sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Sobre O Castelo das Águias e O Caçador


Queridas Pessoas,

Às vésperas de mais uma viagem - e, portanto, de um afastamento das redes sociais enquanto recarrego minhas ecobaterias - trago duas novidades bem legais sobre meus livros. Uma vem da Editora Draco: a partir de agora, "O Castelo das Águias" está disponível em e-book não só pela Amazon, mas também via Gato Sabido, por apenas R$ 9,99. O mesmo ocorre com outros livros da Editora, portanto corram lá e deem uma vasculhada!

A outra novidade se refere ao meu primeiro livro, "O Caçador". Até pouco tempo atrás, só era possível comprá-lo em algumas lojas físicas ou diretamente através da Franco Editora, mas agora ele está disponível na Livraria Saraiva. Quem gosta de contos de fadas e está curioso/a para saber como será o filme Branca de Neve e o Caçador, prometido para breve, não pode deixar de conferir esta versão da história. Mas ATENÇÃO: a Saraiva classificou o livro como indicado para crianças de 8 a 11 anos, quando na verdade ele pertence à coleção Leitores Jovens da Franco, sendo portanto recomendado para o pessoal de 12, 13 anos em diante. E, pela minha experiência, são os não tão jovens que costumam gostar mais. ;)

Bom, Pessoas... Por enquanto é só. Mas vocês não perdem por esperar: logo teremos novidades na Estante. É só esperar passar o Carnaval, quando tudo retorna às engrenagens.

Até lá, bom descanso... ou, se preferirem, boa folia!

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A imagem da águia e do lobo foi retirada deste site. Sem permissão, mas, dados os créditos, acredito que os autores compartilhem. . :)

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Livros Voadores: Uma Linda Mensagem

Pessoas Queridas,

Esta semana vai passar voando e nela terei de encaixar milhares de compromissos, tanto pessoais quanto profissionais. Assim, provavelmente não vou ter tempo de escrever um post como gostaria. Mas não faz mal: deixo-os com uma mensagem que para mim foi inspiradora, e, o que é melhor, veiculada num filme de animação que achei simplesmente o máximo. Vocês podem vê-lo, via Youtube, clicando aqui.

Tenham todos uma ótima semana em companhia de seus entes queridos. E dos seus livros também.

Abraços a todos,

Até breve!

sábado, fevereiro 04, 2012

"O Castelo das Águias" agora em Formato Kindle!!


Pessoas Queridas,

É com muito orgulho que anuncio a versão para o Kindle de "O Castelo das Águias".

A exemplo de outros livros da Editora Draco - que, além dos romances, passou a disponibilizar também vários contos publicados em suas antologias - meu romance pode ser adquirido através da Amazon, bastando clicar aqui.

Para quem ainda está na dúvida, a opção "look inside", permite ler algumas páginas do texto e visualizar o mapa feito pelo editor Erick Sama.

Nos vemos em Athelgard!

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Um Bom "Pré-texto" Para Escrever



Alguns leitores pensarão em premeditação, mas eu juro: nem me dei conta de que este post seria o primeiro do ano. Foi por acaso que decidi escrever sobre epígrafes. E, no fim das contas, creio que poucos temas seriam mais adequados para a retomada de um blog literário.

Epígrafe vocês sabem o que é: aquela frase ou fragmento de texto que aparece antes de um conto, romance ou mesmo trabalho de não-ficção. Sem trocadilho, um pré-texto, geralmente escolhido com o máximo cuidado, pois sua função é introduzir ou resumir o texto principal. Seja uma estrofe de Camões ou um ditado ouvido da velha tia do autor, a epígrafe dá o tom da obra, uma pista ao leitor acerca daquilo que o espera. E, em caso de ratos de estante como eu, costuma criar expectativas imediatas.

Para ilustrar, eis o caso de “A Lua da Rena”, de Elizabeth Marshall Thomas - um dos meus livros preferidos, que li pela primeira vez aos 18 anos e devo ter relido umas 20 vezes desde então. São duas as epígrafes, sendo a primeira de Joseph Campbell:

Mesmo que todos os falcões do mundo desaparecessem, sua imagem ainda repousaria na alma de um pintinho.

Para uma adolescente sensível, meio perdida em busca de respostas, essas palavras provocaram um estalo. Eu lia muito sobre esoterismo e desde a infância gostava de mitologia, mas foi a epígrafe que me levou a Joseph Campbell e a leituras que em muito alargariam meus horizontes. Esse processo, contudo, levaria anos, ao passo que a conseqüência imediata foi me deixar ávida pela leitura de “A Lua da Rena”.

Felizmente para mim, a obra cumpriu as promessas da epígrafe, levando-me a mergulhar num mundo primitivo, selvagem e cheio de magia – o que, ao contrário do que possam pensar, não se aplicaria a qualquer livro ambientado na Pré-História. Era preciso uma temática fortemente ligada ao xamanismo, um cenário bem construído e uma história muito especial – o que de fato encontrei, e que, ao longo dos anos, me inspiraria a querer fazer o que sugere Peter Sacks, autor da segunda epígrafe:

Mestre, sabeis que espero que a lua volte para mim,
A fim de que eu possa retornar ao meu lugar.
Para que eu possa ouvir novamente as histórias de meu povo
Que vêm de muito longe.


Com essa história, acho que já deu para concluir que sou uma incorrigível amante de epígrafes. Acho fascinante a forma como alguns autores conseguem promover o casamento perfeito entre o texto e os seus pré-textos. E é claro que, desde que comecei a escrever de uma forma mais organizada, tratei de achar para os meus trabalhos epígrafes que introduzissem exatamente aquilo que eu queria partilhar com o leitor.

A tarefa nem sempre é fácil, mas é divertida, absorvente - uma espécie de caçada, a não ser em casos muito especiais, quando a epígrafe adequada parece saltar aos olhos. Foi esse o caso da que usei no meu primeiro livro, “O Caçador”: alguns versos de uma canção do “Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, em que se deseja boa caçada a quem segue a lei da floresta. Já em “O Jogo do Equilíbrio” a busca demorou um pouco mais, e nesse meio-tempo acabei compilando um arquivo com dezenas de epígrafes para histórias sobre o herói, Cyprien de Pwilrie. A escolha acabou recaindo sobre uns versos de Rita Lee, da música “Bobos da Corte”- foi a que melhor traduziu aquele episódio - mas o arquivo tem de tudo, de Shakespeare a Ferreira Gullar.

No início deste ano, Cyprien aparece de novo em “Pão e Arte”, e pensei bem antes de me decidir por manter a epígrafe original da novela cuja primeira versão é de 1998. Trata-se de um livro juvenil, mas estaremos em meio a uma revolução, por isso não vi problema em continuar com os versos de Brecht. Espero que os leitores (ou seus pais) não achem muito pesado! :)

E o “Castelo das Águias”? Aí também reside uma longa história. Depois de uma epígrafe de Sartre no primeiro conto em que apareceu o Kieran (“A Encruzilhada”, em “Imaginários 1”), queria mais uma que fizesse pensar, mas que ao mesmo tempo falasse sobre águias e liberdade. A escolha havia recaído sobre um poema de Tennyson, chamado “The Eagle”, mas eu sentia que alguma coisa ali não soava bem. Era erudito demais, não combinava com aquele livro e com seu público-alvo. Só no último momento deu o estalo: se a Anna vem de uma tribo, se suas crenças são inspiradas nas dos nativos americanos, por que não procurar por lá?

Foi assim que "O Castelo das Águias” acabou saindo com uma prece pawnee como epígrafe, bem ao estilo da Anna, e mais uma frase que tinha a ver com as águias, mas também com amor e liberdade. Ela resume o primeiro momento do romance entre Anna e Kieran, que prosseguirá num segundo livro previsto para 2013... e para o qual, naturalmente, já estou procurando epígrafes. Não posso dizer que já me decidi, mas adianto que serão duas, e uma delas possivelmente retirada de uma letra de rock. Afinal, Kieran será o narrador – e não são vocês que dizem que ele tem cara de metaleiro?

Então, pra quem conhece o personagem e quiser ajudar, estou aberta a sugestões. Nem precisa ser rock: um trecho de letra, de poema, uma passagem literária que traduza Kieran de Scyllix. E que, perdoando o trocadilho, se converta num bom “pré-texto” para contar melhor a sua história.

Aguardo – e deixo aqui o desejo de um ótimo Ano do Dragão!

Abraços a todos!

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Retrospecto: Melhores Leituras de 2011 (Parte 2)

Oi, Pessoas!

Como prometido, aqui vai a lista dos "10 mais" de 2011, desta vez de autores brasileiros. Lembro, mais uma vez, que os livros estão na ordem em que foram lidos e não na de preferência, OK?

Livros Nacionais - Mainstream

O Livro dos mandarins, de Ricardo Lísias. Um executivo bancário decidido a subir a qualquer custo se deixa envolver por uma farsa corporativa, que, ao longo de situações cada vez mais bizarras, vai distorcendo sua visão da realidade e sua própria personalidade. Nonsense e delicioso.

O Arroz de Palma, de Francisco Azevedo. Uma saga de família que começa em Portugal e termina no interior do Brasil. Antonio é o filho mais velho e o narrador dessa ótima história que é humana, sensível, verdadeira e nem uma vírgula piegas. Para ler mais de uma vez e partilhar com nossos entes queridos.

Yuxin, de Ana Miranda. A autora de Desmundo e outras obras geniais dá voz a uma jovem indígena do Acre, no início do século XIX, para narrar a história e o sofrimento de seu povo com uma linguagem peculiar. Não é um livro para todos. Foi um dos melhores, para mim.

Contramão, de Henrique Schneider. O atropelamento de duas crianças vira do avesso o dia e a vida de Otávio Augusto, jovem executivo portoalegrense. História simples que prende o leitor pela força da narrativa.

Então você quer ser escritor?, de Miguel Sanches Neto. Coletânea de contos do autor paranaense, um dos meus prediletos desde seu excelente Chove sobre minha infância. Alguns contos são pura ficção, outros fazem referência a episódios na vida de Miguel e todos são muito bons. Vale a pena.

Livros Nacionais - Literatura Fantástica

Annabel e Sarah, de Jim Anotsu. Duas irmãs, que não poderiam ser mais diferentes, são arrastadas para um estranho mundo onde encontram personagens curiosos. Cada qual vive uma aventura própria a fim de reencontrar a outra - e a parte de si mesma que se perdeu. Um livro muito legal, especialmente pelas referências à literatura beatnik.

Os Aparados, de Letícia Wierzchowski.Num futuro indefinido, Porto Alegre sofre os efeitos de chuvas torrenciais, com alagamentos, mortes e outras catástrofes. Nesse contexto, um avô e sua neta se refugiam nos Aparados da Serra, tentando sobreviver e, ao mesmo tempo, resgatar o laço tênue do amor entre ambos. Sensível, humano e admiravelmente bem escrito.

Eriana, de Marcelo Paschoalin. Um livro curtinho, com personagens que são como arquétipos e repleto de ação do início ao fim. Lembra uma aventura de RPG, mas com dois grandes diferenciais: a linguagem bem-cuidada, quase erudita de Paschoalin e o simbolismo sutilmente contido na trama. Vale a pena.

Cira e o Velho, de Walter Tierno. De forma surpreendente, este livro mistura a lenda brasileira da Cobra Norato e um personagem histórico, o bandeirante Domingos Jorge Velho, para contar uma história cheia de ação, erotismo e reviravoltas.

Reino das névoas, de Camila Fernandes. Mais um livro de que sou "suspeita" para falar. Como eu em O Caçador, Camila recria contos de fadas, mas com outro viés e outra linguagem. O resultado é um livro sério, bonito de ver e gostoso de ler. Recomendo.

...

Bom, amigos... O ano está quase acabando e eu aqui com tanto a dizer. Não faz mal: deixo para 2012, que nos trará muitas e belas novidades. Espero que continuem aqui na Estante, partilhando leituras, pensamentos e sonhos. É um prazer e uma honra contar com vocês.

No mais,


E que caminhemos em Beleza!

Abraços pra vocês,

Até breve!