domingo, outubro 25, 2009

Coleção Imaginários




Pessoas Queridas,

Livro ImagináriosHá pouco tempo eu prometi novidades e aqui vai uma delas!

No final de novembro serão lançados os dois primeiros volumes da Coleção Imaginários, da Editora Draco, de São Paulo. Trata-se de uma coleção reunindo autores contemporâneos de horror, fantasia e ficção científica.

O projeto começou há cerca de dois anos, tendo como organizadores Eric Novello, Saint-Clair Stockler e Tibor Moricz. Desde o início combinou-se que seriam vinte os autores, mas a antologia sairia em princípio num só volume. Tempo entra, tempo sai... houve substituições no time de escritores, a editora com quem pensávamos em publicar acabou por não ficar com o projeto, mas depois de mil peripécias tudo acabou bem.

Acabou? Ainda não, pois falta o lançamento - que será no dia 28 de novembro de 2009, a partir das 16 horas, na Livraria Cultura do Shopping Market Place, em São Paulo. Eu estarei lá, participando da mesa-redonda e autografando a obra, com muito carinho, para os amigos que puderem comparecer!

E, quer possam quer não... dêem uma olhada no site da Editora Draco e conheçam melhor a Coleção Imaginários. Garanto que vale a pena!

Abraços a todos,

Ana

sábado, outubro 10, 2009

O Novo Curso no PROLER

Pessoas Queridas,

Apesar das objeções e adiamentos, apesar da chuva, comecei ontem a dar o curso na sede do PROLER: Literatura Fantástica para Mediadores de Leitura. O objetivo é dar a conhecer a essas pessoas – professores, bibliotecários e idealistas em geral – as noções mais básicas acerca da Literatura Fantástica em suas várias vertentes, com destaque para a especulativa, que engloba a fantasia, o horror e a ficção científica.

Um curso como esse tem sua razão de ser porque – e aí não sou eu que digo: são os estudiosos das práticas leitoras, os acadêmicos - a mediação da leitura, no Brasil, costuma se dirigir somente às crianças, sem que haja uma preocupação em adequar as narrativas e as atividades propostas a um público um pouco mais velho. Ao mesmo tempo, o interesse dos adolescentes por livros como os de Harry Potter ou da série Crepúsculo não é aproveitado como ponto de partida para ampliar seus horizontes literários, seja pelo desconhecimento, por parte dos mediadores, das obras do gênero, seja porque este é considerado uma literatura “menor”, que não se presta à reflexão e ao questionamento esperado. E aí... Já se sabe, é mais fácil continuar a lhes impor os clássicos da literatura brasileira!

Para mostrar aos mediadores a existência de uma alternativa – não excludente, é claro, mas que possa se somar às ferramentas que já possuem – comecei por debater com eles as definições de literatura fantástica, tentando mostrar a relevância dessas narrativas e as vantagens de usá-las como forma de despertar o prazer da leitura. Depois falei um pouco sobre as origens do fantástico na literatura, o que prosseguirá no próximo encontro, em que trataremos do maravilhoso – contos populares e de fadas – e das origens do moderno conto fantástico nos séculos XVIII-XIX.

O terceiro e o quarto dias serão dedicados à literatura especulativa, que a maior parte dos alunos conhece bem menos, mas mesmo assim espero que a receptividade seja tão boa quanto a que obtive no nosso primeiro contato. Eu, que comecei a aula agradecendo àqueles que compareceram a despeito do clima, sou agora ainda mais grata, pelo interesse que demonstraram no que eu tinha a dizer e pela boa-vontade em partilhar leituras e experiências.

A vocês, meus caros – muito, muito obrigada. E... não se esqueçam das leituras para o dia 23!

Abraços a todos,

Ana

sábado, outubro 03, 2009

Nova no Facebook

Pessoas queridas,

Pois é, hoje entrei para o Facebook, atendendo à solicitação do Antonio Luiz Costa, um dos mediadores da comunidade de escritores de fantasia do Orkut. Não sei o que fazer com aquilo, na verdade nem sei como dar conta de administrar tanta coisa, mas enfim... É mais um canal pra vocês me encontrarem se passarem por lá.

E se esse for o caso, sejam bem-vindos!

quarta-feira, setembro 30, 2009


Quero ser como o Mago Merlim
passear no bosque e escutar as cantigas
do vento, voar como as aves
ser o lobo que espreita a caça
oculto nas pedras na noite calada
quero falar com o espirito das fontes
ver tombarem as árvores antigas
ser jovem e ter toda a idade que passa
e ser rei da floresta encantada
Tankred Dorst

segunda-feira, setembro 14, 2009

Memórias da Megafeira

Pessoas Queridas,

Hoje quero falar sobre a Bienal do Livro, que ainda vai até o dia 20 e que eu visitei no sábado, depois de uma viagem de duas horas desde Niterói. A vocês que também foram ou que ainda vão, seja para ver os livros ou tomar parte nos eventos, desejo uma ótima visita, mas a minha... bom, a minha foi mais ou menos, pois o lugar estava tão cheio que mal se podia andar. É claro, eu não tinha a menor pretensão de participar dos encontros ou cafés literários – não dava, pois estava com a minha família – mas esperava mais novidades, mais atividades voltadas para as crianças (havia, mas de uma forma mais restrita, mais “escondida” que em edições anteriores do evento) e sobretudo mais espaço livre, no qual eu pudesse circular sem aquela sensação de estar em meio a uma massa de gente. Por outro lado, não posso deixar de ficar feliz por ver a Bienal tão concorrida, pois isso significa que o livro e a leitura são mais valorizados do que se imagina.

De qualquer forma, minha impressão sobre esta Bienal – e aqui não falo como escritora nem como bibliotecária, apenas como uma voraz leitora e compradora de livros – foi a de que tudo parecia excessivo, e na maior parte do tempo não havia como flanar e curtir as coisas com calma. Desde a apregoada “Floresta de Livros”, onde as crianças mal conseguiam se mover, até os estandes quase sempre apertados e apinhados, tudo contribuía para se ter um ataque de ansiedade. Naturalmente, havia exceções à regra, como o estande das editoras universitárias, o da Martins Fontes – concorrido, mas pelo menos tinha espaço para circulação – e o das Edições SM, onde Marina, minha sobrinha de quinze anos, mais uma vez venceu Luciana no jogo da memória. E as meninas ficaram felizes, uma garimpando os estandes de mangá e a outra completando a coleção da “Fada Pérola” e dos livros do “Menino Maluquinho”. Uma pena ela ter pais de coração tão duro, que não quiseram esperar para pegar um autógrafo do Ziraldo... O que seria, digamos, uma hora e meia na fila para falar com um dos seus ídolos?

Enfim, no cômputo geral, valeu, embora eu tenha jurado para mim mesma que só vou à próxima Bienal se for durante a semana. Aí, talvez dê para andar e aproveitar melhor, e somar novas e doces memórias àquelas que tenho de anos anteriores.

Eu lembro de ter parado, mesmo sem estar acompanhada de uma criança, num estande de contação de histórias, e de lá ter ficado até que Anansi saísse ileso do poço; lembro de Fabiano Salek tocando violão e de Augusto Pessôa na Cozinha Piraquê. Não sei se foi nessa mesma vez, mas lembro da Fernanda, minha sobrinha que hoje está com vinte anos, passando horas numa fila de crianças a fim de que lhe fizessem uma pintura no rosto; seu pai a acompanhou o tempo todo sem se queixar, e eu não consegui deixar de lembrar disso e me sentir culpada por não esperar na fila do Ziraldo.

E na primeira Bienal a que fomos de carro, levando nossos amigos Evandro e Bia, e eu e o Evandro somamos tíquetes para ganhar uma caneca que só podia ficar com um dos dois (e está até hoje comigo).

E na de 2003, Luciana quase bebê ficou com a avó enquanto eu e João íamos ao Riocentro, e eu escrevi um post na Estante Mágica, recém-inaugurada, contando do ótimo dia passado com livros, crepes e café.

E numa outra, ainda mais antiga, em que eu trabalhei no estande da Biblioteca Nacional, toda orgulhosa por pensar que estava fazendo a diferença.

E continuo a pensar, apesar de tudo. E o mesmo em relação à Bienal: ela proporciona a muita gente, adultos e crianças, o ensejo de ter contato com os livros, às vezes o primeiro e decisivo contato.

Talvez, se isso for adiante, o interesse que hoje só se manifesta no evento bi-anual passe a ser uma ação continuada, e as pessoas passem a frequentar livrarias e bibliotecas sem esperar pela megafeira. Quem sabe?

Abraços a todos,

Até a próxima!