quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Há Mouros na Costa!

Pessoas Queridas,

Lamento muito ter que iniciar mais um post com um pedido de desculpas... mas aí vai.

O lançamento de meu livro O Conto de Fadas, na Biblioteca Estadual Infantil Anísio Teixeira, que estava previsto para ontem (22 de fevereiro), infelizmente não pôde acontecer. Tive um problema de ordem pessoal, em cima mesmo da hora (aos fãs da Luciana: não foi nada relacionado a ela, graças a Deus), e não pude estar presente ao evento. Espero que compreendam e me perdoem. Aos que estiverem interessados em adquirir o livro, peço que entrem em contato comigo pelo e-mail anamerege@ig.com.br ... OK?

Já os que quiserem fazer o curso sobre contos de fadas têm duas opções. Em Março, darei o curso mais longo, de 16 horas, na Casa da Leitura, e em Abril a versão compacta (6 horas) na Biblioteca Popular Machado de Assis, em Botafogo. Por favor, usem o mesmo e-mail para informações... e se acharem que alguém pode se interessar, divulguem, pleeeeeease!

E enquanto espero a hora de entrar em sala... fiquem com a minha mais recente publicação na Ciência Hoje das Crianças:

Há Mouros na Costa

Espero que curtam essa minha incursão pela História. Em geral fico pelos campos da ficção, que permite maiores vôos. Mas os mouriscos, meus antepassados pelos dois lados (os Merege são libaneses e o meu pai é da terra do Seu Manuel), sempre me fascinaram com sua cultura. Quanto mais que As Mil e Uma Noites também vieram de lá!

Abraços a todos,

Até a próxima!

Ana Lúcia

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Luciana e os Moinhos de Vento

Oi, Pessoas! Tudo bem?

Inicio este post com um sincero pedido de desculpas aos amigos paulistanos. Realmente, eu estive em sua cidade, mas apenas por uma noite e um dia, e a data foi decidida em cima da hora. É claro que pensei em sair contactando todos vocês, ou pelo menos os que pudesse encontrar nesse período de férias e véspera de Carnaval, para tentar marcar um encontro... mas não deu para fazer isso, já que antes de São Paulo eu viajei para outra cidade da qual não poderia trocar mensagens via e-mail, e o tempo foi curto demais para obter telefones.

Assim, nosso encontro "em carne e osso" fica para outra ocasião, onde eu acho que vou seguir as sugestões de alguns e marcar um grande jantar "Amigos da Ana Lúcia Merege" numa cantina do Bexiga (que tal?). Aviso a todos, se possível confirmo pelo menos algumas presenças e aos que aparecerem dou pessoalmente um grande abraço. As porpetas são por conta de vocês, é claro... hehehe!

Bom, desculpas e brincadeiras à parte, a viagem correu muito bem. Campos de Jordão, alguns dias antes do Carnaval, estava chuvosa e fria, com pouquíssimos turistas: aquela coisa de você sair para comer e não ter mais ninguém no restaurante, e depois andar um quilômetro a pé (às 21 horas) e não ver vivalma no trajeto entre o centro da cidade e o hotel. Luciana fez tudo que ela gosta de fazer: andar a cavalo, parquinho, trenzinho urbano... Só ficou faltando uma segunda visita ao Horto Florestal, onde estivemos no final de 2002: um maravilhoso bosque de araucárias no qual não apenas se vê e respira o verde como se pode ter uma aula sobre o ciclo de vida da árvore. Para quem ainda não foi, é um passeio que realmente vale a pena!

Em Sampa, além de conhecer o Flávio, filho da Ana Maria e do Carlos (este, nosso companheiro de casa em Lisboa, naquela época de fados e sonhos e quartos alugados... um dia vos conto), levamos Luciana para participar do Cidade do Livro, um projeto de promoção da leitura que visava a conscientizar as crianças sobre a importância da paz mundial (e, mais objetivamente, o desarmamento). Ela ganhou um livro e uma bandeira branca que foi devidamente agitada, por uma fresta da janela do carro, durante o trajeto de volta. Detalhe: o "mensageiro da paz" não era Luciana e sim o João, que se ofereceu para tomar o lugar dela por medo de que a menina se ferisse com a haste da bandeira... Como viram, não basta ser pai! Tem que participar... e embarcar no sonho!

E então, fomos para a última etapa da viagem: Penedo. É o terceiro Carnaval consecutivo que passamos lá, mas a cidade está crescendo e muda a olhos vistos. Quase ao lado do hotel, há um novo shopping chamado Aldeia dos Duendes e numa transversal da rua principal fica a Descobertas, uma livraria-café muito charmosa que promove atividades culturais e reserva espaço para sessões de Shiatsu. Aqui, também tivemos que deixar de lado alguns programas que pretendíamos fazer, como a ida a certos restaurantes e a Visconde de Mauá, por conta das disposições de D. Luciana, que já dava mostras de sentir falta de sua rotina. Ela não estava comendo bem - às vezes se recusava a comer - e parecia cansada da viagem. É claro que isso não a impediu de curtir a piscina, de visitar o Papai Noel (ele tem uma casa em Penedo, oficialmente reconhecida pela Finlândia, seja lá o que isso significa), de passear de trenzinho e charrete, de correr de lá para cá na ponte do shopping e de andar, ou melhor, cair do cavalo. Sim, ela caiu, literalmente - ou não, caso se pondere o fato de que não era um cavalo e sim um pônei. Mas o fato é que Luciana levou um baita tombo, quando o animalzinho se assustou e deu uma corcoveada, e, se não se machucou (por muita sorte e pela simpatia dos Deuses), posso garantir que o susto foi grande!

Mas pensam que a "marrenta" se acovardou? Que nada! Passado o susto e as lágrimas, depois de termos percebido que não havia ossos quebrados e nem mesmo arranhões, o dono do lugar ofereceu um outro cavalo para ela dar uma volta... e lá fomos nós de novo escoltar nossa Cavaleira da Bela Figura, toda aprumada na sela, com seu chapéu branco de fazer inveja a qualquer vaqueira!

Pois é... Minha filha é valente!

E inteligente também... Neste ano, em que muito se vai falar do Quixote (comemoramos 400 anos desde a publicação), ela encontrou uma forma muito peculiar de lidar com moinhos de vento. Foi em Campos de Jordão, perto do Morro do Elefante, quando lhe chamamos a atenção para um moinho no alto da colina. As pás estavam paradas, e João explicou para ela:

- Olha lá, Lulu... O moinho não funciona... Está ventando, e ele não se mexe...

E Luciana, pronta e imperturbável:

- Ah, pai... Vai ver que ele está sem pilha!

- ...

O que esperar desses Quixotes do século XXI?

Não sei. Mas em princípio, apesar de todas as confusões e problemas, eu espero grandes coisas...!

Abraços a todos,

Até a próxima!

Ana Lúcia

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Só Para Dar um Oi...

Pessoas Queridas,

Estou entrando aqui, bem rápido, só para dar um "oi".

Ontem, deixei o frio e a natureza de Campos do Jordão e vim para São Paulo, a fim de visitar meu amigo Carlos, que conheci em Lisboa, em 1995, fazendo seu doutorado sobre Vitorino Nemésio. Por algum tempo, perdemos o contato, mas felizmente o retomamos, e o resultado é que aqui estou, matando as saudades que sentia dele e de sua mulher Ana Maria e travando contato com seu filho, Flávio, de sete meses e grandes olhos cheios de brilho e curiosidade.

Ainda ficaremos em São Paulo por hoje, e amanhã seguiremos para Penedo, a fim de passar o Carnaval. Só estarei em casa no dia 14 de fevereiro, quando prometo entrar aos poucos em contato com todos vocês. Isso porque, embora a viagem esteja ótima, estou morrendo de saudade dos meus "webfriends"!

Então... desejo a todos um bom descanso, ou boa folia, depende de suas disposições. Em breve estaremos juntos para mais histórias!!!

Abraços a todos,

Até mais!

Ana Lúcia

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Companheiros de Viagem

Oi, Pessoas! Tudo bem?

Quero começar agradecendo as palavras de incentivo que deixaram aqui. É muito bom saber que estou cercada por tanto carinho e, ainda, perceber que meu trabalho vem tendo uma boa repercussão. Vou fazer o possível para não deixar a bola cair, mesmo em períodos de bloqueio... ou de ausência, como o que começa dentro de uns poucos dias. Isso porque as minhas férias, que estavam marcadas para Maio, foram antecipadas para as primeiras duas semanas de Fevereiro, quando João terá um período um pouco mais tranqüilo no trabalho e poderá viajar. Nós vamos ficar alguns dias em Campos de Jordão e depois partimos para Penedo, onde, pelo terceiro ano consecutivo, passaremos o Carnaval. Tudo para fugir do calor e da confusão cariocas!

No momento, estou pensando no que devo levar e calculando se a quantidade de shorts e vestidos da Luciana dará para quinze dias. Olhando para o seu armário e abrindo suas gavetas, a gente pensa que ela tem muita coisa, mas seu potencial para desastres com líquidos derramados e quedas no chão sujo de barro pode nos pegar desprevenidos. Para nós, os pais, o cálculo é mais fácil, a não ser numa coisa: o que levar para ler durante a viagem?

Esse foi um problema que enfrentei durante muitos anos. Como vocês sabem, eu sou capaz de ler bem rápido, e um livro só não é páreo para uma viagem de mais do que dois dias. Quando eram viagens do tipo “cultural”, com museus e ruínas para visitar, tudo bem, o tempo que sobrava para os livros era menor, e além disso sempre comprávamos alguma obra sobre a história local; mas as viagens “de descanso” exigiam bastante material de leitura para as horas passadas à beira da piscina. Hoje, com Luciana exigindo nossa atenção, o problema se reduziu bastante, e eu “descompliquei” ainda mais as coisas elegendo como meus companheiros de viagens pocket books em Inglês. Eles têm uma série de vantagens, começando pelo idioma: por mais proficiente que eu seja, y no soy tanto, sempre demoro mais a ler um livro em língua estrangeira do que um escrito em Português, mesmo que seja uma daquelas obras de Saramago, sem parágrafos nem pontos finais. Além disso, podem ser bem volumosos, com 700, 800 ou 1000 páginas de texto, mais ainda assim pequenos e leves, já que são impressos naquele infame papel jornal que se autodestrói em alguns anos. No entanto, eles apresentam um único e delicado problema: a história que contam pode ser aborrecida, ou mal escrita, ou simplesmente não me atrair no momento... e, como optei por levar um livro só, fico sem alternativa.

E aí começam os subterfúgios. Exercendo um dos sagrados direitos do leitor, pulo as descrições, como fiz em Moby Dick, ou capítulos inteiros, como na segunda metade de O Mundo de Sofia (meu companheiro na primeira viagem que fiz a Campos de Jordão). Às vezes vou olhar o final, como em People of the Lakes, para decidir se vale a pena atravessar toda a obra a fim de saber como aconteceu aquilo. Em geral, a necessidade de ter algo para ler leva a melhor, mas em Caxambu eu tinha escolhido um pocket tão chato (de faroeste: mea culpa) que o subconsciente agiu me fazendo esquecer o livro no banco do parque. Eu tinha lido o final, tudo bem, mas... foram os índios ou os brancos que mataram os irmãos da mocinha?

Agora, estou me preparando para uma viagem de duas semanas, e tive de pensar bastante antes de chegar a uma solução. Vou levar um pocket de cerca de 500 páginas, mas de contos, de forma que se algum for muito chato posso ir adiante sem sentimento de culpa; e ainda uma obra em Português, que fica de reserva para o caso de sobrar tempo e que também pode ser emprestada ao João, se ele terminar seu próprio livro. E além dos livrinhos dela de sempre (cerca de 30, bem fininhos, que costumamos levar em viagem), porei na mala os dois volumes de Lá Vem História, de Heloísa Prieto, para ler para Luciana. Isso quando eu conseguir que ela saia da piscina!

Viram como planejo bem as coisas? As mães têm que ser precavidas... E os fanáticos por leitura também, hehehe!

Bom, Pessoas... Vou ficando por aqui. Mas, antes de me despedir, queria lembrar os velhos tempos da Estante Mágica (lembram do Troféu Sr. José?) e deixar aqui algumas perguntas. Vocês costumam levar livros em suas viagens? Escolhem cuidadosamente a obra, como eu estou fazendo, ou pegam o que na hora encontram dando sopa na estante? E o que lembram de já ter lido durante uma viagem ou passeio?

Estou curiosa para saber. Me contem... Vou adorar ler tudo quando voltar!

Abraços a todos,

Até breve!

Ana Lúcia

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Propostas Para o Novo Ano

Oi, Pessoas! Tudo bem?

Espero que tenham tido um excelente fim de ano e que estejam entrando neste com todo o gás. Eu estou recuperando o meu... Bom, pelo menos tentando!

Quando me sentei para escrever o primeiro post de 2005, eu pretendia listar minhas resoluções de Ano Novo, todas relativas ao meu trabalho como escritora e promotora de leitura (pois minha vida pessoal vai muito bem, graças aos Deuses). Mais uma vez, iria fazer o que fiz com freqüência ao longo do último ano, prometendo ser disciplinada, escrever pelo menos um post por semana na Estante Mágica, fichar ao menos um livro técnico por mês e batalhar a divulgação dos meus livros e dos meus cursos de todas as formas possíveis. E o mais importante: iria retomar meu trabalho como ficcionista, parado desde 2003, à exceção de muitas revisões e de um bocado de fan fiction baseada no universo de Harry Potter.

Tudo isso eu venho prometendo fazer. E, em relação aos cursos, até que consegui alguma coisa, embora de forma canhestra. No entanto, para as demais resoluções, tem-me faltado ânimo, e eu me vejo diante de uma série de caminhos, sem que consiga me decidir a dar o primeiro passo. Acho que foi por isso que protelei tanto o meu regresso ao blog. Agora, porém, o livro maravilhoso que tenho em mãos me deu algumas idéias, e pode ser que a partir delas eu consiga equacionar meus problemas e reencontrar a inspiração e o entusiasmo de antes.Estou falando de Seis Propostas Para o Milênio, de Ítalo Calvino, que todos já conhecem, mas a cujas obras nunca é demais retornar.

Em 1984, Calvino preparou uma série de seis conferências na Universidade de Harvard, as quais tratavam dos valores literários que deviam ser preservados no curso do próximo (atual) milênio. As cinco primeiras se intitulavam "Leveza", "Rapidez", "Exatidão", "Visibilidade" e "Multiplicidade". A morte súbita do autor não permitiu que essas conferências fossem proferidas, nem tampouco que ele escrevesse a última, que seria intitulada "Consistência". Mas acho que, se conseguir observar as primeiras, isso já estará representando um grande avanço.

Leveza e Rapidez são os dois primeiros pontos. Entre 1997 e 2003 produzi cerca de 3.000 páginas de texto (não, isto não é um exagero), das quais as primeiras me parecem mais satisfatórias que as mais recentes, porque foram escritas com entusiasmo e não dentro do espírito de "estar produzindo uma obra-prima da literatura fantasy". Em suma, quando comecei eu estava me concedendo o prazer de contar uma história, enquanto que os últimos contos estão cheios de períodos difíceis e elocubrações que nada acrescentam ao texto.

Assim, pelo bem do meu trabalho e dos leitores, mas principalmente para o meu próprio bem, estou tentando resgatar a antiga simplicidade. Talvez não seja fácil, mas acho que não é impossível; estou me "remetendo aos clássicos" para me inspirar nesse sentido. O conselho é de Calvino, que cita a economia de palavras na literatura popular como uma forma de preservar a essência das histórias que devem se perpetrar ao longo de milênios. Quem sabe, com um pouco de prática, as minhas atuais decalogias voltem às dimensões originais de simples novelas? ;)

Exatidão é a palavra seguinte. Calvino a desdobra em três partes: um projeto de obra bem definido, a evocação de imagens visuais nítidas e uma linguagem que seja capaz de traduzir adequadamente as nuances do pensamento. A necessidade de atender a essa demanda se completa no quarto valor citado, a Visibilidade. Aqui, o desafio é produzir um texto cujo significado e intenções possam ser percebidos pelo leitor, não obstante o fato de o escritor usar a matéria-prima de sua imaginação e sensibilidade, as quais, muitas vezes, são intraduzíveis.

Bom... Eu diria que esses não são meus principais problemas. Meus textos não têm nada de hermético, embora às vezes minha linguagem seja meio preciosista, o que para a maior parte dos leitores de fantasy pode ser muito aborrecido (é o caso deste post, mas eu sei que vocês me compreendem, e além do mais isto não é um texto de ficção). No entanto, outros escritores do gênero costumam lançar mão de significados ocultos, de correspondências, de referências que deviam enriquecer a obra, mas que, se as pistas não forem habilmente dispostas, não serão percebidas pelo leitor.

Assim, continua o desafio de produzir textos que se passem em um outro universo, mas que não pareçam completamente estranhos aos olhos alheios. Sem ceder à tentação de me estender em detalhes, que eu seja capaz de situar os que me lêem em uma realidade um pouco diversa da nossa, na qual a mágica supera a lógica... mas que, ainda assim, eles possam compreender e se encantar com as histórias.

Por fim, Calvino fala sobre a Multiplicidade: a tentativa do escritor de transmitir conhecimentos, se aventurar no campo científico ou filosófico, transitar enfim em veredas alheias à simples ficção. Como escritora de artigos e livros teóricos, bibliotecária e (bissextamente) professora, tenho várias formas de dar vazão a tal necessidade, e até que tem dado certo, mas eu quero intensificar meus esforços nesse sentido. As coisas têm tudo para se conectar, pois as pesquisas que faço para dar suporte a meus contos e novelas me levam a adquirir conhecimentos que depois uso em cursos e textos de divulgação, e o caminho inverso também funciona. Assim, aos poucos, vai-se formando uma teia, uma trama composta de fatos e fantasia entrelaçados. E essa teia, idealmente, é como um tapete mágico: permite-me chegar a todos os lugares.

O "idealmente" é por conta do momento que estou vivendo. Sempre tive fases de escrever furiosamente (já falei delas no post Minhas Febres Ficcionais) e outras em que preferiria passar longe de quaisquer papéis em branco. É de uma dessas que estou tentando sair agora.

Calvino falaria sobre Consistência em sua última conferência em Harvard. Pelo tom dos outros textos, acredito que isso tivesse a ver com a credibilidade, com a plausibilidade que se deve enconrar em uma obra literária, ainda que de ficção; mas, para efeito das minhas propostas, vamos dizer que tenha a ver com atitude, com constância, com persistência. Esta é uma qualidade que, como escritora, não possuo, e que me proponho a cultivar, juntamente com a autoconfiança. Não é que eu queira produzir textos em série, sei que há um tempo em que é preciso parar e descansar, mas o grande compromisso que quero assumir comigo mesma é manter um mínimo de regularidade. E isso se refere tanto à ficção quanto aos artigos e à pesquisa de background.

Então, minha grande resolução como escritora, não só para 2005 como daqui para a frente, parece ser esta: Prosseguir. Continuar, seja como for, tentando resgatar um estilo que parecia promissor, mas do qual eu me afastei. Tenho muitas histórias para contar e muito a aprender, e bem ou mal tenho aberto caminhos através dos quais tudo isso vem sendo partilhado. E agora o que pretendo fazer é ampliar esses caminhos.

Espero que vocês continuem comigo. Minha cabeça anda nas nuvens, muitas vezes... Mas meu coração nunca se afasta daqui.

Um abraço carinhoso a todos,

Até a próxima!

Ana Lúcia