segunda-feira, dezembro 03, 2012
Promoção 2013
Adoráveis Pessoas,
O fim do ano se aproxima e eu estou mais atarefada do que nunca. Ainda bem! Assim não tenho tempo pra pensar no fim que se aproxima, a julgar por certas profecias... e que chegou, de fato, no livro cuja capa ilustra este post.
Já conhecem, né? Trata-se do 2013, parceria entre as editoras Literata e Ornitorrinco, no qual os autores contam suas histórias com base naquilo que viria após o fim do mundo. Todas são legais, porém mais legal ainda é que a minha pode ser lida na rede, bastando baixar a edição n. 104 da revista Somnium, publicada pelo Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil.
Agora, o mais legal mesmo é que, conforme prometi há algum tempo, estou iniciando uma promoção, valendo um exemplar autografado do 2013. Para concorrer, basta sugerir uma continuação ou um final, mesmo que em poucas linhas, para o meu conto Deixando o Condado, que pode ser lido através do link da Somnium.
Entendam bem que não se trata de escrever outro conto, embora eu fosse adorar (e já deixo um prêmio extra prometido a quem fizer isso). É só para pensar no que acontece com meus protagonistas, ou pelo menos alguns deles, em seguida à história que é narrada em Deixando o Condado. Não há restrições para outros autores do livro, funcionários da Literata ou da Ornitorrinco, seus cônjuges ou parentes em qualquer grau.
A promoção está valendo até o dia 21 de dezembro, quando supostamente termina o calendário maia. Se o mundo não acabar, no dia 22 eu anuncio o vencedor, que será aquele cuja sugestão me parecer mais criativa. Se ninguém participar - é triste, mas pode acontecer - o livro será sorteado entre os seguidores deste blog.
Então, Pessoas... Aguardo suas sugestões acerca do futuro de Octavio, Laura, Mauricio e do próprio Condado. É só pensar um pouco, pois, com todos os defeitos que o conto possa ter, trata-se de uma história que pode render várias e surpreendentes continuações.
Abraços e até breve!
terça-feira, novembro 13, 2012
H de Henriqueta, a Espiã
Antes de começar, um esclarecimento: o título acima é a tradução da Ediouro para o livro Harriet, the Spy, da americana Louise Fitzhugh. Essa foi uma das edições de bolso compradas com minha mesada quando eu tinha no máximo uns doze anos, possivelmente menos. Foi um livro que li várias vezes e que me fascinou ainda que eu não soubesse o porquê – o quanto eu tinha em comum com a protagonista, além da idade, do cabelo curto, dos óculos e do caderninho que eu levava para todo lado.
Deu para adivinhar? Henriqueta, ou Harriet, era uma menina que gostava de escrever. Não lembro se, como eu, também inventava histórias, mas o que fazia, principalmente, eram observações – por vezes irônicas e até cruéis – a respeito de seus colegas de escola, inclusive os amigos mais próximos Sport e Janie. Esse é o principal ponto de divergência, pois raramente escrevi ou escrevo sobre pessoas da vida real; mas o fato de Henriqueta viver agarrada ao seu caderno de notas, a inadequação a situações do cotidiano escolar e a atitude intelectualmente precoce/emocionalmente imatura demonstrada por ela a tornam muito próxima do que eu era naquela idade.
Numa análise superficial, as semelhanças iriam parar por aí: a identificação, em vários sentidos, entre a personagem e a sua jovem leitora. De fato, a trama do livro é centrada em um acontecimento que (felizmente) nunca teve lugar em minha vida: Henriqueta perde seu caderninho e as anotações que fez sobre os colegas passam a ser de conhecimento destes, que obviamente ficam zangados e criam um grupo dedicado especialmente a rejeitar a menina (hoje talvez se falasse em bullying, mas lembrem-se, foi ela que começou). Em reação, Henriqueta passa por várias fases, desde a raiva à depressão, mas, aconselhada por sua antiga babá, a pessoa com quem mantinha o vínculo afetivo mais forte – e que em mais de uma ocasião no livro afirma que ela tem de crescer – acaba por retomar a amizade com Sport e Janie e a se tornar editora do jornal da escola (parece que todas as escolas americanas têm jornais legais. As nossas não. Isso não é justo).
Enfim, ao término do livro a vida parece voltar aos eixos e o futuro promete que Henriqueta será, não uma “espiã” como ela dizia no início, mas uma jornalista ou escritora. O que, depois de muitas reviravoltas, eu também me tornei – e com vários percalços de convivência, diferentes dos que foram enfrentados pela personagem. Isso porque, embora nenhum dos meus colegas tenha lido nada desabonador a seu próprio respeito, as poucas situações em que chegaram a ler algo e o simples fato de eu estar escrevendo, inventando, eram motivo de estranheza e de afastamento por parte de pessoas com quem, bem ou mal, eu mantinha ou supunha manter uma relação de amizade. Ou não?
Hoje, com um olhar distanciado, consigo ver que nem era tanto a escrita, mas todo um conjunto que incluía uma bagagem cultural diferenciada (adquirido por meio de leituras e não de viagens, mas está valendo), uma aparência considerada esquisita (somos tantos!), falta de talento para esportes e muitas outras coisas. Não sei se foi uma defesa minha pensar que toda a rejeição e o isolamento se deviam ao fato de eu gostar tanto de ler e escrever (e ser, portanto, uma pessoa especial, que um dia ganharia o merecido reconhecimento. Bla, bla, bla). Tudo que sei é que mais de uma vez abri meu caderno, depois de algum episódio escolar ou familiar lamentável, e preenchi de cima a baixo várias folhas com a frase que Henriqueta escreveu em seu livro de notas:
EU GOSTO MUITO DE MIM.
Felizmente, acho que sempre foi verdade, ou eu não estaria aqui para contar esta história.
.......
O texto acima foi, como todos os posts da série Memórias de Leitora, escrito com base apenas nas memórias do que li, neste caso, há cerca de trinta anos. Agora, a Wikipedia me informa que Harriet, the Spy, publicado em 1964, ganhou prêmios juvenis de Literatura, foi adaptado para o cinema em 1996 pela Nickelodeon e, em 2010, serviu de argumento para uma filme da Disney chamado “Blog Wars” em que Henriqueta e sua arquiinimiga competem para ver quem tem o melhor blog. A vida avança, assim como a tecnologia. De qualquer forma, “Henriqueta, a Espiã” é um livro de que sempre me lembrarei com carinho e cuja mensagem continua atual. Recomendo a todos, principalmente o pessoal mais novo. E, dentre esses, àqueles que estão aprendendo a lidar com as dores e as alegrias trazidas por seja qual for o seu Dom.
Boa leitura e até a próxima!
domingo, novembro 04, 2012
O Estigma do Feiticeiro Negro : Lançamento na Casa da Leitura
Olá, Pessoas!
É com muito prazer que venho convidá-los para um evento a ser realizado na Casa da Leitura, no dia 10 de novembro (sábado), a partir das 15 h. Trata-se do lançamento do novo livro do veterano Miguel Carqueija, em parceria com a jovem autora Melanie Evarino: a fantasia humorística O Estigma do Feiticeiro Negro.
O evento será acompanhado de um debate sobre literatura infantojuvenil que contará com a minha presença, a de Ana Cristina Rodrigues e a de Estêvão Ribeiro, além, é claro, de Melanie e Miguel. Também estarão presentes os editores Alícia Azevedo e Henrique de Souza, da Editora Ornitorrinco.
Além do Enigma, estará disponível para compra o Bestiário, primeiro livro da série sobre animais fantásticos organizada por mim e por Ana Cristina para a editora. Já estamos planejando os próximos volumes. Quem ainda não conhece pode dar uma espiadinha no site da editora, aproveitando para ver as outras obras do catálogo, saber o que está no prelo e ler a chamada para a antologia Erótica Steampunk, cujo prazo foi prorrogado até 20 de novembro. Basta clicar aqui.
Então, pessoal do Rio e cercanias, já sabem. Esperamos vocês.
Até o dia 10 e um grande abraço!
quarta-feira, outubro 31, 2012
Desejos, Abóboras e Estranhas Invenções
Saudações, Pessoas!
Conforme prometido, venho anunciar o vencedor da promoção "Estranhas Invenções".
Pensei muito antes de decidir e, como escritora e bibliotecária, é claro que fiquei inclinada a concordar com quem votou no livro, na escrita ou na imprensa (Sandro, a linguagem vem antes de tudo, mas é algo inato e não uma invenção, nem na acepção mais abrangente de um conjunto de técnicas). No entanto, é certo que as conquistas de nossa cultura e civilização só foram possíveis quando passamos a viver em povoados e depois em cidades - e sendo assim, o exemplar de Estranhas Invenções irá para Eric Musashi, que indicou a agricultura e deu uma boa justificativa para isso.
Eric, vou avisar você pelas redes sociais e pedir seu endereço, espero que goste do livro. Muito obrigada a todos por participarem. Logo teremos mais promoções na Estante Mágica - e, para quem ainda não viu, também está rolando uma no blog do Castelo das Águias. Confiram aqui.
...
Hoje é Halloween e eu vim trabalhar com a camiseta do Jack Esqueleto, o cara aí de cima. Não estou atendendo público, mas já ganhei muitos sorrisos e olhares tortos. Os primeiros, felizmente, mais numerosos. Também já expliquei a uma pessoa na barca (porque ela perguntou, ok?) a verdadeira origem do Halloween, que aliás tem a ver com a agricultura, além de outras coisinhas. Mas acho que a senhora não ficou muito convencida: assim que acabei de falar, voltou a se refugiar em sua revista.
Algumas pessoas devem pensar que sou um caso perdido.
...
Mais um mês que se vai. Este ano está passando rápido, mas não ligo. Sei que o próximo será ótimo, cheio de boas surpresas e novidades. É esse o meu desejo, doce e travesso, para todos nós.
Abraços e até breve!
quinta-feira, outubro 25, 2012
Somnium 104: Pra não dizer que não falei de FC
Queridas Pessoas,
Como eu disse alguns posts atrás, sou mais de Fantasia do que de Ficção Científica, seja para ler ou para escrever. No entanto, ultimamente ando fazendo algumas incursões por esse gênero irmão, e até que estou satisfeita com os resultados. E os leitores também, ao que parece.
Deu pra adivinhar? Pois é. Dos vários contos publicados na antologia 2013 - Ano Um, parceria entre as editoras Literata e Ornitorrinco, justamente o meu, "Deixando o Condado", foi escolhido para fazer parte do número 104 da Somnium, publicação oficial do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil. Isso me deixou muito feliz, não apenas por revelar que meu trabalho agradou a quem entende e gosta do gênero, mas também por poder partilhá-lo com vocês, deixando - eu espero - um gostinho de "quero mais" em relação a 2013.
Em breve irei fazer um sorteio aqui, um pouco diferente do Estranhas Invenções - aliás, quem não participou, ainda dá tempo! - e já aviso que o livro está ótimo, com a participação de grandes autores como Roberto de Sousa Causo e o vencedor do Prêmio Argos 2012, conferido pelo CLFC - Brasil, Gerson Lodi-Ribeiro. Aliás, Gerson e Flávio Medeiros Jr., vencedor na categoria conto, são entrevistados na Somnium 104. E a revista traz ainda outros três trabalhos de ficção, assinados por Zé Wellington, Miguel Carqueija e Ricardo Guilherme dos Santos.
Então, o que vocês estão esperando? Cliquem aqui e leiam a Somnium! E depois me contem o que acharam de Octavio, Mauricio e Ramona. Quem irá sobreviver aos últimos meses de 2013?
Abraços e até a próxima!
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