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sábado, agosto 03, 2019

Contos Novos no Ar!


Pessoas Queridas,

Foram-se as férias, e agora entramos firmes e fortes no segundo semestre do ano.

Tenho muitos eventos programados, e aos poucos falarei deles, para convidar e para contar como foi. Por ora, fico feliz por anunciar que a campanha dos Duendes foi um sucesso, e que, enquanto esperamos pelo livro, há mais contos meus no ar esperando para ser lidos. "No ar", literalmente, pois são todos e-books ou PDFs. Querem conhecê-los?



"Ainda Centauros", bem curtinho, saiu em e-book por uma iniciativa da Casa Fantástica -- por sinal, o evento em Paraty foi ótimo -- e pode ser lido de graça na Amazon, clicando aqui.



"Cybermadrinha" foi republicado no primeiro número da revista Literomancia, e o PDF vocês baixam também de graça aqui.



Por fim, "O Touro Vermelho" foi selecionado entre cerca de 200 contos para integrar o segundo número da revista A Taverna e está à venda pela Amazon. Para adquiri-lo, cliquem aqui.

O ano ainda trará algumas surpresas -- com sorte, mais do que eu espero -- mas, por ora, torço para que leiam e gostem desses continhos. E quem ler, por favor, não deixe de avaliar, de comentar, de ao menos me contar... Seu feedback é da maior importância!

Até breve, com mais novidades!

quarta-feira, julho 10, 2019

Arthur Rackham, Artista do Mundo Feérico

Pessoas Queridas,

Venho compartilhar um pouco sobre o trabalho de Arthur Rackham, cuja arte será reproduzida nos marcadores e postais da coletânea Duendes: contos sombrios de reinos invisíveis.



Rackham (1867 – 1939) nasceu em Londres, numa família com doze filhos. Segundo seu biógrafo, Derek Hudson, era apaixonado por desenho desde criança e escondia papel e lápis sob as cobertas; quando sua mãe confiscava o papel, desenhava na fronha do travesseiro (eu queria ter visto esses desenhos).

Aos 18 anos o jovem Rackham começou a trabalhar como escriturário e, ao mesmo tempo, a estudar e praticar na Lambeth School of Art. Em 1892 deixou o escritório e passou a trabalhar como repórter e ilustrador no jornal The Westminster Budget, mas os desenhos que realizava para eles eram muito convencionais. Assim, voltou seu interesse para os livros ilustrados, onde tinha mais liberdade criativa. Sua primeira ilustração em livro foi publicada num guia dos Estados Unidos e Canadá, chamada To the Other Side, em 1893. Tempos depois, trabalhou em The Ingoldsby Legends (1898) e Tales from Shakespeare (1889), considerados dois dos mais importantes livros ilustrados daquela época.

Ilustração de The Ingoldsby Legends

A consagração de Arthur Rackham como ilustrador se deu com a publicação da primeira edição de The Fairy Tales of the Brothers Grimm, em 1900. O livro foi um sucesso, várias vezes reeditado, e apenas um dos muitos que ilustrou com temas ligados aos contos de fadas. Segundo o artista, seu sucesso se devia ao profundo conhecimento dos contos e do imaginário associado – e a verdade é que seus melhores e mais conhecidos trabalhos seguem a temática feérica, ou se referem à literatura para crianças e jovens com um pé na fantasia, como Peter Pan (o autor J. M. Barrie contratou Rackham para ilustrar Peter Pan in Kensington Gardens, livro que saiu em 1906 e antecede a “obra canônica” Peter and Wendy, de 1911) e Alice in Wonderland (1907). Outras obras de grande sucesso foram Rip van Winkle (1905), The Romance of King Arthur (1917) e The Legend of Sleepy Hollow (1920).


As fadas de Rackham

Nos anos 1920, tendo ilustrado dezenas de livros e recebido prêmios, Arthur Rackam viu suas vendas descrescerem um pouco no Reino Unido, ao mesmo tempo que sua fama se ampliava nos Estados Unidos da América. Na década seguinte sua saúde, assim como a de sua esposa, Edith, começou a declinar. Ainda assim, o artista continuou a produzir maravilhas, como uma bela edição dos contos de Andersen (1932), ilustrações para Goblin Market, de Christina Rossetti (1933) e, no mesmo ano, The Arthur Rackham Fairy Book.

O último projeto em que Rackham trabalhou teve para ele um grande valor sentimental: as ilustrações de The Wind in the Willows (escrito por Kenneth Grahame em 1908), que não pudera fazer alguns anos antes devido a outros compromissos, mas que lhe vinham sendo pedidas por pequenos leitores. A última ilustração foi concluída pouco antes da morte do artista, de câncer, em 1939. O livro foi publicado postumamente no ano seguinte.

O Piquenique do Toupeira e do Rato d´Agua, em
The Wind in the Willows

Arthur Rackham deixou um incrível legado que inspirou muitos artistas plásticos e escritores. Desejamos que inspire também os leitores de Duendes, razão pela qual utilizamos suas ilustrações, hoje em domínio público, na arte das nossas recompensas. Por enquanto, quem adquirir a coletânea através do Catarse irá receber um postal e um marcador, mas esse brinde será duplicado tão logo a campanha atinja a meta estendida de R$ 8.000,00. E esse é só o primeiro dos nossos potes de ouro!

Vem com a gente?





Para conhecer, apoiar e divulgar entre no site do Catarse. Agradecemos desde já por sua colaboração!

quinta-feira, julho 04, 2019

Duendes: Contos Sombrios de Reinos Invisíveis : Catarse


Pessoas queridas,

Venho apresentar o meu novo projeto na Editora Draco. Trata-se da coletânea Duendes : contos sombrios de reinos invisíveis.

O livro reúne dez (talvez venham a ser onze!) dos melhores autores nacionais de fantasia, cujas narrativas mostram o Povo Pequeno em seu aspecto mais sinistro. Algumas são ambientadas no mundo contemporâneo, outras se inspiram em histórias tradicionais de várias culturas: a britânica, a eslava, a japonesa, a latino-americana e, claro, a brasileira. Muito mais do que simplesmente histórias bem contadas, trazemos um sólido trabalho de pesquisa em mitologia e folclore, que serviu para embasá-las e alinhavá-las.

A capa do livro, ainda não finalizada. Não está ficando o máximo?

Teço esta rede com minha experiência de vários anos pesquisando de mitos e contos de fadas. Os fios se estenderam pelas mãos de Aya Imaeda, Cristina Pezel, Daniel Folador Rossi, Diego Guerra, Isa Próspero, Luiz Felipe Vasques, Sid Castro, Silas Chosen  e Simone Saueressig (se atingirmos as metas extras, haverá mais um – surpresa!).

Para incrementar a pré-venda, a Editora Draco deu início a uma campanha no Catarse, através da qual a obra pode ser adquirida com desconto, brindes, como postais e marcadores de página, e ainda em conjunto com os outros livros de fantasia da editora, tais como as demais coletâneas organizadas por mim: Excalibur, Medieval (coorganizada com Eduardo Kasse e Prêmio Argos de Ficção Fantástica em 2017) e Magos (Prêmio Argos de 2018).

Se você curtiu a ideia, não hesite: dê um passo à frente, acesse o link do Catarse. Se não é muito fã de duendes e folclore, ou de fantasia sombria, tudo bem – mas ficaremos muito gratos se compartilhar o link, esta postagem ou os nossos posts em redes sociais. 

domingo, junho 23, 2019

Parceria Tabula Rasa: Fantásticas

Pessoas Queridas,

Sigo com as postagens da parceria com o portal Tabula Rasa, que está com a campanha #LivroBRNoCinema.

Segundo suas idealizadoras, Anny Lucard e Louise Duarte, a campanha se propõe a divulgar livros nacionais com potencial para se tornarem filmes, bem como como prestar um serviço diferenciado, de baixo custo, focando a divulgação de autores nacionais ainda desconhecidos do grande público. Os blogs parceiros irão divulgar esses livros, e também uns aos outros, criando o efeito "teia" que tanto adoro quando se trata de partilhar cultura, literatura e informação.




O livro que recomendo hoje é Fantástica, coletânea da Giz Editorial organizada por Giulia Moon e Walter Tierno, trazendo contos de amor, terror e aventura. Entre seus autores está Dany Fernandez, redatora do blog Barato Literário, no qual ela divulga não apenas literatura, mas quadrinhos, eventos e muitas coisas legais.

Vamos conferir?

quinta-feira, junho 20, 2019

Parceria Tabula Rasa: Vanguardia

Pessoas Queridas,

Retomo aqui as postagens da parceria com o portal Tabula Rasa, que está com a campanha #LivroBRNoCinema.

Segundo suas idealizadoras, Anny Lucard e Louise Duarte, a campanha se propõe a divulgar livros nacionais com potencial para se tornarem filmes, bem como como prestar um serviço diferenciado, de baixo custo, focando a divulgação de autores nacionais ainda desconhecidos do grande público. Os blogs parceiros irão divulgar esses livros, e também uns aos outros, criando o efeito "teia" que tanto adoro quando se trata de partilhar cultura, literatura e informação.




O livro que recomendo hoje é Vanguardia, de Joe de Lima, um thriller com toques de terror e ficção científica. Vejam a sinopse da Amazon:

Atravessando o espaço sideral, a Vanguardia está numa jornada de cento e quarenta anos rumo a um planeta desabitado. No interior da nave colonizadora, seções protegidas por imponentes portas de aço transportam uma tripulação de cinquenta mil pessoas acomodadas em cápsulas de sono. Quando uma dessas câmaras dá defeito, um jovem enfermeiro chamado Victor acorda antes da hora.

Sem pistas do que realmente está acontecendo, Victor se depara com um grupo de desconhecidos e um ambiente opressor. À medida em que um passado distante vem à tona, um pesadelo desperta, ameaçando as vidas de todos.


Legal, não é? Vamos lá conferir o livro do Joe!

E até breve, com mais uma divulgação da campanha #LivroBRNoCinema!

domingo, abril 07, 2019

Parceria Tabula Rasa : Quem Precisa de Heróis?

Pessoas Queridas,

Prosseguindo na divulgação dos demais parceiros na campanha #LivroBRNoCinema, do portal Tabula Rasa, venho apresentar o livro "Quem Precisa de Heróis?, da Vivianne Fair.




Neste livro, Sephira é uma jovem donzela que está fugindo, perseguida por dois encapuzados. Para a sorte da moça, quatro heróis estilosos surgem para salvá-la. Azar o deles se morrem por suas mãos.

São ressuscitados por um clérigo e têm que pagar uma taxa absurda. Como heróis não costumam ter dinheiro – fazem tudo de bom coração e com os conselhos de seus livros de auto-ajuda – resolvem ir em busca da jovem e receber a recompensa pela captura dela, além de salvar o mundo da ameaça que a moça representa: pode destruir tudo com um... espirro! 

De seu lado, a jovem logo encontra um elfo boa-pinta disposto a ajudá-la. Afinal, ela destruiu a sua aldeia e agora ele não tem nada melhor para fazer. De outro, um belo e poderoso feiticeiro, no melhor estilo vilão de RPG, deseja o poder de Sephira e procura seduzi-la. Envia à moça um ovo, que revela ser um enorme dragão vermelho voador cuspidor de fogo. Claro que isso desperta nela seu instinto maternal, e a jovem acolhe o dragão de quinze metros com muito carinho.

Quem está certo, no final das contas? Você teria alguma ideia de como impedir alguém que pode destruir o mundo na primeira TPM?

...

"Quem Precisa de Heróis" foi lançado numa campanha de financiamento coletivo. Eu participei e tenho o livro, que ainda não li -- mas tenho certeza de que ele é tão legal quanto os outros trabalhos da autora, que incluem sua série "A Caçadora", o romance "A Rainha Sombria" e o conto "A Elfa Maga", publicado na coletânea Magos, que organizei para a Editora Draco.

Esses e outros trabalhos da Vivianne -- inclusive suas ilustrações e tirinhas divertidas -- vocês encontram no site da autora, o Recanto da Chefa. Passem lá!

E até breve, com mais uma divulgação da campanha #LivroBRNoCinema!

segunda-feira, abril 01, 2019

Parceria Tabula Rasa : A Vampira Nerd

Pessoas Queridas,

Prosseguindo na divulgação dos demais parceiros na campanha #LivroBRNoCinema, do portal Tabula Rasa, venho apresentar o canal A Vampira Nerd.


Sobre o canal, diz sua criadora, a gamer e designer gráfica Rebeca Monteiro:

“Sou apaixonada pelo mundo cinematográfico e aqueles filmes coreanos que dão o que falar. No meu canal, você pode encontrar informações como aqueles filmes que foram inspirados por livros, críticas de filmes e seriados e não esquecendo de falar dos poderes ou curiosidades dos seus super-heróis favoritos. Com uma paixão pelo mundo cinematográfico, criei esse canal para compartilhar ideias e conhecimento da cultura pop e cultura oriental.”

Eu não sou fã de dorama, então assisti a um vídeo da Rebeca sobre o filme "Diário de uma Paixão". Achei a análise muito interessante, favorecida pelo jeito espontâneo da blogueira. Foi bem legal a forma como ela abordou as diferenças entre o livro e o filme, uma coisa que nem sempre a gente vê - frequentemente vemos analisados só um ou só o outro. Esse foi um plus que encontrei e do qual gostei muito.

Assim, convido todo mundo a conhecer e a se inscrever no canal da Vampira Nerd -- ela tem muito a dizer e diz de um jeito bacana!

Até breve, com mais uma divulgação da campanha #LivroBRNoCinema!

segunda-feira, março 25, 2019

Parceria Tabula Rasa : Ah, e Por Falar Nisso

Pessoas Queridas,

Eu sei, eu sei que este blog anda meio parado. São dezessete anos... Não há como manter uma produção constante. E este ano vai demorar um pouco para ter novidades, eventos, masssss... para agitar um pouco as coisas, venho anunciar que fechei uma parceria com o portal Tabula Rasa, que está com a campanha #LivroBRNoCinema .


Segundo suas idealizadoras, Anny Lucard e Louise Duarte, a campanha se propõe a divulgar livros nacionais com potencial para se tornarem filmes, bem como como prestar um serviço diferenciado, de baixo custo, focando a divulgação de autores nacionais ainda desconhecidos do grande público. Os blogs parceiros irão divulgar esses livros, e também uns aos outros, criando o efeito "teia" que tanto adoro quando se trata de partilhar cultura, literatura e informação.

O primeiro blog que divulgo aqui é o Ah, e Por Falar Nisso.... Criado em 2008 como um blog pessoal, tornou-se uma página que oferece informação, opinião e curiosidades sobre diversos produtos da cultura pop. Cinema, TV, literatura, música, comportamento nas ruas e na rede -- tudo isso tem espaço nesta página, criada pela jornalista Fabiane Bastos. Dei uma passeada no blog e encontrei artigos muito legais sobre séries e filmes que estão sendo lançados agora, escritos por uma blogueira antenadíssima. Vale a pena conferir!

Até breve, com mais uma divulgação da campanha #LivroBRNoCinema!

domingo, dezembro 23, 2018

Um Balanço de 2018 - Produção Literária


Pessoas Queridas, 

O ano vai chegando ao fim, e eu estou muito cansada em vários sentidos, mas queria deixar um registro daquilo que fiz no campo da Literatura. A ideia é falar da produção, depois das publicações, dos eventos de que participei... Bom, não sei se farei tudo isso, ou se o farei ainda este ano, mas começar já é alguma coisa! 

Eu entrei em 2018 com dois trabalhos importantes já iniciados: "Orlando e o Escudo da Coragem", que pertence ao universo de O Castelo das Águias, e um dos Contos da Clepsidra, narrando a viagem de Lísias e Balthazar à Creta do Rei Minos. "Orlando" era o foco maior, porque eu queria que fosse publicado na Bienal. Era um livro curto, para um público jovem, que eu tinha boa ideia de como seria, mas foi mudando muito ao longo do processo. Finalmente ele foi concluído a tempo de passar pela leitura beta e crítica e de ser lindamente ilustrado e editado pelo super Erick Sama. Ficou com um pouco mais de 30.000 palavras.



Estou muito feliz com esse trabalho, que vem recebendo elogios e que espero seja adotado em duas ou três escolas ano que vem, além de já estar nas mãos de várias crianças. Espero que vocês gostem. Se alguém se interessar, aqui está o link para o livro no site da Editora Draco.

Enquanto escrevia "Orlando e o Escudo da Coragem", eu ia também produzindo muitos textos no universo dos Contos da Clepsidra, mas que dizem respeito a histórias da nova geração. Ao terminar "Orlando" e voltar dos eventos de meio do ano (FLIP e Bienal), voltei a mergulhar nos mares de Creta e... eis que o conto virou novela, praticamente do mesmo tamanho do "Orlando". "Os Touros de Creta" permanece inédito e eu espero publicá-lo dentro de um ou dois anos junto com outras histórias de Balthazar e Lísias.
Ilustração para "Os Touros de Creta" por Hidaru Mei


Ao concluir "Os Touros de Creta", eu estava envolvida com a geração seguinte dos Contos da Clepsidra, e eis que produzi uma série de seis contos longos narrados por Liserbal, um dos filhos de Sikkar de Cartago. Metade ainda está no caderno, mas serão, por baixo, umas 60.000 palavras, que devem ser publicadas apenas online ou no máximo em e-book. Por quê? Porque são contos "slice of life", falam mais do desenvolvimento dos personagens, têm muito pouco de fantástico e propriamente de aventura. São contos que quero dar de presente a quem ler as histórias mais "emocionantes" que sairão em livros. Ou são contos que eu me dei de presente. Vai saber? ;)

Liser e sua esposa prestes a saborear um
delicioso peixe com molho de garum, por Sheila Lima

Então, com a conclusão de "Orlando" e de "Os Touros de Creta" e dos contos de Liserbal, mais outras coisas esparsas escritas aqui e ali - e sem contar os textos de divulgação, posts e outras coisas - eu escrevi 183.326 palavras de janeiro até agora. O número deve aumentar em no máximo umas 5.000 até o fim do ano. É um pouco menos que ano passado, mas a produção poderia ter sido menor ainda; estou muito orgulhosa dos resultados obtidos.

****

E aqui, pessoas queridas, não tem ilustração, mas se tivesse seria uma grande porta aberta, e todo um mundo de histórias que esperam lá fora. Quero vivê-las, espero escrevê-las, prometo partilhá-las.

terça-feira, dezembro 18, 2018

Leituras de 2018: Estrangeiros

Pessoas Queridas,

Cá estou eu de novo para falar do que andei lendo ao longo de 2018. Foi bastante coisa: 112 livros no total até agora, dos quais cerca de setenta estrangeiros, isso sem os contos e fragmentos soltos. Vou compartilhar aqueles que mais curti, sem ordem de preferência, lembrando que o único critério é o prazer (e em alguns casos as reflexões) que essas leituras me proporcionaram. Vamlá?


O Menino que Via Demônios, de Carolyn Jess-Cooke. O livro conta a história de Alex, um menino irlandês com problemas familiares e psicológicos, cujo único amigo declarado é... um demônio de 9.000 anos de idade. À medida que seu tratamento progride, Anya, a psiquiatra, se vê cada vez mais perto da resposta a uma pergunta inquietante: Ruen, o demônio, realmente existe?



A Forma da Água, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus. A maioria dos leitores deste blog deve ter visto o filme (que eu ainda não vi) e tenho certeza de que se sensibilizou com a história. Recomendo que também leiam o livro, pois a história contada aqui é maravilhosa do ponto de vista literário. Eu devorei essas páginas (ou melhor, as bebi, pois se trata de água, não é? hehehe) e os raros intervalos me trouxeram muitas reflexões sobre o amor e a condição humana.



Nas Noites Árabes, de Tahir Shah. O autor já passou por esta estante com A Casa do Califa, em que conta seu primeiro ano em Casablanca numa casa assombrada por djinns. Agora, ele narra as histórias que ouviu de vários narradores, numa viagem pelo Marrocos, histórias tradicionais e familiares com um toque de superstição, sabedoria e sobrenatural. E, ao mesmo tempo, se faz uma pergunta: qual dessas histórias é a mais importante para a sua vida?



Reze Pelas Mulheres Roubadas, de Jennifer Clement. Esse livro é triste, muito triste... e, infelizmente, realista. Conta a história de mulheres em localidades do México dominadas pela guerra do tráfico, os duros artifícios da sobrevivência, a quase impossibilidade de quebrar o ciclo, mesmo que se deixe aquele local. Não se trata de documentário, mas de um romance muito bem escrito, que me prendeu do início ao fim e me fez torcer loucamente pela protagonista LadyDi.




Hex, de Thomas Olde Heuvelt. Esse vocês com certeza conhecem, não me alongarei sobre ele. Direi apenas que vale muito a pena conhecer a história criada pelo autor holandês, e transplantada para uma cidade americana onde a população convive com uma bruxa do século XVII e com a maldição que os prende àquele local. Bem escrito e um pouco angustiante, como esse tipo de livro tem de ser.


*****

Bom, essas foram as leituras que destaco, dentre as estrangeiras, neste ano que ora se encerra. Espero que aproveitem algumas dessas dicas e deixem as suas nos comentários.

Ainda nos falamos antes de o ano virar!!

quinta-feira, junho 01, 2017

domingo, fevereiro 12, 2017

O Ouro de Tartessos : Nova Aventura de Balthazar e Lísias


Pessoas Queridas,

O Balthazar e o Lísias não param!

Além do conto A Caverna de Zakynthos e da coletânea Piratas, eles estão numa nova história solo, O Ouro de Tartessos.

Eis a sinopse:

Acompanhado por Lísias, seu fiel escravo heleno, o Capitão Balthazar vai parar na mítica Tartessos, onde sempre ouviu dizer que existiam montanhas de ouro. Mas será que ele é o único a querer se apossar dessa incrível fortuna?

Que tal, curtiram? Espero que sim! E aguardo seus comentários sobre a história e os personagens!

quinta-feira, dezembro 29, 2016

Leituras Mais Legais de 2016 - 10 Livros Estrangeiros



Pessoas Queridas,

Já falei sobre os livros nacionais que mais me deram prazer este ano. Chegou a vez dos estrangeiros, e a lista final está bem variada. São quatro livros de fantasia, seis de ficção realista; quatro autoras e seis autores; pelas nacionalidades, três norte-americanos, um japonês, uma malaia de origem chinesa, uma somali, um espanhol, um italiano, um português e um timorense (lusófono - portanto, juntando esta lista com a dos nacionais, sete dos quinze livros indicados foram escritos em língua pátria).

Os livros abaixo estão elencados pela ordem em que os li. Por acaso o favorito foi o primeiro, mas não aponto preferências entre os demais. Alguns já são mais que badalados, mas  tenho certeza de que outros são desconhecidos pela maioria. Espero que curtam as indicações, tanto quanto eu curti ler cada um deles.

Vamos lá?


Golem e o Gênio - Helene Wecker

Nem preciso apresentar, não é? A fantástica história que envolve o gênio Ahmad e a golem Chava em meio a um efervescente bairro de imigrantes em Manhattan, conquistou os corações de muitos leitores. Foi o primeiro livro que li neste ano e não deixou o topo da lista de favoritos, pois, além de ter uma temática que adoro, soma todos os fatores que fazem um livro excelente: história incrivelmente bem urdida, ótimo trabalho de pesquisa, personagens bem construídos, com os quais é fácil simpatizar ou antipatizar (que vilão sórdido!) e uma narrativa que não deixa nada a dever à de Sherazade, Quem não leu ainda, faça um favor a si mesmo/a e leia. Não vai se arrepender nem um pouquinho.

A Assinatura de Todas as Coisas - Elizabeth Gilbert

A autora de "Comer, Rezar, Amar" (que eu comprei, mas não cheguei a ler) brindou seus leitores com uma excelente história: a de Alma Whittaker, estudiosa de botânica, nascida na virada dos anos 1800, disposta a ir até o fim do mundo (eu diria que literalmente) para procurar o objeto do seu interesse, que dá também sentido à sua vida. Um admirável trabalho de pesquisa cria o cenário perfeito para os movimentos de Alma e de outros personagens complexos, críveis, dignos de simpatia e às vezes de pena. Recomendadíssimo.

A Noiva Fantasma - Yangsze Cho

A partir de um costume tradicional da China - o de celebrar o casamento entre uma jovem viva e um rapaz já falecido, a fim de aplacar seu espírito - a autora malaia, de origem chinesa, conta a história de Li Lan, que mergulha no assombroso mundo existente atrás das cortinas da morte, povoado por fantasmas, antepassados e seres não-humanos. Um deles será uma espécie de protetor em sua jornada, mais tarde se revelando como... ora. Quem sabe o que tem do outro lado antes de chegar lá? Quem vai saber como continua sem ler o livro? :)

O Gigante Enterrado - Kazuo Ishiguro

Este não é um livro fácil de ler, tem uma prosa muito densa e trabalhada, mas é um ótimo livro, repleto de significado. Trata-se, antes de tudo, de uma fábula sobre a velhice, sobre a memória e sobre a capacidade de perdão, na qual se acompanha a jornada de um casal de idosos que se dirige à aldeia onde vive seu filho. Seres fantásticos e personagens dos livros de cavalaria dão o toque de sobrenaturalidade, mas eu vejo esse livro como algo profundamente psicológico - e aqui um aviso para quem procura uma narrativa mais leve: "O Gigante"passa longe da literatura de entretenimento. Deixem para um momento em que estiverem mais concentrados e querendo refletir. Aí, vão gostar bastante;

Réquiem Para o Navegador Solitário - Luis Cardoso

Não conhecia, comprei por impulso e não me arrependi nem um pouco. O livro do escritor timorense conta a história de Catarina, uma jovem que sai de sua casa e vai para a fazenda Sacromonte, de propriedade de um capitão dos portos de quem é, ou foi, uma espécie de noiva. Ela se envolve com questões pessoais e políticas enquanto aguarda a chegada de alguém que vem pelo mar - alguém que não é sempre a mesma pessoa, que sempre torna a partir, que sempre a deixa só, porém cada vez mais sólida e madura. Não se trata de uma história contada de modo linear e convencional, a prosa do autor é fantástica, conferindo ao livro um tom de luz e sombra que fascina quem o ler. Vale a pena.

Elantris - Brandon Sanderson

Eu comecei o ano convicta de que leria "Mistborn", de que ouço falar tão bem. Mas é um livro grosso, que está bem bonitinho lá na estante; eu costumo ler no Kindle do celular, e lá tinha esse livro. O cenário é uma cidade que perdeu a Magia e cujos moradores começaram a ser atacados por uma estranha doença, que os obrigava a se retirar e viver em um lugar tenebroso; os protagonistas são um casal de príncipes, prometidos um ao outro, que têm de fazer as coisas acontecerem em meio ao drama pessoal e ao caos político. Embora tenha achado que alguns problemas se resolviam facilmente demais, o livro me agradou pela construção do universo, pela capacidade do autor de nos fazer enxergar os lugares descritos e pelo tratamento que dá à Magia. Mais uma razão para eu me lançar à leitura de "Mistborn" qualquer hora dessas.

O Pomar das Almas Perdidas - Nadifa Mohamed

A autora somali conta as histórias entrelaçadas de três mulheres em meio à ditadura militar, nos anos 1980: Deqo, uma menina num campo de refugiados, Kawsar, uma viúva que se vê presa e agredida por uma soldado, e Filsan, sua agressora, que busca provar seu valor em meio aos colegas e superiores homens, mas irá se transformar ao longo de suas vivências. É um livro forte, com imagens fortes e posicionamentos claros; é uma obra sensível e bem escrita. Boa para ler nos dias de hoje.

Como Deus Manda - Niccolò Ammaniti

Outra obra comprada por impulso, numa banca de rua. A capa diz que ganhou um prêmio literário, e acho que mereceu: a prosa é muito boa e a história é bem construída, com destaque para os personagens Rino (pai) e Cristiano (filho), que se amam e se odeiam em meio a um ambiente de pobreza, violência e desencanto quanto à vida e ao futuro. Para quem gosta de histórias mais cruas.

A Bibliotecária de Auschwitz - Antonio G. Iturbe

Eu quase não sou suspeita, pois sou bibliotecária, mas acho que muitos de vocês conhecem e gostam deste livro. Baseado em fatos reais, conta a história da adolescente Dita, uma das prisioneiras no campo de concentração de Auschwitz, que detinha a importante missão de esconder e proteger os poucos e velhos livros disponíveis para os prisioneiros. Juntamente com Fredy Hirsch, um dos líderes do campo, ela era responsável por manter acesa a chama da curiosidade, do amor à leitura e às histórias - a chama da esperança. É um livro habilmente escrito e com uma bela mensagem.

Índice Médio de Felicidade - David Machado

Num texto fluido e objetivo - mas nem por isso raso - o livro conta a história de Daniel, que está desempregado, longe da mulher e dos filhos e às voltas com amigos tão próximos quanto excêntricos. Um está preso, e seu filho vem se metendo em problemas; outro nunca sai de casa, mas de lá mesmo criou uma rede social cujo objetivo, bastante vago, é de ajudar as pessoas que precisam, em qualquer lugar, a fazer qualquer coisa. A oportunidade de finalmente fazer isso representa uma virada na vida de Daniel. Não achei maravilhoso, mas vale a pena ler e conhecer o trabalho de David Machado, tido como um dos melhores autores portugueses contemporâneos.

*****

Bom, Pessoas, é isso aí. Já conheciam os livros acima? Não todos, aposto. Dos que conheciam, o que acharam? E dos que nunca tinham ouvido falar, ficaram com vontade de ler algum?

Compartilhem suas impressões. E até breve!

terça-feira, dezembro 27, 2016

Leituras mais Legais de 2016 - 5 Livros Nacionais



Pessoas Queridas,

Como já é tradição aqui na Estante Mágica, vou dar uma palhinha sobre as leituras mais legais deste ano. As indicações são fruto de um cruzamento entre meu gosto pessoal - ou seja, o prazer puro e simples que essas obras me proporcionaram - e o reconhecimento de qualidades literárias dos mais diversos tipos: boa pesquisa, cenário interessante, boa imersão na psicologia dos personagens, estrutura narrativa consistente e por aí vai. Não quer dizer que não tenha havido outros livros igualmente ótimos, mas estes cinco estão no topo da lista de leituras, no que se refere a autores brasileiros.

Vamos lá?


- O Esplendor - Alexey Dodsworth

O primeiro livro da lista, e meu favorito de 2016 entre os nacionais, se passa num planeta chamado Aphriké, iluminado por vários sóis e habitado por uma raça com altas qualidades telepáticas. Num momento de grande comoção, um menino, nascido diferente dos outros, terá de se envolver com bárbaros e rebeldes para descobrir a verdade sobre seu universo. A trama é complexa e envolvente, e a escrita e os diálogos são tão fluidos que o livrão de mais de 400 páginas se escoa sem que a gente perceba. Nomes e detalhes culturais são inspirados na cultura e na mitologia da África, o que transporta você para uma estética e referências relativamente pouco exploradas por aqui (outro autor que faz isso muito bem é João Beraldo, que este ano lançou "Último Refúgio", misturando África e Ásia de forma saborosa; quem não conhece, procure conhecer!).

Voltando a "O Esplendor": por meio de uma sacada genial de construção narrativa, este livro é ao mesmo tempo a prequel e uma sequência de "Dezoito de Escorpião", outra obra do Alexey, que eu considero um dos melhores nomes da literatura fantástica brasileira no momento. No finzinho do ano tive ainda o prazer de ler seu e-book "Glamour", com outra temática, mas muito bom também. Recomendo sem restrições o trabalho do autor.

- Luxúria - Fernando Bonassi

Este é um livro agridoce. Trata de uma família chefiada por um metalúrgico que, por um breve período de vacas gordas na economia, experimentou uma alta no poder aquisitivo e uma ligeira ascensão social. O homem decide então proporcionar um item de luxo à família - uma piscina - sem atentar, pelo menos a princípio, na disfunção das relações familiares, no deterioramento da ética do trabalho, na inversão dos valores socioculturais, quando tudo se resume a ostentação e consumo. As coisas se tornam cada vez mais sufocantes para todos os personagens, o que é potencializado pela extrema habilidade narrativa e descritiva do autor. É uma denúncia, uma crítica, mas sobretudo uma crônica realista e desencantada dos tempos que vivemos.

- Metrópole : despertar - Melissa de Sá

Primeiro volume de uma série de distopia para jovens e adultos, este livro conta a história de Andrella, criada segundo os padrões de uma sociedade em que as pessoas têm de ser absolutamente perfeitas em seus resultados escolares e profissionais. Um acontecimento repentino envolvendo o tio que a criou faz com que a garota se veja subitamente em meio a um cenário impactante, porém oculto por uma pesada rede de intrigas e mentiras. Nada é o que parece, e Andrella talvez não seja o que sempre acreditou ser.

O livro apresenta uma trama bem amarrada e cenário convincente, porém o que mais se destaca é a habilidade literária de Melissa de Sá. Sua escrita, já conhecida por alguns contos, inclusive os das coletâneas "Excalibur" e "Medieval", se destaca dentre a de outros autores surgidos nos últimos anos, que criam cenários interessantes e contam histórias de forma eficiente, mas cujos textos não levam o leitor a um mergulho mais profundo em sensações ou reflexões. Melissa de Sá, ao contrário, evoca imagens com suas palavras, confere textura e volume ao que em muitos outros autores parece bidimensional. Vale a pena conhecer seu trabalho.

- Le Chevalier e a Exposição Universal - A. Z. Cordenonsi

Este livro faz parte de um universo que já rendeu contos, quadrinhos e ainda renderá muito mais, graças à habilidade de pesquisa e criatividade do autor. De estética steampunk, voltado principalmente para o público jovem, faz pensar em várias referências, desde a série "His Dark Materials" de Philip Pullman (no Brasil, "Fronteiras do Universo") até os livros de aventuras de Júlio Verne (que aliás é um personagem importante da obra), os romances de Dickens, os contos de mistério de Sherlock Holmes, contos de robô de Asimov e os quadrinhos do Tintim. No primeiro livro da série, um espião conhecido como Le Chevalier e seu auxiliar tomam a seu cargo a missão de desvendar uma conspiração internacional, ligada à grande Exposição Universal em Paris -- e aí acontece de tudo, intrigas, fugas desabaladas, ajudas inesperadas, perseguições... Tudo que se poderia esperar de um bom livro de entretenimento, ancorado numa sólida pesquisa, que para mim é um dos pontos fortes do trabalho do André. Aliás, tudo isso ficaria bem legal num filme também. :)


- Do Osso ao Pó - Júlio Menezes

Minha última leitura nacional do ano, valeu muito a pena. Já de cara o estilo do autor me fez lembrar aqueles livros da série "Cantadas Literárias", que saiu nos anos 80 pela Brasiliense (onde foram publicados "Porcos com Asas" e "Fliperama Sem Creme", entre outros), e a história que começou de um jeito meio casual rapidamente se adensou de um jeito que me fez ficar grudada no livro até acabar. A histórica contada aqui é a de Eduardo, um cara de classe média, apaixonado de um jeito estranho por uma amiga de escola, Aninha. Entre as idas e vindas com ela, Edu sempre se envolve com as mulheres erradas, com os amigos errados, com as coisas erradas. A narrativa vai e vem no tempo, revelando um cara que até o fim não me pareceu intrinsecamente mau, mas que, com suas fraquezas e obsessões -- ele acha, por exemplo, que pode causar a morte de alguém, bastando desejá-la --, vai se afundando cada vez mais num poço, sem possibilidade de volta. A construção tanto dele quanto dos outros personagens é impagável, e a escrita é saborosa, destacando as "dicas" meio marotas, meio melancólicas que Edu vai deixando acerca da vida, do amor e da inevitabilidade do fim. Realmente adorei conhecer o trabalho do Júlio Menezes.


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Bom, Pessoas Queridas, estas são minhas recomendações de nacionais. E vocês, o que sugerem? Deixem aqui algumas dicas para eu ler no ano que vem.

Até breve, com a lista de estrangeiros!

quarta-feira, dezembro 14, 2016

Exposição "Saint-Hilaire e as Paisagens Brasileiras" na Biblioteca Nacional


Pessoas Queridas,

De hoje até o final de fevereiro, a Biblioteca Nacional abriga esta mostra com curadoria de servidores da casa, coordenados por mim. Estão todos convidados a nos prestigiar!

Com sua grande diversidade de fauna e flora, rios caudalosos e matas impenetráveis, o território brasileiro sempre foi visto com fascínio pelos cientistas estrangeiros. Suas jornadas pelo país tiveram como resultado não apenas a descoberta e o conhecimento de novas espécies, mas também saborosos relatos sobre o Brasil e seus habitantes.

Auguste de Saint-Hilaire esteve no país entre 1816 e 1822, financiado pelo governo da França, que, como outros Estados europeus, contava com os cientistas para obter informações sobre o Novo Mundo e encontrar a melhor forma de explorar seus recursos naturais. Durante sua viagem, o botânico recolheu cerca de 30.000 amostras de mais de 6.000 espécies vegetais, que descreveu e catalogou em seus cadernos de campo. Também escreveu sobre os lugares que visitou, com observações detalhadas que, ao se referir à sociedade e aos costumes brasileiros, por vezes assumiam o tom de crítica.

As espécies descritas por Saint-Hilaire se encontram nos três volumes ilustrados da Flora Brasiliae Meridionalis, publicados após seu retorno à França. As paisagens que visitou, contudo, não foram retratadas ao longo de suas expedições; edições posteriores seriam ilustradas com trabalhos de artistas como Jean-Baptiste Debret e Hercule Florence.

Nesta exposição, que comemora o 200º aniversário de sua chegada ao Brasil, o itinerário percorrido pelo naturalista é revisitado através de uma fusão de textos e imagens. Densas florestas, campos gerais com araucárias, o distrito diamantino, índios, tropeiros e gaúchos saltam dos relatos escritos por Saint-Hilaire e ganham forma através das gravuras e desenhos produzidos por outros artistas, alguns dos quais no âmbito de expedições que seguiram o mesmo trajeto, como a de Carl von Martius e a do príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied.

Buscamos, assim, contribuir para que a obra de Auguste de Saint-Hilaire, hoje esquecido ou desconhecido por muitos, alcance a devida dimensão aos olhos de nossos visitantes.

quarta-feira, outubro 05, 2016

Videoentrevista no canal da Kássia Monteiro


Pessoas Queridas,

Dias atrás fui entrevistada pela escritora Kássia Monteiro, autora de "Soberana", um livro superlegal também publicado pela Editora Draco. Falo sobre meu trabalho, personagens, mercado editorial e o ofício da escrita, entre outros assuntos.

Se quiserem conferir, basta clicar aqui.

E, para conhecer o livro da Kássia, o link da sorte é este.

domingo, julho 03, 2016

Medieval : contos de uma era fantástica


Pessoas Queridas,

É com grande orgulho que anuncio a pré-venda de uma coletânea que organizei juntamente com o Eduardo Kasse, autor da série Tempos de Sangue e, mais que um parceiro literário, um grande amigo que eu espero conservar pela vida toda.

Nesta "Medieval" nós quisemos resgatar a tradição da fantasia histórica, distanciando-a um pouco do que hoje conhecemos como alta fantasia -- a obra de Tolkien, por exemplo -- e a ambientando na Idade Média do nosso universo, inclusive no que se refere ao imaginário próprio de cada local visitado. Isso porque não nos limitamos à Europa; alguns autores excursionaram pelo mundo islâmico e por várias terras do Oriente, fazendo deste um livro surpreendente pela diversidade e riqueza das narrativas.

Em breve, no blog da Draco, esperamos compartilhar os depoimentos de alguns autores sobre o processo de criação desses textos. Eu também falarei do meu, que ganhou até mesmo uma ilustração exclusiva. Por ora, ficam aqui a belíssima capa do Erick Sama, inspirada em livros medievais, e o link da pré-venda no site da editora.

Que sua imaginação viaje, seja num drakkar, num tapete mágico, num corcel de batalha -- ou simplesmente nas páginas deste livro!

sábado, junho 25, 2016

A Trilogia Athelgard : Memórias e Expectativas



A Fonte Âmbar está em pré-venda.

Isso quer dizer que o livro foi para a gráfica: não tem mais volta. Para mudar uma vírgula que seja, só na próxima impressão. Isso me deixa ao mesmo tempo feliz, ansiosa e cheia de expectativas, porque chegar ao fim de uma trilogia é algo muito especial. E eu quero partilhar essa experiência com vocês.

Os livros que compõem essa primeira trilogia de Athelgard já tinham versões completas antes de encontrar seu lar na Editora Draco. No entanto, cada um deles passou por um intenso processo de reescrita, feito com a ajuda do Erick Sama, da Allana Dilene, de vários leitores beta e – no caso do primeiro e do segundo – de muitas dentre as centenas de pessoas que leram e opinaram sobre os livros já lançados.

Leia o artigo completo no blog da Draco. Aposto que você também vai embarcar nessa aventura!

sábado, junho 11, 2016

#EspalheFantasia : Cinco Séries Nacionais de Fantasia



Pessoas Queridas,

Hoje é dia de espalhar fantasia pelas redes. Ou melhor, pelo Brasil afora!

Vários autores, blogueiros e leitores envolvidos com o gênero vão fazer postagens ao longo do dia, e cada um irá sugerir cinco séries de fantasia publicadas no Brasil. Podem ser de autores estrangeiros, nacionais ou uma mistura de ambos.

No meu caso, optei por séries nacionais: a minha e as de outros quatro autores da Editora Draco. Para quem ainda não conhece, ela é sediada em São Paulo e, em poucos anos, cresceu em proporções incríveis dentro do gênero fantástico, além de ter uma importante produção de quadrinhos. É também responsável pela maior coleção de contos em e-book publicada no Brasil, a Contos do Dragão.

A Draco publica coletâneas, livros solo e séries de fantasia. Aqui vão algumas delas. Espero que gostem!

Série Athelgard Ana Lúcia Merege

Athelgard é um universo construído sobre referências de várias mitologias e várias culturas, dentre as quais se destacam a nórdica, a celta e a dos nativos americanos. Tem uma ambientação medieval, mas cheia de nuances de acordo com o local e a época em que se passam as histórias.

Ainda tenho muitas para contar, mas a primeira trilogia de Athelgard gira em torno do casal Anna de Bryke e Kieran de Scyllix, que são professores na Escola de Artes Mágicas, sediada no Castelo das Águias. Ali, a concentração, a expertise, o poder criador necessários ao artista são o ponto de partida para desenvolver o Dom da Magia. Os livros são O Castelo das ÁguiasA Ilha dos Ossos e A Fonte Âmbar, que se encontra em pré-venda. A série já rendeu também uma prequel, o infantojuvenil Anna e a Trilha Secreta, além de vários contos e novelas publicados na série Contos do Dragão. Outros estão disponíveis no blog do Castelo, que traz muitas informações sobre o universo e seus personagens. Espero que vocês passem por lá!

Série Um Toque de Morte/Um Beijo de MorteLuiza Salazar

Com cenas ágeis, personagens cativantes e escrita fluente, a eletrizante série de Luiza Salazar tem como protagonista a jovem Kat, a qual possui estranhas tatuagens nas mãos e um dom que à primeira vista parece uma maldição: ela mata as pessoas que toca. E faz disso seu meio de vida, como mercenária. Duas organizações misteriosas disputam seus serviços e lealdade; quando faz sua escolha, ela é submetida a um severo treinamento que, além de fortalecê-la, acaba por revelar muito sobre seu poder e sua afiliação a uma poderosa estirpe mágica. Um Toque de Morte e Um Beijo de Morte foram os dois livros lançados até agora e fecham bem a história de Kat, de forma que não sei se a série irá prosseguir ou se continuará como duologia.

Série EspelhoKaren Alvares

Essa de fato é uma duologia, e, assim como a minha série e a de Luiza, pode entrar na famosa categoria YA – livros para jovens adultos. No entanto, assim como as outras duas, pode agradar a leitores adultos também. Karen conta com mestria a história de Megan, uma jovem brasileira que vive com o pai e a irmãzinha e tem o simpático Daniel como melhor (e praticamente único) amigo. O mundo de Megan vira de ponta-cabeça quando ela se olha no espelho e, em seu interior, vislumbra a si mesma – ou uma cópia de si mesma – vivendo uma vida alternativa, que em princípio parece ser melhor do que a sua, mas que logo vem a revelar seus aspectos sombrios. O embate entre Megan e sua aparente “gêmea do Mal” Megami rende muitos sustos, muita tensão, algumas risadas e até algumas lágrimas ao longo dos dois livros: Inverso, lançado na Bienal do Rio em 2015, e Reverso, atualmente em pré-venda pela Editora Draco.

Série Reinos EternosJoão Beraldo

Essa série é ambientada em um universo construído pelo autor a partir de referências variadas, tais como os grandes reinos da África, as tradições da Índia e a mitologia do Extremo Oriente. Tudo isso é revestido numa roupagem própria e apresentado ao leitor através de descrições vívidas, cenas de ação muito bem construídas e diálogos ágeis. Os livros Império de Diamante e Último Refúgio, este ainda em pré-venda, são independentes entre si, mas têm como personagem de ligação o mercenário Rais Kasim, proveniente de Myambe (um reino semelhante à África) que entra e sai de muitas encrencas usando uma combinação de força, destreza, inteligência e grande dose de bom senso. Estou muito curiosa para ver onde os próximos livros o levarão.

Série Tempos de SangueEduardo Kasse

Esta é uma série para quem gosta de fantasia medieval com todos os esses possíveis: sangue, sexo, suor e sujeira. Isso dito no melhor sentido! Ambientada em vários lugares da Europa, principalmente a Inglaterra, a série de Eduardo Kasse tem como personagem principal o sarcástico Harold Stonecross, que foi transformado em imortal pelo poder de um deus e cujas aventuras têm como pano de fundo os acontecimentos históricos, políticos e sociais da Idade Média. Em seu caminho estão papas, bispos, reis, condes, xerifes e magistrados locais, além de outros imortais de diferentes proveniências e personalidades e, é claro, da impagável gente camponesa, cuja vida cotidiana é retratada com realismo, crueza e humor.

Os livros já lançados são O Andarilho das Sombras, Deuses Esquecidos, Guerras Eternas e O Despertar da Fúria. No fim do ano teremos o último volume. A série conta ainda com vários contos publicados em e-book pela Contos do Dragão.

Bom, essas são minhas indicações de séries. Espero que vocês tenham gostado, se não de todas, ao menos de algumas. E que partilhem suas impressões caso as tenham lido ou venham a ler.

Para completar, deixo aqui a lista de blogs, autores e leitores que participam da campanha, cada um com indicações mais legais que as outras. Não deixem de conferir!

Abraços e até a próxima!


quarta-feira, junho 08, 2016

A Fonte Âmbar em Pré-Venda!


Pessoas Queridas,

Meu editor, Erick Sama, me surpreendeu hoje com a notícia mais incrível. A Fonte Âmbar já está em pré-venda!

Esse é um livro especial, não apenas por concluir a trilogia - sim, vai haver mais histórias em Athelgard, mas um arco está sendo fechado! - mas também por eu estar experimentando aqui várias coisas que ainda não tinha feito do ponto de vista da construção literária. Há vários narradores além de Anna e Kieran, e as diferenças entre os pontos de vista podem levar um herói a ser descrito como um vilão e vice-versa. Há um gancho para uma futura série que eu torço imensamente para as pessoas gostarem. Enfim, há muito aqui em jogo, muito para me deixar em grande expectativa. Tomara que a reação dos leitores seja positiva!

Se vocês quiserem comprar o livro, ou só dar uma olhada na sinopse por enquanto, basta acessar o link no site da Editora Draco. Se quiserem conhecer mais sobre o universo, personagens, ler contos inteiramente gratuitos, basta visitar o blog do Castelo.

Espero compartilhar esta e muitas histórias com vocês!