quinta-feira, agosto 11, 2011
Aí vem o Martelo das Bruxas!
Pessoas Queridas,
Depois de uma longa ausência, venho anunciar um lançamento há muito esperado: o do terceiro volume da série Sagas, da Argonautas Editora.
Depois dos épicos e do faroeste, é a vez das bruxas pintarem e bordarem nesse livro. O tema é o mesmo para os cinco contos, mas as abordagens são variadas, como dizem os editores na sinopse:
Um Visitador do Santo Ofício confronta bruxa no Brasil colonial. O drama de um mundo mágico abalado pelo preconceito. As aventuras de uma menina em um conto de fadas nada convencional. Uma prisão onde o demônio não é o único inimigo. O terror de um homem envolvido por uma maldição em seu próprio lar.
Inspirada pelo infame texto de dois monges dominicanos, Martelo das Bruxas apresenta histórias cunhadas por cinco proeminentes autores da Literatura Fantástica brasileira.
- Christopher Kastensmidt foi finalista do Prêmio Nebula, em 2011, e ganhou o prêmio "Realms of Fantasy Readers Choice Award". Seus textos já foram publicados em oito países. Nasceu em Houston, mas mora em Porto Alegre.
- Ana Cristina Rodrigues é historiadora, escritora, editora e tradutora. Foi a única mulher a presidir o Clube de Leitores de Ficção Científica no Brasil e já publicou em diversas antologias brasileiras e do exterior.
- Douglas MCT é autor dos romances Necrópolis – A fronteira das almas e O coletor de almas. Teve contos publicados nas coletâneas Anno Domini (2008), Território V (2009) e Imaginários 3 (2010).
- Ana Lúcia Merege é bibliotecária, Mestre em Ciência da Informação, pesquisadora de Literatura, Mitologia e Folclore. Publicou os romances O Castelo das Águias (2011), O Caçador (2009) e O Jogo do Equilíbrio (2005), além do ensaio Os Contos de Fadas (2010).
- Duda Falcão é escritor e um dos editores da Argonautas.
Legal, né? E fica mais ainda quando se sabe que o livro, com prefácio da Simone Marques, vai ser lançado dia 13 de agosto, sábado, a partir das 16:30, no Fantasticon. Todos os autores estarão presentes, e eu terei o maior prazer em autografar esse e os outros livros que escrevi ou de que participo, além de presentear a todos com um marcador do Castelo das Águias.
Portanto, pessoal... se estiverem em Sampa ou puderem dar um pulinho lá, já sabem. Não deixem de nos prestigiar e à Literatura Fantástica Nacional. Todos ao Fantasticon!
Até lá,
Ana
quinta-feira, julho 07, 2011
Aqui Vamos Nós de Novo
Pessoas Queridas,
Está chegando a hora do meu "sumiço oficial".
Quem acompanha este blog há algum tempo sabe que pelo menos uma vez por ano eu faço uma viagem do tipo "sem rádio e sem notícias", ou seja, fico fora da rede e muitas vezes alheia ao que está acontecendo por aí. É o que devo fazer agora, salvo uma ou outra checada eventual nos e-mails. O blog do Castelo das Águias talvez tenha atualização nesse meio-tempo, dependendo do que eu conseguir digitar, mas a Estante Mágica estará fechada para balanço até, pelo menos, a última semana de julho. Assim, despeço-me de vocês, deixando alguns avisos e convites.
Em primeiro lugar, sobre mim. Vocês devem ter percebido que este foi um semestre atarefado. Lancei O Castelo das Águias, o que foi uma grande conquista, e escrevi contos e artigos. Alguns foram publicados em papel ou em sites (confiram na página Publicações deste blog); outros farão parte de antologias a ser lançadas no segundo semestre, como Sagas 2 - O Martelo das Bruxas, da Editora Argonauta, e Eu Acredito - Fadas e Duendes, da Literata.
Nesse processo, treinei muito, aprendi muito sobre a escrita e o ato de escrever; tive críticas a meu trabalho, nem todas inteiramente positivas, mas todas, felizmente, relevantes e bem-intencionadas; conheci pessoas maravilhosas, como Allana Dilene e Marcelo Paschoalin; fui convidada para mais projetos e para alguns eventos que, tenho certeza, servirão para divulgar meu trabalho e a Literatura Fantástica de modo geral. Com novas editoras apostando e investindo, este é um excelente momento para nós, escritores do gênero. Temos de aproveitá-lo para expandir nosso alcance e conquistar o público além do fandom.
E, por falar em editoras, duas delas (na verdade três) estão oferecendo ótimas oportunidades para quem curte escrever. Aqui vão elas:
A novíssima Editora Ornitorrinco, em parceria com a Literata, está abrindo inscrições para a antologia 2013: ano 1. Nela, os escritores devem imaginar um cenário posterior à destruição do mundo em 2012, segundo a profecia maia. Alícia Azevedo e Daniel Borba são os organizadores. Os selecionados dividirão o espaço com convidados muito ilustres. Querem saber quais, ver a capa e mais informações? É só clicar aqui.
Já a Editora Draco anunciou para o ano que vem o terceiro livro da série Amores Proibidos, que já teve como tema os vampiros e os anjos. Nos dois primeiros, o time de escritoras era composto por autoras convidadas, mas desta vez os organizadores Eric Novello e Janaína Chervezan resolveram inovar: só uma convidada, esta que vos fala, e oito vagas para autoras selecionadas. Sim, autorAs: só mulheres podem participar dessa seleção, e todas devem escrever com vistas ao público jovem e adulto. Os contos devem envolver um romance entre uma mortal e um ser ligado de alguma forma à Mitologia, embora não a todas as Mitologias. Quais serão aceitas? Vejam aqui - e aproveitem para ler os incríveis artigos, ver os lançamentos e saber outras novidades da Editora do Dragão!! :)
Então, Pessoas, vou nessa. Ainda estarei dois ou três dias por aqui, mas naquela correria que sempre antecede as viagens. Quando voltar, espero estar com o fôlego renovado - e, é claro, trazer na bagagem muita inspiração para novas histórias.
Abraços pra vocês,
Até breve!
terça-feira, junho 28, 2011
Por que Sumi e Tantas Outras Coisas
Pois é, eu sempre digo: Nevermore!
Mas então vêm novos convites,
Novas propostas, novos desafios.
Perto ou longe, eles são coisas tão brilhantes
Quanto ouro da montanha.
Corvo nenhum resiste.
segunda-feira, junho 13, 2011
História de Santo Antônio
Pessoas Queridas,
Hoje é dia de Santo Antônio - o santo casamenteiro, franciscano e português, para quem tanta gente faz promessas. As simpatias são inúmeras, e eu mesma cheguei a fazer algumas, na adolescência, mais por curiosidade do que por devoção: girar a casca de uma laranja sobre a cabeça enquanto ia dizendo as letras do alfabeto (arrebentou no G, mas casei com um João), quebrar um ovo na bacia à meia-noite, cravar a lâmina de uma faca no cabo de um bambu para que a seiva formasse uma letra. Essa não funcionou, talvez porque o bambu não tivesse seiva, mas aquela parte de mim que tem um respeito ancestral pelo folclore e crenças populares ficou... bem, só um “tiquinho” preocupada com a possibilidade de ficar para titia. O que, possivelmente, minhas sobrinhas teriam adorado.
Tempos atrás – se é que isso ainda não acontece, principalmente no interior – as pessoas tinham por hábito “chantagear” o santo, virando sua imagem ou estatueta de cabeça para baixo ou até mesmo pendurando-a sobre um poço a fim de conquistar o marido desejado. Muitas conversavam com ele, como a impagável “Carula”, vivida por Fernanda Torres no filme de André Klotzel, A Marvada Carne, de 1985. Zangada com Santo Antônio, que até agora não realizou seu sonho de arranjar um marido, ela atira a imagem pela janela, e esta vai cair na cabeça de “Nhô Quim” (Adilson Barros), cujo desejo é ainda mais singelo: comer carne de vaca.
O filme é um barato, misturando as peripécias do casal de caipiras com personagens do folclore brasileiro, e eu recomendo a todos que tentem assistir (ou vejam de novo, nem que seja pelas cenas de Dionísio Azevedo guardando o queijo na gaveta). Mas não é para falar sobre ele que estou aqui, e sim para contar uma história mais ou menos parecida, envolvendo Santo Antônio e uma moça chamada Luiza, que nessa época, idos dos anos 1950, era chamada pela família de Luizita.
Nascida no interior, mas criada no Rio de Janeiro, Luizita estava com 21 anos – o que para sua mãe, casada aos 17, já era mais que hora de arranjar um pretendente. Um dia, o irmão de Luiza apareceu em casa com uma novidade: uma imagem de Santo Antônio que tinha encontrado na rua, e que, por brincadeira, ofereceu à irmã. Luizita pôs a imagem em cima da cômoda e teria se esquecido dela se, no dia seguinte, não reparasse que estava de cabeça para baixo.
Pergunta daqui, pergunta dali, no fim a mãe admitiu ter virado o Santo Antônio para que lhe conseguisse um namorado. Luiza disse que não estava pensando naquilo e sim nos estudos – fazia faculdade de Letras – e devolveu o santo à posição normal. D. Abigail, porém, era tinhosa: voltou a virá-lo. Luizita desvirou, a mãe tornou a virar. Uma semana de vira e desvira e por fim Luiza resolveu acabar de vez com aquela história: do mesmo jeito que Carula, embora por outros motivos, jogou a imagem pela janela.
E aí? Bom, ele não caiu na cabeça de ninguém. No entanto, meses depois, Luizita foi apresentada a um rapaz da faculdade, que antes disso tinha estudado no seminário, pouco faltando para ser padre embora não franciscano. Ainda era muito católico e devoto. Crescera no Brasil, mas era português, nascido em Ferragudo, no Algarve.
E, para completar, se chamava... Antônio. Antônio Policarpo Correia, seu futuro marido. E meu pai, de quem, passadas várias luas, ainda sinto tanta saudade.
Bons festejos a todos,
Até a próxima!
quinta-feira, junho 09, 2011
Anima (música para inspirar)
ANIMA
Lapidar minha procura toda trama
Lapidar o que o coração com toda inspiração
Achou de nomear gritando... Alma!
Recriar cada momento belo já vivido e ir mais,
Atravessar fronteiras do amanhecer,
E ao entardecer olhar com calma e então...
Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida,
Tira a mancha que há no meu Ser.
Te quero ver, te quero ser... Alma.
Viajar nessa procura toda de me lapidar
Nesse momento agora de me recriar, de me gratificar,
Te busco, alma, eu sei:
Casa aberta onde mora o mestre, o mago da luz,
Onde se encontra o templo que inventa a cor,
Animará o Amor onde se esquece a paz.
Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida,
Todo o afeto que há no meu Ser.
Te quero ver, te quero ser...
Alma.
(Zé Renato/Milton Nascimento)
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