sábado, dezembro 30, 2017

Melhores Leituras em 2017: Cinco Romances e Cinco Contistas Nacionais


Pessoas Queridas,

Continuando na mesma tradição que motivou o post anterior, aqui vão os livros nacionais que mais me agradaram ao longo de 2017. Com um adendo: grande parte das minhas leituras de autores nacionais se deu por meio dos contos que publicaram na Amazon, alguns deles solo; então também vou citar alguns contistas que se destacaram, a meu ver, por diferentes razões. Vamos lá?



CINCO ROMANCES

O Segredo do Kelpie, de Aya Imaeda.

Esse livro conquistou meu coração desde as primeiras páginas. Aya Imaeda trabalha com uma criatura que eu nunca tinha visto aparecer em livros nacionais, e o faz com um à-vontade que deriva de uma excelente pesquisa. Combinada a uma grande habilidade para contar histórias, este romance para jovens e adultos vai proporcionar um inesquecível passeio pela Escócia do século XIX, com seus campos verdes, seu folclore – várias criaturas aparecem além do kelpie, todas elas apresentadas com mestria! -- e um punhado de escoceses teimosos e resmungões. Indicadíssimo!

O Romance do Horto, de António Corvo.

Os amantes da literatura medieval não podem perder este livro! Trata-se de uma história saborosíssima, que se entrelaça com várias narrativas daquela época – crônicas de reis, canções de gesta, coleções de contos como o Decamerão – e ecoa em outras, mais contemporâneas, tecendo uma trama rica e sofisticada. Não farei comparações com Umberto Eco nem com Saramago; o prazer que tive com este livro foi único, e eu o recomendo a quem quer que esteja disposto a desfrutar de uma boa história à moda das narrativas do medievo, sem pressa e com atenção.

Machamba, de Gisele Mirabai.

Só depois de ter lido e favoritado vim a perceber que esse e-book venceu o I Prêmio Kindle de Literatura. Trata-se da história de uma brasileira que reconstrói sua vida a partir de memórias fragmentadas – daqui veio a expressão que eu adorei e adotei, porque me traduz, muito bem, “cabeça de ovo mexido” –, e seu jeito de escrever também é cheio de idas e vindas, mas eu o achei muito hábil e envolvente. Recomendo.

Guanabara Real: a Alcova da Morte, de Nikelen Witter, Enéias Tavares e A. Z. Cordenonsi.

Esta é a primeira aventura de um trio de investigadores sui generis no Brasil do final do século XIX. O cenário e a trama são interessantes, mas o que achei mais legal foi a construção dos personagens. Os três protagonistas vêm de backgrounds complicados e são frequentemente marginalizados, por razões várias; a interação entre eles e com os personagens secundários, alguns dos quais também muito bem construídos, agrega profundidade ao livro e dá vontade de prosseguir com a série.

Os Vendilhões do Templo, de Moacyr Scliar

De vez em quando eu acho alguma coisa do Moacyr que ainda não tinha lido e corro para comprar. Este livro parte da conhecida história da expulsão dos vendilhões para compor três narrativas: uma do próprio episódio bíblico – e nessa, confesso, achei o texto um pouco tedioso, confuso – e duas outras, ótimas, ambientadas no território das Missões no século XVII e numa cidade gaúcha contemporânea. Moacyr Scliar é um dos meus autores preferidos e posso dizer que este livro, no geral, não me decepcionou nos dois quesitos básicos: entretenimento e pontos para reflexão. Vale a pena conhecer.

CINCO CONTISTAS

Em se tratando dos romances, falei sobre as obras. Agora falo dos contistas -- de algumas obras em especial, mas quase sempre do conjunto da obra de alguns autores (não que não haja muitos outros) que me chamaram atenção ao longo de 2017.


Cristiano Konno fez sua estreia na coletânea Samurais X Ninjas e vem crescendo a cada novo trabalho. É um prazer acompanhar sua evolução.

Sheila Lima Wing é autora do romance Louco Amor de Fã e de vários contos em que explora questões como aceitação, tolerância e empatia, tudo escrito de um jeito simples e muito hábil.

Renan Santos é outro que cresceu a olhos vistos, um jovem autor no qual devemos prestar muita atenção. Recomendo especialmente sua novela A Canção das Sereias.

Cláudia Dugim é talvez a voz mais diferenciada que tenho lido entre os contistas nacionais. O conto-título de O Desejo de Ser Como um Rio é magistral. Quem não tiver lido ainda, faça a si mesmo/a esse favor e adquira!

Camila Fernandes, autora já consagrada (e um tanto bissexta!), decidiu este ano lançar uma coletânea chamada Contos Sombrios, que eu considero imperdível para leitores de todos os gêneros literários e em especial do fantástico.

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Bom, pessoal, é isso. Obrigada por terem me acompanhado ou pelo menos visitado ao longo do ano. Espero que o próximo seja maravilhoso para todos, quer na Literatura, quer em outras atividades e na vida pessoal.

Abraços pra vocês e até 2018!

3 comentários:

Anônimo disse...

nada da dame blanche, melhor editora hoje pra trazer autoras nacionais?? poxa, merege...

la casetta delle meraviglie disse...

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ابوشوفي حافظ disse...

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