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domingo, dezembro 23, 2018

Um Balanço de 2018 - Produção Literária


Pessoas Queridas, 

O ano vai chegando ao fim, e eu estou muito cansada em vários sentidos, mas queria deixar um registro daquilo que fiz no campo da Literatura. A ideia é falar da produção, depois das publicações, dos eventos de que participei... Bom, não sei se farei tudo isso, ou se o farei ainda este ano, mas começar já é alguma coisa! 

Eu entrei em 2018 com dois trabalhos importantes já iniciados: "Orlando e o Escudo da Coragem", que pertence ao universo de O Castelo das Águias, e um dos Contos da Clepsidra, narrando a viagem de Lísias e Balthazar à Creta do Rei Minos. "Orlando" era o foco maior, porque eu queria que fosse publicado na Bienal. Era um livro curto, para um público jovem, que eu tinha boa ideia de como seria, mas foi mudando muito ao longo do processo. Finalmente ele foi concluído a tempo de passar pela leitura beta e crítica e de ser lindamente ilustrado e editado pelo super Erick Sama. Ficou com um pouco mais de 30.000 palavras.



Estou muito feliz com esse trabalho, que vem recebendo elogios e que espero seja adotado em duas ou três escolas ano que vem, além de já estar nas mãos de várias crianças. Espero que vocês gostem. Se alguém se interessar, aqui está o link para o livro no site da Editora Draco.

Enquanto escrevia "Orlando e o Escudo da Coragem", eu ia também produzindo muitos textos no universo dos Contos da Clepsidra, mas que dizem respeito a histórias da nova geração. Ao terminar "Orlando" e voltar dos eventos de meio do ano (FLIP e Bienal), voltei a mergulhar nos mares de Creta e... eis que o conto virou novela, praticamente do mesmo tamanho do "Orlando". "Os Touros de Creta" permanece inédito e eu espero publicá-lo dentro de um ou dois anos junto com outras histórias de Balthazar e Lísias.
Ilustração para "Os Touros de Creta" por Hidaru Mei


Ao concluir "Os Touros de Creta", eu estava envolvida com a geração seguinte dos Contos da Clepsidra, e eis que produzi uma série de seis contos longos narrados por Liserbal, um dos filhos de Sikkar de Cartago. Metade ainda está no caderno, mas serão, por baixo, umas 60.000 palavras, que devem ser publicadas apenas online ou no máximo em e-book. Por quê? Porque são contos "slice of life", falam mais do desenvolvimento dos personagens, têm muito pouco de fantástico e propriamente de aventura. São contos que quero dar de presente a quem ler as histórias mais "emocionantes" que sairão em livros. Ou são contos que eu me dei de presente. Vai saber? ;)

Liser e sua esposa prestes a saborear um
delicioso peixe com molho de garum, por Sheila Lima

Então, com a conclusão de "Orlando" e de "Os Touros de Creta" e dos contos de Liserbal, mais outras coisas esparsas escritas aqui e ali - e sem contar os textos de divulgação, posts e outras coisas - eu escrevi 183.326 palavras de janeiro até agora. O número deve aumentar em no máximo umas 5.000 até o fim do ano. É um pouco menos que ano passado, mas a produção poderia ter sido menor ainda; estou muito orgulhosa dos resultados obtidos.

****

E aqui, pessoas queridas, não tem ilustração, mas se tivesse seria uma grande porta aberta, e todo um mundo de histórias que esperam lá fora. Quero vivê-las, espero escrevê-las, prometo partilhá-las.

terça-feira, dezembro 18, 2018

Leituras de 2018: Estrangeiros

Pessoas Queridas,

Cá estou eu de novo para falar do que andei lendo ao longo de 2018. Foi bastante coisa: 112 livros no total até agora, dos quais cerca de setenta estrangeiros, isso sem os contos e fragmentos soltos. Vou compartilhar aqueles que mais curti, sem ordem de preferência, lembrando que o único critério é o prazer (e em alguns casos as reflexões) que essas leituras me proporcionaram. Vamlá?


O Menino que Via Demônios, de Carolyn Jess-Cooke. O livro conta a história de Alex, um menino irlandês com problemas familiares e psicológicos, cujo único amigo declarado é... um demônio de 9.000 anos de idade. À medida que seu tratamento progride, Anya, a psiquiatra, se vê cada vez mais perto da resposta a uma pergunta inquietante: Ruen, o demônio, realmente existe?



A Forma da Água, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus. A maioria dos leitores deste blog deve ter visto o filme (que eu ainda não vi) e tenho certeza de que se sensibilizou com a história. Recomendo que também leiam o livro, pois a história contada aqui é maravilhosa do ponto de vista literário. Eu devorei essas páginas (ou melhor, as bebi, pois se trata de água, não é? hehehe) e os raros intervalos me trouxeram muitas reflexões sobre o amor e a condição humana.



Nas Noites Árabes, de Tahir Shah. O autor já passou por esta estante com A Casa do Califa, em que conta seu primeiro ano em Casablanca numa casa assombrada por djinns. Agora, ele narra as histórias que ouviu de vários narradores, numa viagem pelo Marrocos, histórias tradicionais e familiares com um toque de superstição, sabedoria e sobrenatural. E, ao mesmo tempo, se faz uma pergunta: qual dessas histórias é a mais importante para a sua vida?



Reze Pelas Mulheres Roubadas, de Jennifer Clement. Esse livro é triste, muito triste... e, infelizmente, realista. Conta a história de mulheres em localidades do México dominadas pela guerra do tráfico, os duros artifícios da sobrevivência, a quase impossibilidade de quebrar o ciclo, mesmo que se deixe aquele local. Não se trata de documentário, mas de um romance muito bem escrito, que me prendeu do início ao fim e me fez torcer loucamente pela protagonista LadyDi.




Hex, de Thomas Olde Heuvelt. Esse vocês com certeza conhecem, não me alongarei sobre ele. Direi apenas que vale muito a pena conhecer a história criada pelo autor holandês, e transplantada para uma cidade americana onde a população convive com uma bruxa do século XVII e com a maldição que os prende àquele local. Bem escrito e um pouco angustiante, como esse tipo de livro tem de ser.


*****

Bom, essas foram as leituras que destaco, dentre as estrangeiras, neste ano que ora se encerra. Espero que aproveitem algumas dessas dicas e deixem as suas nos comentários.

Ainda nos falamos antes de o ano virar!!

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Leituras de 2018: Nacionais

Pessoas Queridas,

Fiquei em dúvida sobre publicar a lista de minhas leituras favoritas este ano. Não são resenhas, não se referem (ou nem sempre) a livros novos pra ficar de olho... não têm muito critério, realmente, só aquilo que li e gostei. Mas como é uma tradição de muitos anos, e os consultados foram unânimes ao dizer que eu deveria mantê-la... Aqui vão, sem ordem de preferência, os livros que mais me agradaram ao longo de 2018, começando pelos nacionais.



O Infinito no Meio, de Priscilla Matsumoto. Esta é a história de Cecília, uma moça que vive numa espécie de “dimensão à parte” do mundo real, chamada por ela de Infinito no Meio e compartilhada com espíritos, vampiros e outros seres incorpóreos. É um espaço, mas na verdade corresponde a um momento: o momento em que Cecília sofreu um grande choque, e que, por assim dizer, a dividiu em duas metades. Um jovem misterioso consegue, enfim, tirá-la de seu isolamento, mas isso a leva a enfrentar outros demônios, mais ameaçadores que os habitantes do Infinito no Meio. Li esse livro de Priscilla de um gole só, assim como li outra obra sua em e-book, Anunciação, que assume um tom mais confessional ao contar a história de uma escritora que lida com seus fantasmas interiores e com sua complicada vida amorosa.




Ninguém Nasce Herói, de Eric Novello. Parece que o autor estava adivinhando o que viria ao escrever essa história passada num Brasil distópico, governado por uma teocracia que persegue opositores e, principalmente, integrantes de minorias. Chuvisco, o protagonista, tem um “herói interior” que se manifesta de forma surpreendente, conferindo maior profundidade ao personagem e um sabor agridoce a todo o texto. Mais uma boa fantasia urbana de Eric Novello.



A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha. Um livro delicioso, ambientado no Rio de Janeiro entre as décadas de 1940 e 1970. Casada com o “certinho” Antenor, mãe de duas crianças e irmã da transgressora Guida, Eurídice é uma dona de casa cuja personalidade vai emergindo através de pequenos atos de rebeldia e de tomada de posição. É tanto uma história familiar quanto uma crônica de costumes, que eu imagino vá agradar a leitores de Machado de Assis, Marques Rebelo e Lygia Fagundes Telles. Curti tanto que até já comprei mais um livro da autora, Nunca Houve um Castelo.



Vikings: Berserker, de Eduardo Massami Kasse. Depois de cinco volumes, muitos contos e agora duas HQs da série Tempos de Sangue, foi muito legal ver o Eduardo mergulhar mais profundamente no mundo viking, o que aliás ele já tinha feito no seu conto “Sacrifício”, na coletânea Medieval. Berserker é a história de um grupo de jovens que se faz ao mar em busca de fama e fortuna – na melhor tradição viking – e vive uma aventura cheia de emoção, perigo, sexo, sangue e sujeira – na melhor tradição de Eduardo Kasse. Vale a pena conferir esse lançamento da Bienal 2018!



Araruama, de Ian Fraser. Não há muito como descrever esse livro independente, que conta a história de vários jovens num continente sul-americano reinventado, cheio de tradições e mistérios. Sei que, apesar de ter visto algumas falhas de revisão, alguns trechos que se beneficiariam de uma edição melhor, o texto me prendeu do início ao fim. Ou talvez o universo criado pelo Ian e os personagens às vezes heroicos, às vezes trágicos, sempre indiscutivelmente humanos, mesmo que um deles tenha orelhas de onça. Em breve sairá o livro 2 e eu quero muito ler para saber o que acontecerá com seus jovens protagonistas.

*****

Além desses livros, menciono também alguns trabalhos mais curtos que chamaram minha atenção. Diogo Andrade publicou a novela A Canção dos Shenlongs, prelúdio a um texto mais longo que eu espero com antecipação, porque a escrita e a construção de universo são de primeira linha. Karen Alvares, Camila Fernandes, Sheila Lima Wing, Cristiano Konno continuam a publicar excelentes contos curtos. Claudia Dugim nos brindou com Volte Para o Seu Lar, um conto sobre duendes e uma cidade cheia de doçuras apenas aparentes, e com os textos de Rede Vermelha Sobre o Oceano de Merda, um dos quais eu já vou favoritando para o Prêmio Argos 2019. Por fim: não li ainda a coletânea, que saiu sob o título O Auto da Maga Josefa, mas o conto que eu já conhecia de Paola Lima Siviero, ambientado no agreste e protagonizado por Josefa e Toninho, me faz ter certeza de que vale a pena adquirir o e-book.

*****

Bom, Pessoas... É isso. Espero que curtam as dicas. Logo logo eu volto, compartilhando as leituras de obras estrangeiras.

Até lá!

quinta-feira, outubro 25, 2018

Próximo Destino : Paraná

Mas, ô, Merege, você não posta mais nada a não ser chamadas para eventos?

É isso mesmo, pessoas. Neste fim de ano, o tempo para escrever tem sido curto, mas houve muitos eventos culturais e literários. E eu não deixaria vocês de fora, não mesmo!

Então, os próximos eventos começam em Ponta Grossa no dia 30 de outubro. Lá vou conhecer o pessoal do Projeto Pegaí e seu trabalho fantástico de divulgação da leitura.Farei visitas a escolas, abraçarei amigos com quem até agora o contato foi apenas virtual e lançarei meu segundo livro pelo projeto, que logo estará disponível também como e-book pela Editora Draco.



De regresso, irei até Curitiba, onde também vou conhecer pessoalmente alguns amigos e reencontrar outros tantos. Com eles vou participar do Literatiba, o encontro de Literatura que acontece na PUC-PR no feriado de 2 de novembro. Devo estar em dois painéis, de manhã e à tarde, e também terei alguns livros à venda, com destaque para Orlando e o Escudo da Coragem, lançado na Bienal. Quem quiser saber mais sobre ele pode acessar  a sinopse e demais informações no site da Editora Draco

Espero ver vocês no Paraná!

quarta-feira, setembro 19, 2018

Mediação e Literatura Fantástica na Biblioteca Parque

Pessoas Queridas,

Depois do nosso encontro com Verne e Wells, voltarei à Biblioteca Parque no dia 21 de setembro para bater um papo sobre Literatura Fantástica com mediadores de leitura e interessados em geral.


Além de debater a respeito do gênero, sua origem, desenvolvimento e relação com mitos, contos de fadas e a literatura infantojuvenil, vamos falar um pouco sobre as sagas como Harry Potter, Percy Jackson, O Senhor dos Anéis, o porquê de elas terem despertado tantos jovens para o prazer da leitura e como podemos trabalhar no sentido de incentivá-los e de ampliar seus horizontes.

A Biblioteca Parque fica na Praça da República s/n, Centro, pertinho do Shoping Niterói. Apareçam!

terça-feira, janeiro 09, 2018

Girl Power: coletânea YA chegando em breve




E se houvesse uma coletânea de contos fantásticos que, além de empoderar seus leitores, ajudasse uma ONG que cuida de crianças e adolescentes que sofreram violência e abuso sexual? E se tal antologia reunisse histórias de garotas destemidas, corajosas e dispostas a enfrentar quaisquer adversidades em busca de superação? E se os contos fossem destinados a adolescentes, pré-adolescentes e – por que não?! – aos leitores de todas as idades que se interessam por fantasia e terror  - um terrorzinho de leve, daqueles que fazem a gente se sentar na pontinha da cadeira?


Fiquem ligados, pois em breve lançaremos “GIRL POWER – HISTÓRIAS DE GAROTAS DESTEMIDAS”, uma coletânea com contos de Ana Lúcia Merege, Camila Pelegrini, Carolina Mancini (também responsável pela linda capa!), Fernanda Chazan e Tatiane Durães. A obra estará disponível apenas em formato e-book na Amazon e toda a renda adquirida com a venda do livro será revertida ao CRAMI (Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância), que ajuda crianças e adolescentes do ABC paulista que sofreram violência e/ou abuso. 

domingo, novembro 26, 2017

Evento de Fantasia Nacional - Niterói, 3 de dezembro

Pessoas Queridas,

Venho convidá-los para este evento de que participo com vários outros escritores brasileiros de Fantasia. Sei que muitos moram longe, mas, se puderem ajudar com a divulgação, ficaremos muito felizes.

E quem for de lá ou de perto -- chega mais. Vai ser muito legal!

segunda-feira, novembro 06, 2017

"Magos" grátis no Kindle para Samsung



Pessoas Queridas,

Com orgulho e alegria, informo que, este mês, a coletânea "Magos", que organizei para a Editora Draco, está grátis para os usuários do Kindle para Samsung. São doze contos de autores de LitFan nacional, que abordam várias formas de Magia e escrevem em diferentes estilos.

No meu conto, "De Poder e de Sombras", Kieran, protagonista de "O Castelo das Águias" e dos livros seguintes, aparece quando jovem mago, um estudante veterano da Casa das Três Chaminés, que reúne os esquisitões na Escola de Magia de Riverast!

Para saber como baixar e ler sobre a coletânea, clique aqui!

quinta-feira, novembro 02, 2017

Coletânea Mitografias

Pessoas Queridas,

Como uma das várias novidades que eu espero trazer este mês, eis aqui a coletânea Mitografias, organizada pelo site do mesmo nome, para a qual tive o prazer e a honra de ser selecionada.


O tema devia ser "mitos modernos" e eu contei uma história passada no Rio de Janeiro contemporâneo. Nela, as Kothirat, deusas benfazejas da mitologia canaanita, vêm em socorro de Ana Maria, descendente de libaneses, e de seu marido, um imigrante sírio chamado Riad. Outros contos do livro trazem mitos astecas, indianos, brasileiros... Enfim, muita coisa legal!

O download é grátis, basta acessar a página clicando aqui.

Boa leitura!

quarta-feira, outubro 25, 2017

Um Recado para quem Estiver no Rio!




Pessoas Queridas,

Quem estiver no Rio entre 26 e 29 de outubro não deve deixar de visitar o estande da Draco na Primavera Literária, que este ano mudou de endereço: vai estar na Casa França-Brasil, um lugar ainda mais central, perto do Centro Cultural Banco do Brasil e de vários museus, sem falar na arquitetura carioca que é linda de morrer.

Por nossa vez, estaremos com todo o catálogo de livros e HQs, marcadores, sorrisos e, é claro, muitos e bons descontos!

Apareçam!

domingo, outubro 01, 2017

Dragões

Pessoas Queridas,

O mês se inicia, e este vai ser bem agitado. Na blogosfera vamos ter postagens frequentes -- no blog do Castelo, espero que diárias -- e eu pretendo não deixar passar muito tempo entre uma e outra por aqui também.

Para começar, eis um texto sobre Dragões, que escrevi para a coletânea "Bestiário", organizada por mim e Ana Cristina Rodrigues para a Editora Ornitorrinco. Espero que gostem!




               O dragão é uma das criaturas mitológicas mais conhecidas em todo o mundo. As primeiras referências a ele provêm das civilizações do Crescente Fértil, como a Babilônia, onde aparece associado à deusa Tiamat. Na Índia, os Vedas, livros sagrados escritos há cerca de 3.500 anos, narram a vitória do deus solar Indra sobre um dragão-serpente de nome Vitra.
            Segundo a tradição chinesa, os dragões são seres celestiais, ligados ao equilíbrio entre os elementos. Simbolizam a honra, a sabedoria e o poder – não à toa, os imperadores se diziam seus descendentes – e ocupam um papel de destaque na cultura daquele povo. Esta exerceu grande influência em outros países do Extremo Oriente, como o Japão, a Coreia e o Vietnam, onde o mito se desenvolveu de acordo com  características próprias, diferentes daquelas que encontramos nos dragões ocidentais.
Na Europa, as representações mais antigas são datadas da Idade do Bronze, quando os dragões eram relacionados aos deuses e aos cultos da fertilidade. Da Grécia veio a palavra drákon, que significa tanto “dragão” como “grande serpente”. De fato, algumas criaturas mencionadas em lendas gregas são representadas ora de uma, ora de outra forma, como o dragão que vigia o tosão de ouro na lenda dos argonautas. Cila e Caríbedes, que guardavam um estreito marítimo, e a hidra derrotada por Hércules podiam aparecer como dragões ou como serpentes marinhas.
            A ideia que os ocidentais costumam fazer de um dragão se baseia sobretudo nos mitos nórdicos e anglo-saxões. Para esses povos, os dragões também estavam relacionados às forças da natureza. As sagas escandinavas falam de Jormungand, a serpente que envolve o mundo com seu corpo, enquanto as lendas de Beowulf e Siegfried mostram dragões em seu conhecido papel de guardiões de tesouros. Já nas lendas arturianas, o jovem Merlin escapa da morte ao revelar a existência de dois dragões sob o terreno onde o rei Vortigern pretendia construir sua fortaleza.
Talvez pela associação entre sua imagem e a da serpente, a Idade Média  enxergou no dragão uma criatura maléfica. Lendas cristãs mostram São Jorge e o arcanjo São Miguel derrotando dragões que simbolizam o demônio, antagonista das forças divinas. A literatura da época está repleta de histórias em que príncipes e heróis provam seu valor combatendo dragões, descritos como enormes lagartos cuspidores de fogo, cobertos de escamas e dotados de asas semelhantes às dos morcegos. A maioria tem quatro patas, embora existam muitas representações de wyverns, dragões com apenas duas patas traseiras além das asas. Tanto um como outro aparecem com frequência em brasões, escudos e bestiários.
Apesar da fama adquirida na Idade Média, o dragão não perdeu completamente suas qualidades de força e poder, que mais tarde seriam resgatadas pela literatura. Autores de fantasia – e não só – têm escrito sobre dragões sábios e justos, que se aliam aos humanos em combate contra as forças do Mal. E, nesse momento, mesmo os mais bondosos podem se mostrar guerreiros temíveis, capazes de vencer batalhas com um único jato de fogo.

Referências

HOULT, Janet. Dragons: their history and symbolism. Glastonbury: Gothic Image, 1987.
INGPEN, Robert, PAGE, Michael. Encyclopaedia of Things that Never Were. UK: Paper Tiger, 1985.
            Bestiário Online

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Não preciso dizer que existem dragões em várias de minhas histórias, mas sua participação maior se dá em duas noveletas:O Tesouro dos Mares Gelados e O Último Dragão de Athelgard.

domingo, março 12, 2017

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Medieval no Kindle para Samsung


Pessoas Queridas,

No mês de janeiro, "Medieval", a coletânea que organizei com o Eduardo Kasse, pode ser baixada gratuitamente pelos leitores de Kindle para Samsung. Se vocês estão entre eles, aproveitem!

Cliquem no Blog da Editora Draco para saber mais detalhes e aproveitem a leitura. Em breve estarei aqui com novidades!

quinta-feira, dezembro 29, 2016

Leituras Mais Legais de 2016 - 10 Livros Estrangeiros



Pessoas Queridas,

Já falei sobre os livros nacionais que mais me deram prazer este ano. Chegou a vez dos estrangeiros, e a lista final está bem variada. São quatro livros de fantasia, seis de ficção realista; quatro autoras e seis autores; pelas nacionalidades, três norte-americanos, um japonês, uma malaia de origem chinesa, uma somali, um espanhol, um italiano, um português e um timorense (lusófono - portanto, juntando esta lista com a dos nacionais, sete dos quinze livros indicados foram escritos em língua pátria).

Os livros abaixo estão elencados pela ordem em que os li. Por acaso o favorito foi o primeiro, mas não aponto preferências entre os demais. Alguns já são mais que badalados, mas  tenho certeza de que outros são desconhecidos pela maioria. Espero que curtam as indicações, tanto quanto eu curti ler cada um deles.

Vamos lá?


Golem e o Gênio - Helene Wecker

Nem preciso apresentar, não é? A fantástica história que envolve o gênio Ahmad e a golem Chava em meio a um efervescente bairro de imigrantes em Manhattan, conquistou os corações de muitos leitores. Foi o primeiro livro que li neste ano e não deixou o topo da lista de favoritos, pois, além de ter uma temática que adoro, soma todos os fatores que fazem um livro excelente: história incrivelmente bem urdida, ótimo trabalho de pesquisa, personagens bem construídos, com os quais é fácil simpatizar ou antipatizar (que vilão sórdido!) e uma narrativa que não deixa nada a dever à de Sherazade, Quem não leu ainda, faça um favor a si mesmo/a e leia. Não vai se arrepender nem um pouquinho.

A Assinatura de Todas as Coisas - Elizabeth Gilbert

A autora de "Comer, Rezar, Amar" (que eu comprei, mas não cheguei a ler) brindou seus leitores com uma excelente história: a de Alma Whittaker, estudiosa de botânica, nascida na virada dos anos 1800, disposta a ir até o fim do mundo (eu diria que literalmente) para procurar o objeto do seu interesse, que dá também sentido à sua vida. Um admirável trabalho de pesquisa cria o cenário perfeito para os movimentos de Alma e de outros personagens complexos, críveis, dignos de simpatia e às vezes de pena. Recomendadíssimo.

A Noiva Fantasma - Yangsze Cho

A partir de um costume tradicional da China - o de celebrar o casamento entre uma jovem viva e um rapaz já falecido, a fim de aplacar seu espírito - a autora malaia, de origem chinesa, conta a história de Li Lan, que mergulha no assombroso mundo existente atrás das cortinas da morte, povoado por fantasmas, antepassados e seres não-humanos. Um deles será uma espécie de protetor em sua jornada, mais tarde se revelando como... ora. Quem sabe o que tem do outro lado antes de chegar lá? Quem vai saber como continua sem ler o livro? :)

O Gigante Enterrado - Kazuo Ishiguro

Este não é um livro fácil de ler, tem uma prosa muito densa e trabalhada, mas é um ótimo livro, repleto de significado. Trata-se, antes de tudo, de uma fábula sobre a velhice, sobre a memória e sobre a capacidade de perdão, na qual se acompanha a jornada de um casal de idosos que se dirige à aldeia onde vive seu filho. Seres fantásticos e personagens dos livros de cavalaria dão o toque de sobrenaturalidade, mas eu vejo esse livro como algo profundamente psicológico - e aqui um aviso para quem procura uma narrativa mais leve: "O Gigante"passa longe da literatura de entretenimento. Deixem para um momento em que estiverem mais concentrados e querendo refletir. Aí, vão gostar bastante;

Réquiem Para o Navegador Solitário - Luis Cardoso

Não conhecia, comprei por impulso e não me arrependi nem um pouco. O livro do escritor timorense conta a história de Catarina, uma jovem que sai de sua casa e vai para a fazenda Sacromonte, de propriedade de um capitão dos portos de quem é, ou foi, uma espécie de noiva. Ela se envolve com questões pessoais e políticas enquanto aguarda a chegada de alguém que vem pelo mar - alguém que não é sempre a mesma pessoa, que sempre torna a partir, que sempre a deixa só, porém cada vez mais sólida e madura. Não se trata de uma história contada de modo linear e convencional, a prosa do autor é fantástica, conferindo ao livro um tom de luz e sombra que fascina quem o ler. Vale a pena.

Elantris - Brandon Sanderson

Eu comecei o ano convicta de que leria "Mistborn", de que ouço falar tão bem. Mas é um livro grosso, que está bem bonitinho lá na estante; eu costumo ler no Kindle do celular, e lá tinha esse livro. O cenário é uma cidade que perdeu a Magia e cujos moradores começaram a ser atacados por uma estranha doença, que os obrigava a se retirar e viver em um lugar tenebroso; os protagonistas são um casal de príncipes, prometidos um ao outro, que têm de fazer as coisas acontecerem em meio ao drama pessoal e ao caos político. Embora tenha achado que alguns problemas se resolviam facilmente demais, o livro me agradou pela construção do universo, pela capacidade do autor de nos fazer enxergar os lugares descritos e pelo tratamento que dá à Magia. Mais uma razão para eu me lançar à leitura de "Mistborn" qualquer hora dessas.

O Pomar das Almas Perdidas - Nadifa Mohamed

A autora somali conta as histórias entrelaçadas de três mulheres em meio à ditadura militar, nos anos 1980: Deqo, uma menina num campo de refugiados, Kawsar, uma viúva que se vê presa e agredida por uma soldado, e Filsan, sua agressora, que busca provar seu valor em meio aos colegas e superiores homens, mas irá se transformar ao longo de suas vivências. É um livro forte, com imagens fortes e posicionamentos claros; é uma obra sensível e bem escrita. Boa para ler nos dias de hoje.

Como Deus Manda - Niccolò Ammaniti

Outra obra comprada por impulso, numa banca de rua. A capa diz que ganhou um prêmio literário, e acho que mereceu: a prosa é muito boa e a história é bem construída, com destaque para os personagens Rino (pai) e Cristiano (filho), que se amam e se odeiam em meio a um ambiente de pobreza, violência e desencanto quanto à vida e ao futuro. Para quem gosta de histórias mais cruas.

A Bibliotecária de Auschwitz - Antonio G. Iturbe

Eu quase não sou suspeita, pois sou bibliotecária, mas acho que muitos de vocês conhecem e gostam deste livro. Baseado em fatos reais, conta a história da adolescente Dita, uma das prisioneiras no campo de concentração de Auschwitz, que detinha a importante missão de esconder e proteger os poucos e velhos livros disponíveis para os prisioneiros. Juntamente com Fredy Hirsch, um dos líderes do campo, ela era responsável por manter acesa a chama da curiosidade, do amor à leitura e às histórias - a chama da esperança. É um livro habilmente escrito e com uma bela mensagem.

Índice Médio de Felicidade - David Machado

Num texto fluido e objetivo - mas nem por isso raso - o livro conta a história de Daniel, que está desempregado, longe da mulher e dos filhos e às voltas com amigos tão próximos quanto excêntricos. Um está preso, e seu filho vem se metendo em problemas; outro nunca sai de casa, mas de lá mesmo criou uma rede social cujo objetivo, bastante vago, é de ajudar as pessoas que precisam, em qualquer lugar, a fazer qualquer coisa. A oportunidade de finalmente fazer isso representa uma virada na vida de Daniel. Não achei maravilhoso, mas vale a pena ler e conhecer o trabalho de David Machado, tido como um dos melhores autores portugueses contemporâneos.

*****

Bom, Pessoas, é isso aí. Já conheciam os livros acima? Não todos, aposto. Dos que conheciam, o que acharam? E dos que nunca tinham ouvido falar, ficaram com vontade de ler algum?

Compartilhem suas impressões. E até breve!

terça-feira, dezembro 27, 2016

Leituras mais Legais de 2016 - 5 Livros Nacionais



Pessoas Queridas,

Como já é tradição aqui na Estante Mágica, vou dar uma palhinha sobre as leituras mais legais deste ano. As indicações são fruto de um cruzamento entre meu gosto pessoal - ou seja, o prazer puro e simples que essas obras me proporcionaram - e o reconhecimento de qualidades literárias dos mais diversos tipos: boa pesquisa, cenário interessante, boa imersão na psicologia dos personagens, estrutura narrativa consistente e por aí vai. Não quer dizer que não tenha havido outros livros igualmente ótimos, mas estes cinco estão no topo da lista de leituras, no que se refere a autores brasileiros.

Vamos lá?


- O Esplendor - Alexey Dodsworth

O primeiro livro da lista, e meu favorito de 2016 entre os nacionais, se passa num planeta chamado Aphriké, iluminado por vários sóis e habitado por uma raça com altas qualidades telepáticas. Num momento de grande comoção, um menino, nascido diferente dos outros, terá de se envolver com bárbaros e rebeldes para descobrir a verdade sobre seu universo. A trama é complexa e envolvente, e a escrita e os diálogos são tão fluidos que o livrão de mais de 400 páginas se escoa sem que a gente perceba. Nomes e detalhes culturais são inspirados na cultura e na mitologia da África, o que transporta você para uma estética e referências relativamente pouco exploradas por aqui (outro autor que faz isso muito bem é João Beraldo, que este ano lançou "Último Refúgio", misturando África e Ásia de forma saborosa; quem não conhece, procure conhecer!).

Voltando a "O Esplendor": por meio de uma sacada genial de construção narrativa, este livro é ao mesmo tempo a prequel e uma sequência de "Dezoito de Escorpião", outra obra do Alexey, que eu considero um dos melhores nomes da literatura fantástica brasileira no momento. No finzinho do ano tive ainda o prazer de ler seu e-book "Glamour", com outra temática, mas muito bom também. Recomendo sem restrições o trabalho do autor.

- Luxúria - Fernando Bonassi

Este é um livro agridoce. Trata de uma família chefiada por um metalúrgico que, por um breve período de vacas gordas na economia, experimentou uma alta no poder aquisitivo e uma ligeira ascensão social. O homem decide então proporcionar um item de luxo à família - uma piscina - sem atentar, pelo menos a princípio, na disfunção das relações familiares, no deterioramento da ética do trabalho, na inversão dos valores socioculturais, quando tudo se resume a ostentação e consumo. As coisas se tornam cada vez mais sufocantes para todos os personagens, o que é potencializado pela extrema habilidade narrativa e descritiva do autor. É uma denúncia, uma crítica, mas sobretudo uma crônica realista e desencantada dos tempos que vivemos.

- Metrópole : despertar - Melissa de Sá

Primeiro volume de uma série de distopia para jovens e adultos, este livro conta a história de Andrella, criada segundo os padrões de uma sociedade em que as pessoas têm de ser absolutamente perfeitas em seus resultados escolares e profissionais. Um acontecimento repentino envolvendo o tio que a criou faz com que a garota se veja subitamente em meio a um cenário impactante, porém oculto por uma pesada rede de intrigas e mentiras. Nada é o que parece, e Andrella talvez não seja o que sempre acreditou ser.

O livro apresenta uma trama bem amarrada e cenário convincente, porém o que mais se destaca é a habilidade literária de Melissa de Sá. Sua escrita, já conhecida por alguns contos, inclusive os das coletâneas "Excalibur" e "Medieval", se destaca dentre a de outros autores surgidos nos últimos anos, que criam cenários interessantes e contam histórias de forma eficiente, mas cujos textos não levam o leitor a um mergulho mais profundo em sensações ou reflexões. Melissa de Sá, ao contrário, evoca imagens com suas palavras, confere textura e volume ao que em muitos outros autores parece bidimensional. Vale a pena conhecer seu trabalho.

- Le Chevalier e a Exposição Universal - A. Z. Cordenonsi

Este livro faz parte de um universo que já rendeu contos, quadrinhos e ainda renderá muito mais, graças à habilidade de pesquisa e criatividade do autor. De estética steampunk, voltado principalmente para o público jovem, faz pensar em várias referências, desde a série "His Dark Materials" de Philip Pullman (no Brasil, "Fronteiras do Universo") até os livros de aventuras de Júlio Verne (que aliás é um personagem importante da obra), os romances de Dickens, os contos de mistério de Sherlock Holmes, contos de robô de Asimov e os quadrinhos do Tintim. No primeiro livro da série, um espião conhecido como Le Chevalier e seu auxiliar tomam a seu cargo a missão de desvendar uma conspiração internacional, ligada à grande Exposição Universal em Paris -- e aí acontece de tudo, intrigas, fugas desabaladas, ajudas inesperadas, perseguições... Tudo que se poderia esperar de um bom livro de entretenimento, ancorado numa sólida pesquisa, que para mim é um dos pontos fortes do trabalho do André. Aliás, tudo isso ficaria bem legal num filme também. :)


- Do Osso ao Pó - Júlio Menezes

Minha última leitura nacional do ano, valeu muito a pena. Já de cara o estilo do autor me fez lembrar aqueles livros da série "Cantadas Literárias", que saiu nos anos 80 pela Brasiliense (onde foram publicados "Porcos com Asas" e "Fliperama Sem Creme", entre outros), e a história que começou de um jeito meio casual rapidamente se adensou de um jeito que me fez ficar grudada no livro até acabar. A histórica contada aqui é a de Eduardo, um cara de classe média, apaixonado de um jeito estranho por uma amiga de escola, Aninha. Entre as idas e vindas com ela, Edu sempre se envolve com as mulheres erradas, com os amigos errados, com as coisas erradas. A narrativa vai e vem no tempo, revelando um cara que até o fim não me pareceu intrinsecamente mau, mas que, com suas fraquezas e obsessões -- ele acha, por exemplo, que pode causar a morte de alguém, bastando desejá-la --, vai se afundando cada vez mais num poço, sem possibilidade de volta. A construção tanto dele quanto dos outros personagens é impagável, e a escrita é saborosa, destacando as "dicas" meio marotas, meio melancólicas que Edu vai deixando acerca da vida, do amor e da inevitabilidade do fim. Realmente adorei conhecer o trabalho do Júlio Menezes.


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Bom, Pessoas Queridas, estas são minhas recomendações de nacionais. E vocês, o que sugerem? Deixem aqui algumas dicas para eu ler no ano que vem.

Até breve, com a lista de estrangeiros!

quarta-feira, outubro 05, 2016

Videoentrevista no canal da Kássia Monteiro


Pessoas Queridas,

Dias atrás fui entrevistada pela escritora Kássia Monteiro, autora de "Soberana", um livro superlegal também publicado pela Editora Draco. Falo sobre meu trabalho, personagens, mercado editorial e o ofício da escrita, entre outros assuntos.

Se quiserem conferir, basta clicar aqui.

E, para conhecer o livro da Kássia, o link da sorte é este.

quarta-feira, setembro 28, 2016

Entrevista com Ana Lúcia Merege no Jornal O Estado do Rio de Janeiro


Pessoas Queridas,

Saiu uma entrevista muito legal com a Anny Lucard sobre meu trabalho literário, planos para o futuro, organização de coletâneas... Enfim, o que faço e pretendo ainda fazer no âmbito da Literatura Fantástica.

Para quem quiser, o link está aqui.

sexta-feira, julho 15, 2016

Cabuloso Cast 172 : Muito Além da Jornada do Herói



Pessoas Queridas,

Esta semana foi ao ar o Episódio 172 do Cabuloso Cast, onde, com a mediação do Lucien, o Bibliotecário, discuti a Jornada do Herói com Pablo de Assis e Ivan Mizanzuk.

A gravação foi feita há um bom tempo e, claro, teve bastante edição. Ouvindo de novo, fiquei agradavelmente surpresa por perceber que tem muita informação ali, um conteúdo que realmente pode interessar a escritores, pesquisadores e todos os que curtem o assunto. Falamos das limitações da Jornada do Herói, de suas vantagens em alguns casos, de sua aplicação a histórias do Oriente e da África (talvez por isso boa parte da trilha sonora é de O Rei Leão !), da ideia de "história única" sobre a qual nos alertou Chimamanda Ngozi Adichie, de diversidade, representatividade e muito mais.

Se vocês quiserem ouvir, acho que serão duas horas bem empregadas. ;)

domingo, julho 03, 2016

Medieval : contos de uma era fantástica


Pessoas Queridas,

É com grande orgulho que anuncio a pré-venda de uma coletânea que organizei juntamente com o Eduardo Kasse, autor da série Tempos de Sangue e, mais que um parceiro literário, um grande amigo que eu espero conservar pela vida toda.

Nesta "Medieval" nós quisemos resgatar a tradição da fantasia histórica, distanciando-a um pouco do que hoje conhecemos como alta fantasia -- a obra de Tolkien, por exemplo -- e a ambientando na Idade Média do nosso universo, inclusive no que se refere ao imaginário próprio de cada local visitado. Isso porque não nos limitamos à Europa; alguns autores excursionaram pelo mundo islâmico e por várias terras do Oriente, fazendo deste um livro surpreendente pela diversidade e riqueza das narrativas.

Em breve, no blog da Draco, esperamos compartilhar os depoimentos de alguns autores sobre o processo de criação desses textos. Eu também falarei do meu, que ganhou até mesmo uma ilustração exclusiva. Por ora, ficam aqui a belíssima capa do Erick Sama, inspirada em livros medievais, e o link da pré-venda no site da editora.

Que sua imaginação viaje, seja num drakkar, num tapete mágico, num corcel de batalha -- ou simplesmente nas páginas deste livro!

sábado, junho 25, 2016

A Trilogia Athelgard : Memórias e Expectativas



A Fonte Âmbar está em pré-venda.

Isso quer dizer que o livro foi para a gráfica: não tem mais volta. Para mudar uma vírgula que seja, só na próxima impressão. Isso me deixa ao mesmo tempo feliz, ansiosa e cheia de expectativas, porque chegar ao fim de uma trilogia é algo muito especial. E eu quero partilhar essa experiência com vocês.

Os livros que compõem essa primeira trilogia de Athelgard já tinham versões completas antes de encontrar seu lar na Editora Draco. No entanto, cada um deles passou por um intenso processo de reescrita, feito com a ajuda do Erick Sama, da Allana Dilene, de vários leitores beta e – no caso do primeiro e do segundo – de muitas dentre as centenas de pessoas que leram e opinaram sobre os livros já lançados.

Leia o artigo completo no blog da Draco. Aposto que você também vai embarcar nessa aventura!