terça-feira, dezembro 20, 2016
Cena no Mercado
Um pouco mais cedo, estava eu no mercado quando entreouvi a conversa de dois desconhecidos. Um homem e uma mulher, muito distintos, nos seus sessenta e poucos ou setenta anos. A conversa parece ter começado com um comentário casual sobre a aparência das batatas, e logo o senhor estava explicando seu método de fazer batata frita de forno, crocantíssima, com azeite e sal grosso.
Ela disse que gostava de fazer isso com lascas de berinjela.
Ele disse que devia ser uma delícia e contou que sabe fazer todas as sobremesas italianas, panna cota, tiramisu.
Ela disse que não é de comer doce e gosta mesmo é de bacalhau assado, mas não compensa fazer para uma pessoa só, e hoje em dia ela é sozinha.
Ele concordou e suspirou, dizendo que a pessoa, quando gosta de cozinhar, não faz para si, ela quer mesmo é ver os outros comendo e elogiando sua comida, e ele também não tem para quem cozinhar.
Ô, seu Espírito de Natal, essa era sua deixa para fazer esses dois cearem juntos, não era não?
quarta-feira, dezembro 14, 2016
Exposição "Saint-Hilaire e as Paisagens Brasileiras" na Biblioteca Nacional
Pessoas Queridas,
De hoje até o final de fevereiro, a Biblioteca Nacional abriga esta mostra com curadoria de servidores da casa, coordenados por mim. Estão todos convidados a nos prestigiar!
Com sua grande diversidade de fauna e flora, rios caudalosos e matas impenetráveis, o território brasileiro sempre foi visto com fascínio pelos cientistas estrangeiros. Suas jornadas pelo país tiveram como resultado não apenas a descoberta e o conhecimento de novas espécies, mas também saborosos relatos sobre o Brasil e seus habitantes.
Auguste de Saint-Hilaire esteve no país entre 1816 e 1822, financiado pelo governo da França, que, como outros Estados europeus, contava com os cientistas para obter informações sobre o Novo Mundo e encontrar a melhor forma de explorar seus recursos naturais. Durante sua viagem, o botânico recolheu cerca de 30.000 amostras de mais de 6.000 espécies vegetais, que descreveu e catalogou em seus cadernos de campo. Também escreveu sobre os lugares que visitou, com observações detalhadas que, ao se referir à sociedade e aos costumes brasileiros, por vezes assumiam o tom de crítica.
As espécies descritas por Saint-Hilaire se encontram nos três volumes ilustrados da Flora Brasiliae Meridionalis, publicados após seu retorno à França. As paisagens que visitou, contudo, não foram retratadas ao longo de suas expedições; edições posteriores seriam ilustradas com trabalhos de artistas como Jean-Baptiste Debret e Hercule Florence.
Nesta exposição, que comemora o 200º aniversário de sua chegada ao Brasil, o itinerário percorrido pelo naturalista é revisitado através de uma fusão de textos e imagens. Densas florestas, campos gerais com araucárias, o distrito diamantino, índios, tropeiros e gaúchos saltam dos relatos escritos por Saint-Hilaire e ganham forma através das gravuras e desenhos produzidos por outros artistas, alguns dos quais no âmbito de expedições que seguiram o mesmo trajeto, como a de Carl von Martius e a do príncipe Maximilian zu Wied-Neuwied.
Buscamos, assim, contribuir para que a obra de Auguste de Saint-Hilaire, hoje esquecido ou desconhecido por muitos, alcance a devida dimensão aos olhos de nossos visitantes.
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terça-feira, novembro 22, 2016
Draco na Festa do Livro da USP
Pessoas Queridas,
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terça-feira, novembro 15, 2016
sexta-feira, novembro 11, 2016
Documentos Literários da Biblioteca Nacional: Cruz e Sousa
Pessoas Queridas,
Segue minha mais recente publicação no Blog da BN, no âmbito das comemorações do Mês da Consciência Negra.
Espero que gostem!
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