sábado, setembro 22, 2012

Antologia "Caminhos do Fantástico"




Pessoas Queridas,

Este post vai ser rápido, pois eu estou de saída para ir à Fantasticon 2012 em São Paulo. E, lá, participar da sessão de autógrafos - hoje, dia 22, às 14 h - deste livro que traz um conto diferente dos que costumo escrever.

Como todos sabem, minha praia é mais a Fantasia do que a FC. No entanto, como leitora, há trabalhos no gênero que eu curto muito. Posso citar principalmente os contos e livros que abordam questões sociais, tais como os de Ursula Le Guin e Aldous Huxley, mas também gosto de (alguns) autores mais hard. E entre eles os tradicionalmente maravilhosos A(simov), B(radbury) e C(larke).

Neste primeiro volume da série Caminhos do Fantástico, da Editora Terracota, de que participo como convidada, vocês terão em mãos um conto que homenageia alguns dos meus autores favoritos de FC, porém num contexto onde já é bem mais fácil me encontrar. É um conto leve e humorístico, ou pelo menos essa foi a intenção. Espero que gostem - ou, ao menos, perdoem... :)

Aqui vai o time completo reunido por Cláudio Brites e Sílvio Alexandre:

Alexandre Mandarino, Ana Lúcia Merege, Antonio Borgia, Bruna Dantas Lobato, Carlos Angelo, Cícero Leitão, Cristina Faga, Elisa Celino, F. Medina, Gilberto Garcia da Silva, Ícaro França, Leandra Lambert, Léo Nogueira, Luís Roberto Amabile, Marcelo Augusto Galvão, Marcelo Bighetti, Marta Rolim, Tibor Moricz.

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Interfone tocando. A nave, quer dizer, carruagem, quer dizer... tá, o táxi já chegou. Até mais ver, pessoal!

quinta-feira, setembro 06, 2012

Excalibur e Entrevista com a Maga



Pessoas Queridas,

Este mês começa com muitas novidades, e estou feliz em partilhá-las com vocês.

Em primeiros lugar, encerrado o prazo para submissões, fiz algumas considerações sobre a coletânea "Excalibur", postadas no blog da Editora Draco. Lá informo também o número de contos que estão concorrendo a uma das cinco vagas, caso alguém ainda não tenha visto.

Outra coisa muito legal é que depois de alguns meses finalmente foi ao ar a entrevista que gravei em Porto Alegre com a Eddie Van Feu para o blog "Alcateia". Falo de todos os meus livros, principalmente de O Castelo das Águias, e deixo meu recado para quem está começando a escrever.

Vale dar uma curtida na edição do vídeo, com umas inserções completamente doidas, inclusive de uma águia de desenho animado, e a participação de um "floco de pelo andante" que aparece bastante antes de se revelar como a cachorrinha da Carol Mylius, que também foi quem gravou a entrevista. E, claro, tem as minhas mãos, que nunca param quietas. :)

Tenho outras novidades também muito legais, mas vou deixá-las para outro post, que virá em breve (ou talvez mais de um, aqui e no blog do Castelo). Neste resta apenas agradecer a participação de tanta gente boa na seleção para a Excalibur, as crescentes visitas aos dois blogs e o carinho de todos.

Setembro será mais um mês de muito trabalho. Mas já está valendo a pena.

Abraços e até breve!

Creio que não precisava dizer, mas eu digo. Em homenagem à "Excalibur" e à Eddie, este post é ilustrado com uma cena do desenho "A Espada era a Lei", dos Estúdios Disney.

sexta-feira, agosto 24, 2012

Ainda Sobre Excalibur

ATENÇÃO: PRAZO PRORROGADO PARA 31 DE AGOSTO, SEXTA-FEIRA!


Pessoas Queridas,

Volto a lembrar que no dia 31 de agosto, à meia-noite, se encerram as submissões para a coletânea Excalibur.

Desde que anunciamos a seletiva, recebemos várias perguntas, muitas das quais respondidas por e-mail ou através dos comentários no blog da Editora Draco. Se vocês têm dúvidas, lá é um bom lugar onde buscar respostas para elas. Se ainda assim restarem questões não respondidas, podem deixá-las aqui.

Para quem vai trabalhar firme neste final de semana, dando uma retocada no conto, aqui vão meus votos de boa sorte, bem como uma sugestão de trilha sonora: o eterno Rick Wakeman em seu disco mais inesquecível!

Bom final de semana, bom descanso... Bons escritos. Aguardo seus trabalhos!

Abraços a todos!

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Imagem no alto: "La Morte d´Arthur" por James Archer (1823-1904)

sexta-feira, agosto 17, 2012

Oficina "Os Contos Maravilhosos"


Pessoas Queridas,

Venho divulgar mais uma oficina ministrada por minhas amigas Deka e Sonia: a Oficina de Contação de Histórias "Os Contos Maravilhosos",. Vai ser aqui no Rio e vale muito a pena para quem se interessa pelo tema.

Eis o programa:

- Os Contos Maravilhosos: Contos de Encantamento e Contos de Fadas
- Onde os contos surgiram / Origens / Fontes
- Como chegaram até nós / Tradição Oral / Compiladores
- Características dos contos
- Leitura de textos didáticos e literários
- Atividades lúdicas / Dinâmicas de grupo
- Estrutura e Características dos Contos Maravilhosos
- Contação de narrativas
- Bibliografia
- Entrega de certificados

E aqui as informações:

Local: Sede do Lyons, na Rua Silveira Martins, 80 - Rio de Janeiro(entrada pela rua do Catete, Praça do Poeta)

Dia: 22 de agosto de 2012 (quarta-feira)

Horário: das 14:00 às 17:00 horas

Investimento: R$80,00

Inscrições:

Sonia Sampaio (sonia.sampaio@oi.com.br)
Fone: (21) 2551-3572

Deka Teubl (dekateubl@yahoo.com.br)
Fone: (21) 3237-7237

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Dado o recado, aproveito para dizer que ando sumida daqui, mas não se trata de negligência nem falta de ideias. É a vida, somada aos ossos de todos os meus ofícios. Mas deixem lá, que em breve haverá novos posts e notícias pra vocês. Aguardem!

Abraços a todos e até breve!


quinta-feira, agosto 02, 2012

Rei Artur: Lenda ou História?


Nobres Pessoas,

Visto estarmos a um mês do prazo final das submissões para a coletânea Excalibur, decidi postar aqui um texto baseado num artigo que escrevi para a Ciência Hoje das Crianças. A publicação é de 2008 e, desde então, já soube de pelo menos três escolas que usaram o texto para trabalhar com alunos da sexta à oitava série. Espero que os leitores do blog também aprovem. :)

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O "Verdadeiro" Artur

Até o momento não há evidências históricas ou arqueológicas que provem a existência do Rei Artur. Alguns estudiosos sustentam que os relatos a seu respeito se referem ao líder guerreiro dos britânicos na luta contra o domínio saxão, enquanto outros se inclinam a pensar que seria um nobre romano. Há ainda quem acredite que não houve de fato um único Artur, e sim vários líderes cujos feitos, com o passar do tempo, acabaram sendo atribuídos a um só "rei imaginário".

Em meio a tantas possibilidades, o que se pode afirmar é que o Rei Artur - ou o guerreiro em quem se basearam as lendas - viveu e lutou suas batalhas entre os séculos V e VI d. C., numa Bretanha que, durante quatro séculos, ficara sob o domínio de Roma. No início do século V, as legiões que até então ocupavam as Ilhas Britânicas tinham começado a partir para o continente, a fim de defender o Império do ataque de invasores como os godos e os hunos. Os bretões se viram sozinhos para enfrentar seus próprios atacantes, em especial os anglos e saxões. Sem o apoio militar dos romanos, eles sofreram várias derrotas que os levaram a perder parte do território e promoveram uma divisão interna (aquela que é retratada na lenda da espada na pedra).

No meio da disputa entre as facções da nobreza e os pequenos reinos rivais surgiu então o líder que os historiadores da época chamam de Artur, sobre o qual muito pouco se sabe, a não ser o fato de ter vencido batalhas e, com isso, garantido mais alguns anos aos bretões antes que os invasores os dominassem por completo.

A primeira menção ao nome de Artur foi feita por Nennius no século IX. Em sua crônica, História dos Bretões, Artur é descrito não como rei, mas como dux bellorum (duque guerreiro), que teria lutado junto aos reis britânicos em doze grandes batalhas. Artur é citado ainda em dois poemas épicos e numa crônica chamada Os Anais de Gales, que registra sua morte num local chamado Camlann. Já a Crônica Anglo-Saxã, uma das mais importantes fontes para o estudo da história da época, não faz referências a Artur - o que é compreensível, pois a obra prefere dar a impressão de que os saxões venceram todas as batalhas sem dificuldade.

Embora os registros da época sejam poucos e imprecisos, é neles que se baseiam todas as pesquisas sobre o Rei Artur. Muitos estudiosos se dedicaram a localizar os sítios onde foram travadas as batalhas citadas por Nennius, enquanto outros procuram pistas sobre o local de nascimento de Artur. Um dos mais prováveis é Tintagel, na Cornualha, Inglaterra, onde, em 1998, foi descoberta uma pedra com uma inscrição que menciona o nome Artognou, associado com o do rei; essa pedra passou a ser conhecida como “Pedra de Artur” e alguns estudiosos crêem que o local pode ter ligação com o Artur histórico, ou seja, com o líder guerreiro que teria dado origem ao mito.

Já a corte de Camelot poderia ficar nos arredores do Castelo Cadbury, em Somerset, Inglaterra. A hipótese, levantada no século XVI por John Leland, ganhou força após as escavações realizadas por Leslie Alcock entre 1966 e 1970, que revelaram as ruínas de uma grande fortificação. No entanto, o mais provável é que a “corte do Rei Artur” tenha sido uma invenção dos escritores e poetas medievais, assim como a famosa “távola redonda”.

A Literatura arturiana

Se, por um lado, é difícil provar a existência de um Rei Artur histórico, por outro são inúmeras as lendas, poemas, romances e mais recentemente filmes que retratam o personagem. Além das crônicas, ele também aparece em relatos da Mitologia celta, principalmente os que provêm do País de Gales. Não por acaso, essa foi a pátria de Geoffrey de Monmouth, nascido por volta do ano 1.100 e autor de Historia Regum Brittaniae: um relato sobre os Reis da Bretanha que, misturando História, mito e muita imaginação, forneceu as bases para toda a Literatura arturiana surgida a partir daí.

As primeiras obras são os chamados romances de cavalaria, escritos entre os séculos XII e XV. Neles, o Rei, a Rainha Guinevere e cavaleiros como Gawaine, Tristão e Lancelote vivem aventuras em que não faltam magos, fadas, dragões e poções do amor, sem falar em Excalibur, a espada mágica do Rei. Por outro lado, os personagens se comportam de acordo com o ideal cristão de justiça, piedade e generosidade condizente com a época em que viveram os autores. Entre estes podemos citar Chrétien de Troyes – em cujos livros aparece um dos temas mais famosos da literatura arturiana, a busca do Graal, que seria o cálice usado por Jesus na Última Ceia – , os poetas alemães Wolfram von Eschenbach e Gottfried von Strassburg e o inglês Thomas Malory, autor de Morte d´Arthur.

A imaginação dos escritores medievais criou obras maravilhosas, mas por outro lado gerou também um equívoco sob o ponto de vista histórico. A maioria de nós, ao pensar no Rei Artur, imagina castelos de pedra e cavaleiros de armadura, mas isso está bem distante da realidade: nos séculos V e VI d.C. os bretões ainda não construíam castelos. A sede da famosa "corte de Camelot" seria portanto uma fortaleza de madeira. Quanto aos companheiros do rei, é provável que tenham combatido a cavalo, mas as ordens de cavalaria, com seus ideais e códigos de honra, só surgiram por volta do século XII. As armaduras compostas por várias peças sólidas de metal vieram ainda mais tarde. Assim, o Rei Artur, ou o guerreiro que deu origem à lenda, deve ter usado uma cota de malha ou uma armadura de escamas de metal sobre um reforço de couro, tal como os romanos daquele período, de quem os bretões adotaram o equipamento e as técnicas militares.

A popularidade do tema diminuiu um pouco no final da Idade Média, mas tornou a crescer no século XIX, com publicações como a série de poemas Os Idílios do Rei, de Lord Tennyson. Muitos autores contemporâneos se inspiraram na lenda e nos relatos sobre Artur para escrever livros fascinantes. Um que vale a pena conhecer é T. H. White, autor da série O Único e Futuro Rei (1963), no qual se baseou a animação da Disney A Espada Era a Lei. Também são dignos de nota os filmes Excalibur (1981) de John Boorman e o recente Rei Arthur (2004), de Antoine Fuqua, no qual a ambientação está mais de acordo com o período da invasão dos saxões.

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O texto da revista era concluído com um convite ao público mais novo para que buscassem conhecer mais sobre o Rei Artur. Estendo-o a vocês, e faço um convite especial aos escritores para que se juntem ao time ilustre dos que recriaram as lendas arturianas, do qual fazem parte Marion Zimmer Bradley, Mary Stewart, Stephen Lawhead e Bernard Cornwell.

Esperamos por seu conto!