.
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Eu esperava terminar o ano contando algumas novidades, mas acho que as postagens de 2020 vão ficar por aqui. Em janeiro, não demorarei a falar um pouco da produção do segundo semestre, em retrospectiva, e se tudo correr bem terei boas novas.
Espero que o mesmo se dê para todos nós, não apenas no campo profissional e da produção -- embora fazer boa arte importe, sempre! -- mas também em todos os outros aspectos de nossas vidas. Que venham as vacinas e o controle da pandemia, que a gente possa sair e se reencontrar, ainda que com cuidados, porém sem medo. Que vidas e dignidade sejam preservadas e que voltem os abraços.
E que todos estejamos lá para celebrar.
Até o ano que vem!
terça-feira, dezembro 22, 2020
Minhas Leituras Favoritas em 2020 - Estrangeiros
quinta-feira, julho 23, 2020
Primeiro Semestre de 2020 : o que rolou
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| Cyprien retratado por Hidaru Mei |
Abraços, e até a próxima!
domingo, julho 12, 2020
#Espalhe Fantasia : O Urso e o Rouxinol
Nossa campanha #EspalheFantasia entrou numa nova fase, e nela cada participante irá compartilhar uma obra do gênero que o tenha encantado, de preferência leitura recente.
Eu saltei logo pra dizer: vou falar de O Urso e o Rouxinol, de Katherine Arden. E falo por vários motivos. Primeiro, por ser uma fantasia muito bem escrita, dirigida principalmente a jovens adultos, mas sem cair na tentação de simplificar demais o texto ou enchê-lo de coloquialidades próprias de hoje. Segundo, por se passar na Rússia medieval, que é um lugar encantado e foi caracterizado com mestria. Terceiro, por remeter aos contos de fadas que eu tanto adoro, quarto por ter uma heroína muito bacana e quinto porque... DUENDES!
Sim, duendes! Os Reinos Invisíveis ocultos em solo eslavo são riquíssimos e ainda hoje muito presentes no imaginário popular; imaginem só naquele tempo. As pessoas eram cristãs, mas, tal como na Irlanda e em outros lugares muito mágicos, sua fé era permeada pela crença e pelo convívio com o Povo Pequeno, com todas as bênçãos e maldições que eles podem trazer. O livro está repleto não apenas de domovoi, dos quais a maioria das pessoas ouviu falar (aqueles que moram embaixo do fogão), mas também de duendes que vivem em lugares como o estábulo e a casa de banho, fadas do rio e criaturas ligadas às árvores. E ainda dois irmãos misteriosos, lendários, possivelmente terríveis, com os quais a jovem Vasya, herdeira e catalisadora de antigos poderes, tem de se envolver a fim de proteger sua família.
Por falar em família, tanto os parentes de Vasya quanto os demais personagens são bem caracterizados, com personalidade e modos distintos. Destaque para a madrasta (fiquei com pena, sinceramente, apesar de ela não ser uma boa pessoa), para o sacerdote (humano demais, coitado) e para o irmão Sasha, que espero encontrar no próximo livro, A Menina na Torre. Ainda não comprei; pelo que li, se passa em Moscou e é mais realista. Como tenho o primeiro em papel, acho que vou esperar para comprar o segundo junto com o terceiro, quando este for lançado no Brasil.
Enfim, O Urso e o Rouxinol me trouxe várias horas de leitura envolvente, uma trama emocionante e cheia de reviravoltas envolvendo criaturas fantásticas, e deixou um belo gancho para os próximos volumes. Ainda que não seja tão fã de duendes quanto eu, se você gosta de mitologia e folclore e de histórias medievais, acho que esse livro irá te encantar também.
Até a próxima, e não se esqueça: seja onde e como for, #EspalheFantasia! O mundo precisa voltar a ter esperança.


















