Pessoas Queridas,
Acabou a Bienal, e meus olhos já estão abertos pra outra emoção!
Nos dias 13 e 14 (sexta e sábado) realizaremos a segunda edição da Feira de Literatura Fantástica na Biblioteca Parque de Niterói. A programação está incrível, como vocês podem conferir neste link do Fantasia Brasil. E parece que os deuses do tempo vão nos ajudar: sábado, ao que tudo indica, teremos swordplay, para todas as idades!
Bora pro nosso lado da poça!
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quarta-feira, setembro 11, 2019
Feira de Literatura Fantástica - 13 e 14 de Setembro na Biblioteca Parque de Niterói
sábado, agosto 03, 2019
Contos Novos no Ar!
Pessoas Queridas,
Foram-se as férias, e agora entramos firmes e fortes no segundo semestre do ano.
Tenho muitos eventos programados, e aos poucos falarei deles, para convidar e para contar como foi. Por ora, fico feliz por anunciar que a campanha dos Duendes foi um sucesso, e que, enquanto esperamos pelo livro, há mais contos meus no ar esperando para ser lidos. "No ar", literalmente, pois são todos e-books ou PDFs. Querem conhecê-los?
"Ainda Centauros", bem curtinho, saiu em e-book por uma iniciativa da Casa Fantástica -- por sinal, o evento em Paraty foi ótimo -- e pode ser lido de graça na Amazon, clicando aqui.
"Cybermadrinha" foi republicado no primeiro número da revista Literomancia, e o PDF vocês baixam também de graça aqui.
Por fim, "O Touro Vermelho" foi selecionado entre cerca de 200 contos para integrar o segundo número da revista A Taverna e está à venda pela Amazon. Para adquiri-lo, cliquem aqui.
O ano ainda trará algumas surpresas -- com sorte, mais do que eu espero -- mas, por ora, torço para que leiam e gostem desses continhos. E quem ler, por favor, não deixe de avaliar, de comentar, de ao menos me contar... Seu feedback é da maior importância!
Até breve, com mais novidades!
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quarta-feira, julho 10, 2019
Arthur Rackham, Artista do Mundo Feérico
Pessoas Queridas,
Arthur Rackham deixou um incrível legado que inspirou muitos artistas plásticos e escritores. Desejamos que inspire também os leitores de Duendes, razão pela qual utilizamos suas ilustrações, hoje em domínio público, na arte das nossas recompensas. Por enquanto, quem adquirir a coletânea através do Catarse irá receber um postal e um marcador, mas esse brinde será duplicado tão logo a campanha atinja a meta estendida de R$ 8.000,00. E esse é só o primeiro dos nossos potes de ouro!
Vem com a gente?
Venho compartilhar um pouco sobre o trabalho de Arthur Rackham, cuja arte será reproduzida nos marcadores e postais da coletânea Duendes: contos sombrios de reinos invisíveis.
Rackham (1867 – 1939) nasceu em Londres, numa família com doze filhos. Segundo seu biógrafo, Derek Hudson, era apaixonado por desenho desde criança e escondia papel e lápis sob as cobertas; quando sua mãe confiscava o papel, desenhava na fronha do travesseiro (eu queria ter visto esses desenhos).
Aos 18 anos o jovem Rackham começou a trabalhar como escriturário e, ao mesmo tempo, a estudar e praticar na Lambeth School of Art. Em 1892 deixou o escritório e passou a trabalhar como repórter e ilustrador no jornal The Westminster Budget, mas os desenhos que realizava para eles eram muito convencionais. Assim, voltou seu interesse para os livros ilustrados, onde tinha mais liberdade criativa. Sua primeira ilustração em livro foi publicada num guia dos Estados Unidos e Canadá, chamada To the Other Side, em 1893. Tempos depois, trabalhou em The Ingoldsby Legends (1898) e Tales from Shakespeare (1889), considerados dois dos mais importantes livros ilustrados daquela época.
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| Ilustração de The Ingoldsby Legends |
A consagração de Arthur Rackham como ilustrador se deu com a publicação da primeira edição de The Fairy Tales of the Brothers Grimm, em 1900. O livro foi um sucesso, várias vezes reeditado, e apenas um dos muitos que ilustrou com temas ligados aos contos de fadas. Segundo o artista, seu sucesso se devia ao profundo conhecimento dos contos e do imaginário associado – e a verdade é que seus melhores e mais conhecidos trabalhos seguem a temática feérica, ou se referem à literatura para crianças e jovens com um pé na fantasia, como Peter Pan (o autor J. M. Barrie contratou Rackham para ilustrar Peter Pan in Kensington Gardens, livro que saiu em 1906 e antecede a “obra canônica” Peter and Wendy, de 1911) e Alice in Wonderland (1907). Outras obras de grande sucesso foram Rip van Winkle (1905), The Romance of King Arthur (1917) e The Legend of Sleepy Hollow (1920).
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| As fadas de Rackham |
Nos anos 1920, tendo ilustrado dezenas de livros e recebido prêmios, Arthur Rackam viu suas vendas descrescerem um pouco no Reino Unido, ao mesmo tempo que sua fama se ampliava nos Estados Unidos da América. Na década seguinte sua saúde, assim como a de sua esposa, Edith, começou a declinar. Ainda assim, o artista continuou a produzir maravilhas, como uma bela edição dos contos de Andersen (1932), ilustrações para Goblin Market, de Christina Rossetti (1933) e, no mesmo ano, The Arthur Rackham Fairy Book.
O último projeto em que Rackham trabalhou teve para ele um grande valor sentimental: as ilustrações de The Wind in the Willows (escrito por Kenneth Grahame em 1908), que não pudera fazer alguns anos antes devido a outros compromissos, mas que lhe vinham sendo pedidas por pequenos leitores. A última ilustração foi concluída pouco antes da morte do artista, de câncer, em 1939. O livro foi publicado postumamente no ano seguinte.
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| O Piquenique do Toupeira e do Rato d´Agua, em The Wind in the Willows |
Arthur Rackham deixou um incrível legado que inspirou muitos artistas plásticos e escritores. Desejamos que inspire também os leitores de Duendes, razão pela qual utilizamos suas ilustrações, hoje em domínio público, na arte das nossas recompensas. Por enquanto, quem adquirir a coletânea através do Catarse irá receber um postal e um marcador, mas esse brinde será duplicado tão logo a campanha atinja a meta estendida de R$ 8.000,00. E esse é só o primeiro dos nossos potes de ouro!
Vem com a gente?
Para conhecer, apoiar e divulgar entre no site do Catarse. Agradecemos desde já por sua colaboração!
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quinta-feira, julho 04, 2019
Duendes: Contos Sombrios de Reinos Invisíveis : Catarse
Pessoas queridas,
Venho apresentar o meu novo projeto na Editora Draco. Trata-se da coletânea Duendes : contos sombrios de reinos invisíveis.
O livro reúne dez (talvez venham a ser onze!) dos melhores autores nacionais de fantasia, cujas narrativas mostram o Povo Pequeno em seu aspecto mais sinistro. Algumas são ambientadas no mundo contemporâneo, outras se inspiram em histórias tradicionais de várias culturas: a britânica, a eslava, a japonesa, a latino-americana e, claro, a brasileira. Muito mais do que simplesmente histórias bem contadas, trazemos um sólido trabalho de pesquisa em mitologia e folclore, que serviu para embasá-las e alinhavá-las.
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| A capa do livro, ainda não finalizada. Não está ficando o máximo? |
Teço esta rede com minha experiência de vários anos pesquisando de mitos e contos de fadas. Os fios se estenderam pelas mãos de Aya Imaeda, Cristina Pezel, Daniel Folador Rossi, Diego Guerra, Isa Próspero, Luiz Felipe Vasques, Sid Castro, Silas Chosen e Simone Saueressig (se atingirmos as metas extras, haverá mais um – surpresa!).
Para incrementar a pré-venda, a Editora Draco deu início a uma campanha no Catarse, através da qual a obra pode ser adquirida com desconto, brindes, como postais e marcadores de página, e ainda em conjunto com os outros livros de fantasia da editora, tais como as demais coletâneas organizadas por mim: Excalibur, Medieval (coorganizada com Eduardo Kasse e Prêmio Argos de Ficção Fantástica em 2017) e Magos (Prêmio Argos de 2018).
Se você curtiu a ideia, não hesite: dê um passo à frente, acesse o link do Catarse. Se não é muito fã de duendes e folclore, ou de fantasia sombria, tudo bem – mas ficaremos muito gratos se compartilhar o link, esta postagem ou os nossos posts em redes sociais.
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quarta-feira, setembro 19, 2018
Mediação e Literatura Fantástica na Biblioteca Parque
Pessoas Queridas,
Depois do nosso encontro com Verne e Wells, voltarei à Biblioteca Parque no dia 21 de setembro para bater um papo sobre Literatura Fantástica com mediadores de leitura e interessados em geral.
Além de debater a respeito do gênero, sua origem, desenvolvimento e relação com mitos, contos de fadas e a literatura infantojuvenil, vamos falar um pouco sobre as sagas como Harry Potter, Percy Jackson, O Senhor dos Anéis, o porquê de elas terem despertado tantos jovens para o prazer da leitura e como podemos trabalhar no sentido de incentivá-los e de ampliar seus horizontes.
A Biblioteca Parque fica na Praça da República s/n, Centro, pertinho do Shoping Niterói. Apareçam!
Depois do nosso encontro com Verne e Wells, voltarei à Biblioteca Parque no dia 21 de setembro para bater um papo sobre Literatura Fantástica com mediadores de leitura e interessados em geral.
Além de debater a respeito do gênero, sua origem, desenvolvimento e relação com mitos, contos de fadas e a literatura infantojuvenil, vamos falar um pouco sobre as sagas como Harry Potter, Percy Jackson, O Senhor dos Anéis, o porquê de elas terem despertado tantos jovens para o prazer da leitura e como podemos trabalhar no sentido de incentivá-los e de ampliar seus horizontes.
A Biblioteca Parque fica na Praça da República s/n, Centro, pertinho do Shoping Niterói. Apareçam!
sexta-feira, julho 06, 2018
A Quinta Feira Medieval da Quinta
Pessoas Queridas,
Mais uma vez estarei na Feira Medieval na Quinta da Boa Vista (a quinta edição da Feira!). Será no domingo, dia 8 de julho, das 10 às 18 h. Levarei os livros de Athelgard e as coletâneas "Magos", "Medieval" e "Excalibur", e vou autografar a coletânea "Histórias Fantásticas do Guardião", de que participei a convite dos editores. Também está prevista uma minipalestra sobre as raízes medievais da Literatura Fantástica e o sorteio de um exemplar de "Medieval".
Apareçam, vai ser mágico!
quarta-feira, janeiro 10, 2018
Sobre meu conto em Girl Power
Quando a Fernanda Chazan me convidou para participar de uma coletânea sobre garotas empoderadas, a primeira história que comecei a escrever foi a das gêmeas de Cartago, Nikka e Jeza. Acabou ficando grande demais para um conto, agora a ideia é que seja uma série de vários livros... mas isso é outra história.
O que eu quero dizer é que a história que acabei escrevendo se passa no universo Terra Sem Males, que apareceu pela primeira vez na coletânea Dimensões BR da Ed. Andross, teve um segundo conto publicado na coletânea A Guerra dos Muitos Mundos, organizada pela Rita Maria Felix, e agora ressurge aqui. Neles vocês reencontrarão o casal Victor e Fiona apoiando a jovem protagonista Manuela, que se mete em apuros com uma tribo de duendes conhecidos como O Povo do Pesadelo. A história se passa aqui na serra fluminense e o povo duende tem um jeitão de tribo de índios brasileiros - e a ideia de criá-los é tão antiga quanto os personagens em quem se inspirou, como esses aí embaixo, Rool e Franjean, membros da tribo de brownies de "Willow na Terra da Magia" (1988).
Espero que vocês curtam e apoiem o nosso projeto. Ele sai amanhã, e terá sua renda destinada a uma ONG que dá suporte a crianças e jovens vítimas de violência.
E espero também que gostem do conto. Com um bom feedback, quem sabe eu me animo a escrever mais sobre a Terra Sem Males e as suas tribos do lado de lá da cachoeira?
sábado, dezembro 30, 2017
Melhores Leituras em 2017: Cinco Romances e Cinco Contistas Nacionais
Pessoas Queridas,
Continuando na mesma tradição que motivou o post anterior, aqui vão os livros nacionais que mais me agradaram ao longo de 2017. Com um adendo: grande parte das minhas leituras de autores nacionais se deu por meio dos contos que publicaram na Amazon, alguns deles solo; então também vou citar alguns contistas que se destacaram, a meu ver, por diferentes razões. Vamos lá?
CINCO ROMANCES
O Segredo do Kelpie, de Aya Imaeda.
Esse livro conquistou meu coração desde as primeiras páginas. Aya Imaeda trabalha com uma criatura que eu nunca tinha visto aparecer em livros nacionais, e o faz com um à-vontade que deriva de uma excelente pesquisa. Combinada a uma grande habilidade para contar histórias, este romance para jovens e adultos vai proporcionar um inesquecível passeio pela Escócia do século XIX, com seus campos verdes, seu folclore – várias criaturas aparecem além do kelpie, todas elas apresentadas com mestria! -- e um punhado de escoceses teimosos e resmungões. Indicadíssimo!
O Romance do Horto, de António Corvo.
Os amantes da literatura medieval não podem perder este livro! Trata-se de uma história saborosíssima, que se entrelaça com várias narrativas daquela época – crônicas de reis, canções de gesta, coleções de contos como o Decamerão – e ecoa em outras, mais contemporâneas, tecendo uma trama rica e sofisticada. Não farei comparações com Umberto Eco nem com Saramago; o prazer que tive com este livro foi único, e eu o recomendo a quem quer que esteja disposto a desfrutar de uma boa história à moda das narrativas do medievo, sem pressa e com atenção.
Machamba, de Gisele Mirabai.
Só depois de ter lido e favoritado vim a perceber que esse e-book venceu o I Prêmio Kindle de Literatura. Trata-se da história de uma brasileira que reconstrói sua vida a partir de memórias fragmentadas – daqui veio a expressão que eu adorei e adotei, porque me traduz, muito bem, “cabeça de ovo mexido” –, e seu jeito de escrever também é cheio de idas e vindas, mas eu o achei muito hábil e envolvente. Recomendo.
Guanabara Real: a Alcova da Morte, de Nikelen Witter, Enéias Tavares e A. Z. Cordenonsi.
Esta é a primeira aventura de um trio de investigadores sui generis no Brasil do final do século XIX. O cenário e a trama são interessantes, mas o que achei mais legal foi a construção dos personagens. Os três protagonistas vêm de backgrounds complicados e são frequentemente marginalizados, por razões várias; a interação entre eles e com os personagens secundários, alguns dos quais também muito bem construídos, agrega profundidade ao livro e dá vontade de prosseguir com a série.
Os Vendilhões do Templo, de Moacyr Scliar
De vez em quando eu acho alguma coisa do Moacyr que ainda não tinha lido e corro para comprar. Este livro parte da conhecida história da expulsão dos vendilhões para compor três narrativas: uma do próprio episódio bíblico – e nessa, confesso, achei o texto um pouco tedioso, confuso – e duas outras, ótimas, ambientadas no território das Missões no século XVII e numa cidade gaúcha contemporânea. Moacyr Scliar é um dos meus autores preferidos e posso dizer que este livro, no geral, não me decepcionou nos dois quesitos básicos: entretenimento e pontos para reflexão. Vale a pena conhecer.
CINCO CONTISTAS
Em se tratando dos romances, falei sobre as obras. Agora falo dos contistas -- de algumas obras em especial, mas quase sempre do conjunto da obra de alguns autores (não que não haja muitos outros) que me chamaram atenção ao longo de 2017.
Cristiano Konno fez sua estreia na coletânea Samurais X Ninjas e vem crescendo a cada novo trabalho. É um prazer acompanhar sua evolução.
Sheila Lima Wing é autora do romance Louco Amor de Fã e de vários contos em que explora questões como aceitação, tolerância e empatia, tudo escrito de um jeito simples e muito hábil.
Renan Santos é outro que cresceu a olhos vistos, um jovem autor no qual devemos prestar muita atenção. Recomendo especialmente sua novela A Canção das Sereias.
Cláudia Dugim é talvez a voz mais diferenciada que tenho lido entre os contistas nacionais. O conto-título de O Desejo de Ser Como um Rio é magistral. Quem não tiver lido ainda, faça a si mesmo/a esse favor e adquira!
Camila Fernandes, autora já consagrada (e um tanto bissexta!), decidiu este ano lançar uma coletânea chamada Contos Sombrios, que eu considero imperdível para leitores de todos os gêneros literários e em especial do fantástico.
****
Bom, pessoal, é isso. Obrigada por terem me acompanhado ou pelo menos visitado ao longo do ano. Espero que o próximo seja maravilhoso para todos, quer na Literatura, quer em outras atividades e na vida pessoal.
Abraços pra vocês e até 2018!
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quinta-feira, novembro 02, 2017
Coletânea Mitografias
Pessoas Queridas,
Como uma das várias novidades que eu espero trazer este mês, eis aqui a coletânea Mitografias, organizada pelo site do mesmo nome, para a qual tive o prazer e a honra de ser selecionada.
O tema devia ser "mitos modernos" e eu contei uma história passada no Rio de Janeiro contemporâneo. Nela, as Kothirat, deusas benfazejas da mitologia canaanita, vêm em socorro de Ana Maria, descendente de libaneses, e de seu marido, um imigrante sírio chamado Riad. Outros contos do livro trazem mitos astecas, indianos, brasileiros... Enfim, muita coisa legal!
O download é grátis, basta acessar a página clicando aqui.
Boa leitura!
Como uma das várias novidades que eu espero trazer este mês, eis aqui a coletânea Mitografias, organizada pelo site do mesmo nome, para a qual tive o prazer e a honra de ser selecionada.
O tema devia ser "mitos modernos" e eu contei uma história passada no Rio de Janeiro contemporâneo. Nela, as Kothirat, deusas benfazejas da mitologia canaanita, vêm em socorro de Ana Maria, descendente de libaneses, e de seu marido, um imigrante sírio chamado Riad. Outros contos do livro trazem mitos astecas, indianos, brasileiros... Enfim, muita coisa legal!
O download é grátis, basta acessar a página clicando aqui.
Boa leitura!
domingo, outubro 01, 2017
Dragões
Pessoas Queridas,
O mês se inicia, e este vai ser bem agitado. Na blogosfera vamos ter postagens frequentes -- no blog do Castelo, espero que diárias -- e eu pretendo não deixar passar muito tempo entre uma e outra por aqui também.
Para começar, eis um texto sobre Dragões, que escrevi para a coletânea "Bestiário", organizada por mim e Ana Cristina Rodrigues para a Editora Ornitorrinco. Espero que gostem!
Não preciso dizer que existem dragões em várias de minhas histórias, mas sua participação maior se dá em duas noveletas:O Tesouro dos Mares Gelados e O Último Dragão de Athelgard.
O mês se inicia, e este vai ser bem agitado. Na blogosfera vamos ter postagens frequentes -- no blog do Castelo, espero que diárias -- e eu pretendo não deixar passar muito tempo entre uma e outra por aqui também.
Para começar, eis um texto sobre Dragões, que escrevi para a coletânea "Bestiário", organizada por mim e Ana Cristina Rodrigues para a Editora Ornitorrinco. Espero que gostem!
O dragão é uma das criaturas mitológicas mais conhecidas em todo o mundo. As primeiras referências a ele provêm das civilizações do Crescente Fértil, como a Babilônia, onde aparece associado à deusa Tiamat. Na Índia, os Vedas, livros sagrados escritos há cerca de 3.500 anos, narram a vitória do deus solar Indra sobre um dragão-serpente de nome Vitra.
Segundo a tradição chinesa, os dragões são seres celestiais, ligados ao equilíbrio entre os elementos. Simbolizam a honra, a sabedoria e o poder – não à toa, os imperadores se diziam seus descendentes – e ocupam um papel de destaque na cultura daquele povo. Esta exerceu grande influência em outros países do Extremo Oriente, como o Japão, a Coreia e o Vietnam, onde o mito se desenvolveu de acordo com características próprias, diferentes daquelas que encontramos nos dragões ocidentais.
Na Europa, as representações mais antigas são datadas da Idade do Bronze, quando os dragões eram relacionados aos deuses e aos cultos da fertilidade. Da Grécia veio a palavra drákon, que significa tanto “dragão” como “grande serpente”. De fato, algumas criaturas mencionadas em lendas gregas são representadas ora de uma, ora de outra forma, como o dragão que vigia o tosão de ouro na lenda dos argonautas. Cila e Caríbedes, que guardavam um estreito marítimo, e a hidra derrotada por Hércules podiam aparecer como dragões ou como serpentes marinhas.
A ideia que os ocidentais costumam fazer de um dragão se baseia sobretudo nos mitos nórdicos e anglo-saxões. Para esses povos, os dragões também estavam relacionados às forças da natureza. As sagas escandinavas falam de Jormungand, a serpente que envolve o mundo com seu corpo, enquanto as lendas de Beowulf e Siegfried mostram dragões em seu conhecido papel de guardiões de tesouros. Já nas lendas arturianas, o jovem Merlin escapa da morte ao revelar a existência de dois dragões sob o terreno onde o rei Vortigern pretendia construir sua fortaleza.
Talvez pela associação entre sua imagem e a da serpente, a Idade Média enxergou no dragão uma criatura maléfica. Lendas cristãs mostram São Jorge e o arcanjo São Miguel derrotando dragões que simbolizam o demônio, antagonista das forças divinas. A literatura da época está repleta de histórias em que príncipes e heróis provam seu valor combatendo dragões, descritos como enormes lagartos cuspidores de fogo, cobertos de escamas e dotados de asas semelhantes às dos morcegos. A maioria tem quatro patas, embora existam muitas representações de wyverns, dragões com apenas duas patas traseiras além das asas. Tanto um como outro aparecem com frequência em brasões, escudos e bestiários.
Apesar da fama adquirida na Idade Média, o dragão não perdeu completamente suas qualidades de força e poder, que mais tarde seriam resgatadas pela literatura. Autores de fantasia – e não só – têm escrito sobre dragões sábios e justos, que se aliam aos humanos em combate contra as forças do Mal. E, nesse momento, mesmo os mais bondosos podem se mostrar guerreiros temíveis, capazes de vencer batalhas com um único jato de fogo.
Referências
HOULT, Janet. Dragons: their history and symbolism. Glastonbury: Gothic Image, 1987.
INGPEN, Robert, PAGE, Michael. Encyclopaedia of Things that Never Were. UK: Paper Tiger, 1985.
Bestiário Online*****
Não preciso dizer que existem dragões em várias de minhas histórias, mas sua participação maior se dá em duas noveletas:O Tesouro dos Mares Gelados e O Último Dragão de Athelgard.
domingo, abril 02, 2017
Sobre Andersen
Três nomes (que na verdade são quatro) nos vêm imediatamente à cabeça quando o assunto é conto de fadas. O de Charles Perrault, cujas Histórias da Mamãe Gansa foram um grande divisor de águas na literatura do gênero; o dos Irmãos Grimm, Jakob e Wilhelm, compiladores e divulgadores do folclore germânico; por fim, o de Hans Christian Andersen, cujas narrativas, impregnadas de emoção e lirismo, se distinguem por seu caráter autoral e muitas vezes autobiográfico.
A humildade e a tragicidade dos personagens de Andersen encontram ecos na trajetória do autor. Nascido em 1805 nos subúrbios de Odense, Dinamarca, filho de um sapateiro e de uma lavadeira, Andersen foi uma criança frágil, dotada de imaginação vívida e de uma sensibilidade que o acompanharia durante toda a sua vida. Nas autobiografias que escreveu em 1832 e 1846, ele relata sua infância pobre, falando sobre o prazer que encontrava confeccionando bonecas e fantoches e o sonho de se tornar um cantor, o qual o levaria, aos 14 anos, a embarcar rumo a Copenhagen para tentar iniciar uma carreira. Foi lá, três anos depois, que ele começou a escrever peças teatrais (todas rejeitadas por críticos e produtores) e teve a chance de receber alguma educação formal, quando Jonas Collin, um dos diretores do Teatro Real, fez dele seu protegido e o enviou a um colégio e depois à universidade. Seu padrão de vida melhorou bastante depois disso, mas Andersen jamais deixou de se queixar dos sofrimentos de sua vida pessoal, desde as constantes dores de dentes (que parecem tê-lo perseguido ao longo de toda a adolescência e idade adulta) até a incompreensão de que julgava ser vítima por parte de seus pares.
As primeiras publicações de Andersen foram um relato de viagem e alguns poemas esparsos, além da autobiografia romanceada A História de Minha Vida. Depois disso, ele se voltou para os contos, publicando, em 1935, um opúsculo que intitulou Contos Contados para Crianças e que continha, entre histórias menos conhecidas, a deliciosa A Princesa e a Ervilha. Tal como os Grimm, Andersen foi censurado pelo seu estilo, julgado demasiadamente coloquial para a época, e pela moral de alguns contos, que seriam inadequados para crianças; no entanto, o público infantil parecia adorar tanto as histórias como seu autor, e, ao ser aplaudido em locais como Londres e Weimar, Andersen se assegurou de que estava no caminho certo. Embora continuasse a escrever para adultos - uma das novelas mais conhecidas é O Improvisador, cuja ação decorre na Itália - ele publicou uma série de livros infantis, que eram lançados a cada ano perto do Natal e que incluíam tanto contos populares, ouvidos por Andersen quando criança, quanto obras autorais. A Sereiazinha, Os Sapatos Vermelhos, A Nova Roupa do Imperador, O Patinho Feio e O Rouxinol do Imperador da China são apenas alguns dos títulos que saíram de sua pena e que angariaram fama e reconhecimento para o autor.
Várias características separam os contos de Andersen da obra de Perrault ou dos Irmãos Grimm. Em primeiro lugar, ao contrário do francês e dos alemães, o dinamarquês não apenas deu uma forma ao material já existente na tradição oral e literária, mas criou suas próprias histórias; só uma minoria delas tem raízes na tradição folclórica, como parece ser o caso de O Isqueiro Mágico. Além disso, os personagens de contos de fadas costumam ser arquetípicos, dotados de uma personalidade que pouco varia de acordo com a história, ao passo que os de Andersen são complexos, refletindo as ansiedades, as contradições e as fantasias do autor, de quem, muitas vezes, funcionam como alter ego. O Patinho Feio, por exemplo, traduz a inadequação social e o desejo de reconhecimento de Andersen (um tema também presente em O Improvisador e recorrente em sua obra), enquanto o sofrimento da Karen de Os Sapatos Vermelhos, da Pequena Vendedora de Fósforos e da Sereiazinha seria, para alguns críticos, a expressão do princípio cristão de transcender a dor e renunciar às recompensas terrenas para buscar as de um outro mundo. De qualquer forma, seja naqueles contos cujo final se pode dizer infeliz, seja naqueles onde a jornada do herói ou heroína conduz à superação do obstáculo e ao sucesso, o Bem sempre acaba por triunfar contra o Mal e a adversidade, reforçando os valores éticos e morais que o próprio Andersen afirmava ser seu desejo sublinhar nas histórias.
Assim como eu, que me recuso a narrar, seja para que platéia for, A Pequena Vendedora de Fósforos (seguramente a história que, até hoje, mais me fez chorar), a consagrada escritora de fantasia e ficção científica, Úrsula K. Le Guin, declarou que "detestava as histórias de Andersen com final infeliz", mas que não conseguia deixar de retornar a elas ou pelo menos de lembrá-las. Talvez a possibilidade de redenção oferecida por esses finais seja o que atrai os leitores; ou talvez esse fascínio se deva ao estilo de Andersen, essencialmente romântico, mas ao mesmo tempo dotado de uma cor e de uma vivacidade especiais. Seja como for, ao falecer, em sua casa, em 1875, o menino pobre de Odense havia percorrido um caminho tão espetacular quanto o de seus personagens, e deixado um valioso legado: as suas histórias, sonhos tornados em palavras, que vêm povoando a mente e o coração de crianças e adultos ao longo de gerações.
quarta-feira, março 08, 2017
Por Que Conto Histórias?
Eu sempre gostei de contar histórias. Vem lá de dentro. Minha família se lembra de quando eu, pequenininha -- uns quatro anos talvez – inventava longas histórias com personagens próprios que contracenavam com outros tão inusitados quanto Mogli, Emília e os deuses da mitologia grega.
(Sim, eu tive a sorte de também ter quem me contasse e lesse histórias).
Da palavra falada para a escrita foi uma transição natural, e eu venho escrevendo desde que aprendi a fazê-lo. Mais de quarenta anos. Continuei contando também. No início acho que era apenas uma forma de extravasar pensamentos e inquietude, depois foi um jeito de afugentar demônios, hoje é tudo isso e também uma forma de eu me expressar e deixar minha mensagem para o mundo – alguma coisa que fique e se perpetue depois que eu voltar a ser poeira de estrelas.
Você, mulher que conta e escreve histórias, saiba que é herdeira de uma longa linhagem, que vem desde as avós da Pré-História, passou pelas mães e avós, camponesas, parteiras e fiandeiras. Uma linhagem que sobreviveu às fogueiras e aos espartilhos. Uma linhagem que se fez ouvir, ainda que em boa parte do tempo permanecesse invisível.
Eu conto histórias pelo prazer da partilha.
Eu escrevo pelo anseio de eternidade.
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terça-feira, agosto 09, 2016
O Grande Livro do Fogo: Meu conto na coletânea "Medieval"
Meu fascínio pelo Oriente não começou ontem. Sempre gostei de saber que tinha antepassados vindos do Líbano e do Algarve; fiz minha monografia de fim de curso sobre a influência do Islã na literatura ibérica, e desde então tenho estudado e publicado mais alguns artigos de divulgação por aí. O início dessa atração, porém, foi muito anterior: foi do tempo em que, criança, eu devorava recontos de histórias orientais, como as de Simbad e Aladim, e os livros de Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido pelo pseudônimo de Malba Tahan.
Quando o Eduardo Kasse e eu começamos a bolar a “Medieval”, não precisei pensar muito para decidir que escreveria sobre a Ibéria muçulmana. Também me veio muito rápido a ideia de fazer desse conto uma espécie de tributo a Malba Tahan, inclusive no que se referisse ao estilo de escrita. Alguns dizem que ela é datada, e eu tenho que concordar que dificilmente o autor agradaria às crianças de hoje. No entanto, ao que percebo, ele tentava emular o tipo de narrativa que se encontra em clássicos como “Calila e Dimna” (uma coleção de contos orientais, mandada traduzir pelo rei Afonso X de Castela no século XIII) e “As Mil e uma Noites” (conhecidas no Ocidente a partir da tradução de 1704, pelo francês Antoine Galland). Por isso resolvi arriscar, usando inclusive o “vós” e as mesóclises, sem falar nas hipérboles, nos adjetivos, nas invocações e nas exclamações. Se vai dar certo ou não… Bom, o futuro dirá.
Por falar em futuro, esse é, pode-se dizer, o tema central da história. Ou talvez não seja o futuro, mas o destino, que, segundo um dos meus contos favoritos de Malba Tahan, se inscreve num livro mágico, dificílimo de encontrar. Pois outra coisa que eu logo decidi foi fazer uma espécie de releitura do conto “O Livro do Destino”, aqui chamado de “O Grande Livro do Fogo”, pondo à sua procura meus personagens que, no início, deveriam ser um muçulmano, um cristão e um judeu. Logo nos primeiros rascunhos desisti dessa ideia em favor de um casal muçulmano, mais tarde convertido numa dupla de pai e filha e acrescido de um estudioso que representa os muitos eruditos cordobeses. Por meio dele não faltaram menções a personagens e fatos da época, nem, é claro, à grande biblioteca que funcionou vários anos sob a supervisão de uma mulher notável, Lubna de Córdoba.
Além desse enquadramento histórico, eu decidi usar os elementos mais emblemáticos das histórias de sabor islâmico, tais como os gênios e os tapetes voadores. Também temos doces muito doces, turbantes, babuchas e um pai cujo maior anseio é ver sua filha bem casada. Só faltaram os camelos (mas acho que mesmo assim eles são citados em algum lugar). E, em meio ao clima de “Sessão da Tarde” que eu tentei dar à segunda parte do conto, há espaço para um pouco de humor e também um tiquinho de melodrama.
A ilustração que acompanha este post foi feita a meu pedido pelo escritor, professor e artista plástico Vilson Gonçalves. Nela se podem ver nossos três heróis partindo rumo à aventura, acompanhados por ninguém menos que… uma águia dourada. Não fui eu que pedi para ela estar ali. Talvez tenha fugido de algum outro livro, onde tem uma contadora de histórias que não é a Sherazade… ;)
Enfim, espero que os leitores de “Medieval” curtam bastante a viagem nesse tapete mágico. E pensem bem no que desejam para o futuro. Quem sabe um dia surge a oportunidade de acrescentar palavras às páginas do Grande Livro do Fogo?
Medieval está à venda na Amazon e no site da Editora Draco. Em breve teremos também a versão digital, compatível com vários leitores de e-book.
segunda-feira, agosto 01, 2016
Feliz Imbolc
Pessoas Queridas,
Apesar da minha espirituosidade-não-exatamente-religiosa se identificar mais com os nativos americanos, eu acho muito legal o conceito da Roda do Ano usada pelos praticantes de Wicca.
Hoje, para os que vivem no Hemisfério Sul, é comemorado o Imbolc, ou Candlemas, que celebra o despertar do Sol e o poder da Terra, e eu espero que seja também um momento de despertar e de entrar em ação - de uma maneira positiva - para todos nós que procuramos fazer do Planeta Azul um lugar melhor de se viver.
Tudo de bom neste mês de agosto!
sexta-feira, julho 15, 2016
Cabuloso Cast 172 : Muito Além da Jornada do Herói
Pessoas Queridas,
Esta semana foi ao ar o Episódio 172 do Cabuloso Cast, onde, com a mediação do Lucien, o Bibliotecário, discuti a Jornada do Herói com Pablo de Assis e Ivan Mizanzuk.
A gravação foi feita há um bom tempo e, claro, teve bastante edição. Ouvindo de novo, fiquei agradavelmente surpresa por perceber que tem muita informação ali, um conteúdo que realmente pode interessar a escritores, pesquisadores e todos os que curtem o assunto. Falamos das limitações da Jornada do Herói, de suas vantagens em alguns casos, de sua aplicação a histórias do Oriente e da África (talvez por isso boa parte da trilha sonora é de O Rei Leão !), da ideia de "história única" sobre a qual nos alertou Chimamanda Ngozi Adichie, de diversidade, representatividade e muito mais.
Se vocês quiserem ouvir, acho que serão duas horas bem empregadas. ;)
domingo, julho 03, 2016
Medieval : contos de uma era fantástica
Pessoas Queridas,
É com grande orgulho que anuncio a pré-venda de uma coletânea que organizei juntamente com o Eduardo Kasse, autor da série Tempos de Sangue e, mais que um parceiro literário, um grande amigo que eu espero conservar pela vida toda.
Nesta "Medieval" nós quisemos resgatar a tradição da fantasia histórica, distanciando-a um pouco do que hoje conhecemos como alta fantasia -- a obra de Tolkien, por exemplo -- e a ambientando na Idade Média do nosso universo, inclusive no que se refere ao imaginário próprio de cada local visitado. Isso porque não nos limitamos à Europa; alguns autores excursionaram pelo mundo islâmico e por várias terras do Oriente, fazendo deste um livro surpreendente pela diversidade e riqueza das narrativas.
Em breve, no blog da Draco, esperamos compartilhar os depoimentos de alguns autores sobre o processo de criação desses textos. Eu também falarei do meu, que ganhou até mesmo uma ilustração exclusiva. Por ora, ficam aqui a belíssima capa do Erick Sama, inspirada em livros medievais, e o link da pré-venda no site da editora.
Que sua imaginação viaje, seja num drakkar, num tapete mágico, num corcel de batalha -- ou simplesmente nas páginas deste livro!
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sexta-feira, maio 06, 2016
Trópicos Fantásticos : promoção do e-book na Amazon
Pessoas queridas,
O e-book "Trópicos Fantásticos", do qual participo com "A história de Jorge", está de graça na Amazon até o dia 8 de maio.
Se vocês não têm ainda, é uma boa oportunidade para conhecer (ou revisitar) dez autores brasileiros de litfan.
Aproveitem - e, se der, divulguem. A gente agradece!
Link para o livro aqui.
terça-feira, dezembro 15, 2015
Leituras de 2015: Top 5 Nacionais
Pessoas Queridas,
Eis que regresso com a seleção de livros nacionais. Como eu já disse, foram a maioria este ano, mesmo sem contar os inúmeros contos lidos isoladamente, e me reservaram boas surpresas. Resolvi seguir o mesmo critério que me levou a não ter uma categoria de juvenis e, por isso, não vou indicar volumes subsequentes de séries, como a Tempos de Sangue, do Eduardo Massami Kasse -- a essa altura, todos já sabem que eu sou fã de carteirinha! :)
Então, em ordem aleatória, aqui vão meus indicados:
Os Perigos de Madame Zenóbia, de Marcos Siani. Um dos livros mais divertidos que li nos últimos tempos, acompanha as peripécias de uma vidente septuagenária e suburbana que, com a ajuda do fiel Zé -- o espírito que habita sua bola de cristal -- resolve casos de vampirismo, obsessão, possessão demoníaca e todo tipo de coisa-ruinzice. Detalhe, os casos acontecem em lugares como quadras de escola de samba, supermercados e a farmácia da esquina, com um humor inteligente e levemente escrachado, mas que jamais desce o nível. Recomendadíssimo até para quem não é carioca.
E de Extermínio, de Cirilo S. Lemos. Imaginem que a República não foi proclamada e temos um D. Pedro III. Num Rio de Janeiro alternativo, já visitado pelo autor nos seus contos das coletâneas Dieselpunk e Excalibur, emergem as figuras de um matador de aluguel e de seus filhos, um aventureiro e honesto até a medula, o outro tomado pelos delírios do messianismo. Quando as coisas começam a acontecer, eles não conseguem se afastar. E eu, como leitora, também não consegui.
Lobo de Rua, de Jana P. Bianchi. Mais uma novela que um romance, mas só em termos de tamanho: a dimensão humana dos personagens é daquela que a gente costuma ver nos livrões. O livro mostra o curto, terno e trágico período de convivência entre dois homens amaldiçoados pela licantropia, e descortina, ainda que apenas por uma fresta, o universo da mágica e estranha Galeria Creta. Leiam e esperem, que a autora promete muita coisa legal a partir do ano que vem!
O Homem de Azul e Púrpura, de Vilson Gonçalves. O autor paranaense criou um fascinante universo de inspiração pré-colombiana, em que convivem inúmeras tribos, com mitos, costumes e aparências diferentes. Este primeiro volume da série narra o início da viagem do comerciante aventureiro Wayra e seu ajudante mal-humorado Pukakiru. É uma ótima introdução ao mundo de Quatrocantos e a promessa de muitas e boas histórias.
Império de Diamante, de João Beraldo. Outra fantasia que foge do eurocentrismo, desta vez para se situar num universo de características africanas. Em meio a uma terrível seca, quatro homens - um governante, um mercenário, um sacerdote e um guerreiro, membro de uma seita - veem seus destinos interligados numa trama que irá revelar a verdade acerca do misterioso Imperador de Myambe. Vale a pena conhecer.
*****
Bom, gente, esses são (entre muitos outros) os nacionais que recomendo. Vocês já conheciam? Ouviram falar? Ficaram com vontade de conhecer? Vamos trocar ideias.
Abraços, e até a próxima!
Eis que regresso com a seleção de livros nacionais. Como eu já disse, foram a maioria este ano, mesmo sem contar os inúmeros contos lidos isoladamente, e me reservaram boas surpresas. Resolvi seguir o mesmo critério que me levou a não ter uma categoria de juvenis e, por isso, não vou indicar volumes subsequentes de séries, como a Tempos de Sangue, do Eduardo Massami Kasse -- a essa altura, todos já sabem que eu sou fã de carteirinha! :)
Então, em ordem aleatória, aqui vão meus indicados:
Os Perigos de Madame Zenóbia, de Marcos Siani. Um dos livros mais divertidos que li nos últimos tempos, acompanha as peripécias de uma vidente septuagenária e suburbana que, com a ajuda do fiel Zé -- o espírito que habita sua bola de cristal -- resolve casos de vampirismo, obsessão, possessão demoníaca e todo tipo de coisa-ruinzice. Detalhe, os casos acontecem em lugares como quadras de escola de samba, supermercados e a farmácia da esquina, com um humor inteligente e levemente escrachado, mas que jamais desce o nível. Recomendadíssimo até para quem não é carioca.
E de Extermínio, de Cirilo S. Lemos. Imaginem que a República não foi proclamada e temos um D. Pedro III. Num Rio de Janeiro alternativo, já visitado pelo autor nos seus contos das coletâneas Dieselpunk e Excalibur, emergem as figuras de um matador de aluguel e de seus filhos, um aventureiro e honesto até a medula, o outro tomado pelos delírios do messianismo. Quando as coisas começam a acontecer, eles não conseguem se afastar. E eu, como leitora, também não consegui.
Lobo de Rua, de Jana P. Bianchi. Mais uma novela que um romance, mas só em termos de tamanho: a dimensão humana dos personagens é daquela que a gente costuma ver nos livrões. O livro mostra o curto, terno e trágico período de convivência entre dois homens amaldiçoados pela licantropia, e descortina, ainda que apenas por uma fresta, o universo da mágica e estranha Galeria Creta. Leiam e esperem, que a autora promete muita coisa legal a partir do ano que vem!
O Homem de Azul e Púrpura, de Vilson Gonçalves. O autor paranaense criou um fascinante universo de inspiração pré-colombiana, em que convivem inúmeras tribos, com mitos, costumes e aparências diferentes. Este primeiro volume da série narra o início da viagem do comerciante aventureiro Wayra e seu ajudante mal-humorado Pukakiru. É uma ótima introdução ao mundo de Quatrocantos e a promessa de muitas e boas histórias.
Império de Diamante, de João Beraldo. Outra fantasia que foge do eurocentrismo, desta vez para se situar num universo de características africanas. Em meio a uma terrível seca, quatro homens - um governante, um mercenário, um sacerdote e um guerreiro, membro de uma seita - veem seus destinos interligados numa trama que irá revelar a verdade acerca do misterioso Imperador de Myambe. Vale a pena conhecer.
*****
Bom, gente, esses são (entre muitos outros) os nacionais que recomendo. Vocês já conheciam? Ouviram falar? Ficaram com vontade de conhecer? Vamos trocar ideias.
Abraços, e até a próxima!
quarta-feira, novembro 11, 2015
São Martinho - Quentes e Boas
Meus anos em Portugal estão cada vez mais para trás no tempo, mas as coisas boas ficam na memória para sempre. Uma das que eu me lembro é a tradição do Dia de São Martinho. Em Lisboa era mais comentada do que praticada, mas todos sabiam que o 11 de novembro é tradicionalmente dedicado à celebração do fim da vindima (colheita da uva) e é quando se bebe o vinho novo, fabricado umas semanas antes e cheio de acidez. Por isso, às vezes, ele é substituído pelo aguapé, que é a água jogada sobre as cascas e bagaço da uva, onde ainda fica um restinho de mosto.
A tradição manda que o vinho seja acompanhado de castanhas, "quentes e boas", como diz o fado. Quando vivi em Lisboa, por essa época elas começavam a ser vendidas nas ruas, em carrinhos ambulantes. Eram asssdas na hora, comprava-se a dúzia que vinha embrulhada em uma folha de catálogo telefônico e se ficava com os dedos e o rosto manchado de preto, por causa da fuligem e da tinta do papel. Às vezes, os mais afoitos, com a boca levemente queimada. Mas que era bom, lá isso era!
Isso pelos idos de 1993 e 94, antes da União Europeia. Disse a minha amiga de Lisboa que hoje em dia as castanhas são embrulhadas num papel limpinho, próprio para isso. Sinal dos tempos...! Ainda assim, acredito que o sabor não tenha mudado, e espero tornar a prová-lo. E, quem sabe, também visitar uma adega para tomar o legítimo vinho novo, ou aguapé, e estreitar os laços com a terrinha que é a de meu pai.
Viva São Martinho!!
quinta-feira, abril 16, 2015
O Hércules de Brett Ratner: "Gato por Lebre" ou A Construção do Herói?
Pessoas Queridas,
Mais uma vez venho partilhar um texto que escrevi para o Leitor Cabuloso, desta vez sobre o filme "Hércules", dirigido por Brett Ratner e com Dwayne "The Rock" Johnson no papel-título. Muita gente torceu o nariz para o fato de o filme não mostrar o herói dando conta dos Doze Trabalhos, mas, para mim, o diretor acertou ao tocar na questão da construção do mito, ainda que a abordagem tenha sido ao estilo "Sessão da Tarde".
Para ler e opinar, clique aqui. E aproveite para conhecer outros textos da Estante Mágica, na coluna do mesmo nome, nosso espaço gentilmente cedido pelo Lucien no Leitor Cabuloso!!
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