terça-feira, março 15, 2005

Um Dia de 36 Horas

Pessoas Queridas,

O título deste post expressa o meu "sonho de consumo" neste momento. Como queria que os dias fossem mais longos (e de preferência menos quentes e abafados!) para poder realizar tudo aquilo a que me proponho!

Sabem... Quando eu estava esperando a Luciana, freqüentava muito aqueles sites americanos sobre crianças e maternagem, e um dos meus prediletos se chamava Juggling Mom. Ele era especificamente dedicado às mulheres que trabalham fora, por isso as matérias costumavam ser complacentes com as mães que deixam seus filhos em creches (em outros sites há articulistas que fazem você se sentir uma monstra por causa disso!) e apresentar soluções práticas para as questões do dia-a-dia que costumam estressar as mulheres - principalmente as mães, mas não só - as quais têm que equilibrar marido, filhos, às vezes pais idosos, casa, trabalho, cuidados com a saúde e, não raro, atividades paralelas, como é o meu caso com os livros e cursos. É uma pena não ter conseguido localizar este site hoje, para levar vocês lá... Talvez tenha saído do ar por absoluta falta de tempo das webmasters, quem sabe?

De qualquer forma, a analogia da mãe com o malabarista é uma das melhores que já vi. E eu posso facilmente me encaixar nela, principalmente nos últimos tempos. No entanto, feitas as contas, também não posso me queixar, pois afinal, apesar de todo o cansaço, apesar das idas e vindas em vários dos meus projetos e apesar dos imprevistos, eu estou conseguindo avançar na direção que queria. Os cursos estão sendo elogiados, o livro Os Contos de Fadas vai para a segunda impressão e eu me preparo para escrever mais um, desta vez uma síntese da literatura de fantasia. Isto é... quando tiver um tempinho sobrando, é claro! ;)

Com tudo isso, prometo solenemente não usar mais a Estante Mágica como muro de lamentações. Vocês foram todos formidáveis em seus comentários, pelo que agradeço... Mas, a partir de agora, quero voltar a compartilhar momentos e histórias alegres.
E, para marcar esse reinício, aqui vai a

Nova Canção do Coiote

Coiote, velho Coiote,
da velha canção da vida
qual é o mote?

- Deve ser celebrada,
como se dança a dança da vitória
e o fox-trote.

Coiote, velho Coiote,
da eterna alegria da vida
me dá um toque?

- Deve ser perseguida
com um sonho livre de quaisquer amarras
e de peiote.

Coiote, velho Coiote,
e se eu te achar noutra vida
Hermes, Krishna ou Loki?

- Deve ser reinventada.
O fogo brilha com a mesma luz
em todo archote.


.....

Com a promessa de mais e melhores posts,

Abraços a todos!

Ana Lúcia

quinta-feira, março 03, 2005

Deixa Chover...

Se você tentou
e não aconteceu,
valeu.
Infelizmente, nem tudo é
exatamente como a gente quer...


Lembram dessa música, Pessoas?

É só o que me ocorre cantar esta semana.

Nestes poucos dias, tivemos notícias muito ruins na Biblioteca Nacional. Um de nossos colegas mais queridos está, infelizmente, com câncer, e o Governo mudou as regras para a aprovação do plano de carreira pelo qual tanto lutamos, o que provavelmente significa que continuaremos sem nenhum. E, nem preciso dizer... sem aumento também.

Diante disso, nem tivemos ânimo para nos indignar com um problema técnico: uma falha na Desinformática da casa, que apagou os arquivos armazenados em ambiente de rede, o que inclui relatórios, pesquisas, CIs e todos os textos e cartazes das exposições que fizemos ao longo de 8 anos. E hoje eu nem me abalei quando soube que não houve inscritos suficientes para formar uma turma de Especialização em Literatura Infanto-Juvenil, que eu ia cursar na Unilasalle-Rio, aos sábados, por ser o único horário que tenho disponível. Essa é apenas a menor das decepções e chateações que tive, ou melhor, que tivemos ao longo da semana. E, na verdade, a única que diz respeito apenas a mim.

De qualquer forma, estou fazendo o melhor que posso. Hoje, um dia de chuva (bem de acordo com a música, mas eu tive que sair de casa), fiquei pensando em outras estratégias para divulgar meu trabalho, e mais uma vez prometendo a mim mesma que me empenharia nisso. Também listei alguns artigos que pretendo escrever, para colocar na Estante algo mais interessante do que as minhas lamúrias. Se o fim de semana for bom e o meu curso no PROLER começar com o pé direito, talvez eu consiga mudar de humor. Mas por enquanto - desculpem - só consigo pensar em como eu gostaria de ter nascido virada para a Lua.

Até a próxima! E que a vida sorria para todos nós...

Abraços esperançosos,

Ana Lúcia

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Há Mouros na Costa!

Pessoas Queridas,

Lamento muito ter que iniciar mais um post com um pedido de desculpas... mas aí vai.

O lançamento de meu livro O Conto de Fadas, na Biblioteca Estadual Infantil Anísio Teixeira, que estava previsto para ontem (22 de fevereiro), infelizmente não pôde acontecer. Tive um problema de ordem pessoal, em cima mesmo da hora (aos fãs da Luciana: não foi nada relacionado a ela, graças a Deus), e não pude estar presente ao evento. Espero que compreendam e me perdoem. Aos que estiverem interessados em adquirir o livro, peço que entrem em contato comigo pelo e-mail anamerege@ig.com.br ... OK?

Já os que quiserem fazer o curso sobre contos de fadas têm duas opções. Em Março, darei o curso mais longo, de 16 horas, na Casa da Leitura, e em Abril a versão compacta (6 horas) na Biblioteca Popular Machado de Assis, em Botafogo. Por favor, usem o mesmo e-mail para informações... e se acharem que alguém pode se interessar, divulguem, pleeeeeease!

E enquanto espero a hora de entrar em sala... fiquem com a minha mais recente publicação na Ciência Hoje das Crianças:

Há Mouros na Costa

Espero que curtam essa minha incursão pela História. Em geral fico pelos campos da ficção, que permite maiores vôos. Mas os mouriscos, meus antepassados pelos dois lados (os Merege são libaneses e o meu pai é da terra do Seu Manuel), sempre me fascinaram com sua cultura. Quanto mais que As Mil e Uma Noites também vieram de lá!

Abraços a todos,

Até a próxima!

Ana Lúcia

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Luciana e os Moinhos de Vento

Oi, Pessoas! Tudo bem?

Inicio este post com um sincero pedido de desculpas aos amigos paulistanos. Realmente, eu estive em sua cidade, mas apenas por uma noite e um dia, e a data foi decidida em cima da hora. É claro que pensei em sair contactando todos vocês, ou pelo menos os que pudesse encontrar nesse período de férias e véspera de Carnaval, para tentar marcar um encontro... mas não deu para fazer isso, já que antes de São Paulo eu viajei para outra cidade da qual não poderia trocar mensagens via e-mail, e o tempo foi curto demais para obter telefones.

Assim, nosso encontro "em carne e osso" fica para outra ocasião, onde eu acho que vou seguir as sugestões de alguns e marcar um grande jantar "Amigos da Ana Lúcia Merege" numa cantina do Bexiga (que tal?). Aviso a todos, se possível confirmo pelo menos algumas presenças e aos que aparecerem dou pessoalmente um grande abraço. As porpetas são por conta de vocês, é claro... hehehe!

Bom, desculpas e brincadeiras à parte, a viagem correu muito bem. Campos de Jordão, alguns dias antes do Carnaval, estava chuvosa e fria, com pouquíssimos turistas: aquela coisa de você sair para comer e não ter mais ninguém no restaurante, e depois andar um quilômetro a pé (às 21 horas) e não ver vivalma no trajeto entre o centro da cidade e o hotel. Luciana fez tudo que ela gosta de fazer: andar a cavalo, parquinho, trenzinho urbano... Só ficou faltando uma segunda visita ao Horto Florestal, onde estivemos no final de 2002: um maravilhoso bosque de araucárias no qual não apenas se vê e respira o verde como se pode ter uma aula sobre o ciclo de vida da árvore. Para quem ainda não foi, é um passeio que realmente vale a pena!

Em Sampa, além de conhecer o Flávio, filho da Ana Maria e do Carlos (este, nosso companheiro de casa em Lisboa, naquela época de fados e sonhos e quartos alugados... um dia vos conto), levamos Luciana para participar do Cidade do Livro, um projeto de promoção da leitura que visava a conscientizar as crianças sobre a importância da paz mundial (e, mais objetivamente, o desarmamento). Ela ganhou um livro e uma bandeira branca que foi devidamente agitada, por uma fresta da janela do carro, durante o trajeto de volta. Detalhe: o "mensageiro da paz" não era Luciana e sim o João, que se ofereceu para tomar o lugar dela por medo de que a menina se ferisse com a haste da bandeira... Como viram, não basta ser pai! Tem que participar... e embarcar no sonho!

E então, fomos para a última etapa da viagem: Penedo. É o terceiro Carnaval consecutivo que passamos lá, mas a cidade está crescendo e muda a olhos vistos. Quase ao lado do hotel, há um novo shopping chamado Aldeia dos Duendes e numa transversal da rua principal fica a Descobertas, uma livraria-café muito charmosa que promove atividades culturais e reserva espaço para sessões de Shiatsu. Aqui, também tivemos que deixar de lado alguns programas que pretendíamos fazer, como a ida a certos restaurantes e a Visconde de Mauá, por conta das disposições de D. Luciana, que já dava mostras de sentir falta de sua rotina. Ela não estava comendo bem - às vezes se recusava a comer - e parecia cansada da viagem. É claro que isso não a impediu de curtir a piscina, de visitar o Papai Noel (ele tem uma casa em Penedo, oficialmente reconhecida pela Finlândia, seja lá o que isso significa), de passear de trenzinho e charrete, de correr de lá para cá na ponte do shopping e de andar, ou melhor, cair do cavalo. Sim, ela caiu, literalmente - ou não, caso se pondere o fato de que não era um cavalo e sim um pônei. Mas o fato é que Luciana levou um baita tombo, quando o animalzinho se assustou e deu uma corcoveada, e, se não se machucou (por muita sorte e pela simpatia dos Deuses), posso garantir que o susto foi grande!

Mas pensam que a "marrenta" se acovardou? Que nada! Passado o susto e as lágrimas, depois de termos percebido que não havia ossos quebrados e nem mesmo arranhões, o dono do lugar ofereceu um outro cavalo para ela dar uma volta... e lá fomos nós de novo escoltar nossa Cavaleira da Bela Figura, toda aprumada na sela, com seu chapéu branco de fazer inveja a qualquer vaqueira!

Pois é... Minha filha é valente!

E inteligente também... Neste ano, em que muito se vai falar do Quixote (comemoramos 400 anos desde a publicação), ela encontrou uma forma muito peculiar de lidar com moinhos de vento. Foi em Campos de Jordão, perto do Morro do Elefante, quando lhe chamamos a atenção para um moinho no alto da colina. As pás estavam paradas, e João explicou para ela:

- Olha lá, Lulu... O moinho não funciona... Está ventando, e ele não se mexe...

E Luciana, pronta e imperturbável:

- Ah, pai... Vai ver que ele está sem pilha!

- ...

O que esperar desses Quixotes do século XXI?

Não sei. Mas em princípio, apesar de todas as confusões e problemas, eu espero grandes coisas...!

Abraços a todos,

Até a próxima!

Ana Lúcia

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Só Para Dar um Oi...

Pessoas Queridas,

Estou entrando aqui, bem rápido, só para dar um "oi".

Ontem, deixei o frio e a natureza de Campos do Jordão e vim para São Paulo, a fim de visitar meu amigo Carlos, que conheci em Lisboa, em 1995, fazendo seu doutorado sobre Vitorino Nemésio. Por algum tempo, perdemos o contato, mas felizmente o retomamos, e o resultado é que aqui estou, matando as saudades que sentia dele e de sua mulher Ana Maria e travando contato com seu filho, Flávio, de sete meses e grandes olhos cheios de brilho e curiosidade.

Ainda ficaremos em São Paulo por hoje, e amanhã seguiremos para Penedo, a fim de passar o Carnaval. Só estarei em casa no dia 14 de fevereiro, quando prometo entrar aos poucos em contato com todos vocês. Isso porque, embora a viagem esteja ótima, estou morrendo de saudade dos meus "webfriends"!

Então... desejo a todos um bom descanso, ou boa folia, depende de suas disposições. Em breve estaremos juntos para mais histórias!!!

Abraços a todos,

Até mais!

Ana Lúcia